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Adequação do pré-natal de gestantes adolescentes do estado do Rio de Janeiro de 2018 a 2022
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Introdução: Quando falamos da realização do pré-natal, a idade materna é um importante fator a ser considerado. Mães com menos de 20 anos apresentam maior risco de complicações na gravidez. Além disso, é mais comum que seus bebês nasçam com baixo peso, sejam prematuros e enfrentem condições neonatais delicadas. A gravidez na adolescência representa quase 20% dos partos no Brasil, por isso é fundamental a avaliação da assistência pré-natal nessa faixa etária. Objetivo: Descrever os dados quanto à adequação do pré-natal em gestantes com até 19 anos, no período de 2018 a 2022, no estado do Rio de Janeiro. Métodos: Estudo ecológico, realizado em fevereiro de 2024, utilizando dados referentes à adequação do pré-natal em gestantes com até 19 anos, no estado do Rio de Janeiro, nos anos de 2018 a 2022. Os dados foram coletados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), e as variáveis selecionadas foram: adequação quantitativa de pré-natal e número de nascidos vivos segundo o local de residência da mãe. Não foi necessária a aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa, pois os dados estão em bases de acesso público. O programa Microsoft Excel foi utilizado para tabulação dos dados e cálculo das taxas dos dados encontrados. Resultados: O Ministério da Saúde classifica o pré-natal como adequado quando iniciado antes ou durante o terceiro mês e foram realizadas ao menos seis consultas durante a gravidez. No ano de 2018, em 36,2% não foi realizado o pré-natal ou foi inadequado; em 55,5%, o pré-natal foi adequado e 8,3% não foram classificados. Já em 2019, 36,1% não fizeram pré-natal ou não foi adequado; 55,9% foram adequados e 8% não foram classificados. Em 2020, 36,7% não fizeram pré-natal ou foi inadequado; em 55,3% foram adequados e 8,1% não foram classificados. Em 2021, 34,4% não fizeram o pré-natal ou foi inadequado; 58,6% foram adequados e 7% não foram classificados. Em 2022, 35,4% não fizeram pré-natal ou foi inadequado; 59,2% foram adequados e 5,5% não foram classificados. Conclusão: Durante os anos estudados, houve um aumento na realização adequada do pré-natal por gestantes com até 19 anos, com exceção de 2020. Nesse ano, observou-se também a maior porcentagem de pré-natal não realizado ou inadequado. Uma possível explicação para esses resultados é a influência da pandemia de COVID-19, que levou à redução na procura por cuidados de saúde de rotina devido às políticas de restrição e isolamento social necessárias. Em 2022, houve um novo aumento nos casos de pré-natal inadequado, ao mesmo tempo em que aumentaram os casos classificados como adequados. Isso pode ser explicado pela diminuição dos casos não classificados. Embora tenha havido uma melhora significativa na cobertura de pré-natal adequado, ainda está longe do ideal. É importante o desenvolvimento de estratégias em saúde para o pré-natal direcionadas a essa faixa etária. Além disso, devem ser considerados os fatores associados à adequação do pré-natal ao planejar intervenções e políticas.
Title: Adequação do pré-natal de gestantes adolescentes do estado do Rio de Janeiro de 2018 a 2022
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Introdução: Quando falamos da realização do pré-natal, a idade materna é um importante fator a ser considerado.
Mães com menos de 20 anos apresentam maior risco de complicações na gravidez.
Além disso, é mais comum que seus bebês nasçam com baixo peso, sejam prematuros e enfrentem condições neonatais delicadas.
A gravidez na adolescência representa quase 20% dos partos no Brasil, por isso é fundamental a avaliação da assistência pré-natal nessa faixa etária.
Objetivo: Descrever os dados quanto à adequação do pré-natal em gestantes com até 19 anos, no período de 2018 a 2022, no estado do Rio de Janeiro.
Métodos: Estudo ecológico, realizado em fevereiro de 2024, utilizando dados referentes à adequação do pré-natal em gestantes com até 19 anos, no estado do Rio de Janeiro, nos anos de 2018 a 2022.
Os dados foram coletados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), e as variáveis selecionadas foram: adequação quantitativa de pré-natal e número de nascidos vivos segundo o local de residência da mãe.
Não foi necessária a aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa, pois os dados estão em bases de acesso público.
O programa Microsoft Excel foi utilizado para tabulação dos dados e cálculo das taxas dos dados encontrados.
Resultados: O Ministério da Saúde classifica o pré-natal como adequado quando iniciado antes ou durante o terceiro mês e foram realizadas ao menos seis consultas durante a gravidez.
No ano de 2018, em 36,2% não foi realizado o pré-natal ou foi inadequado; em 55,5%, o pré-natal foi adequado e 8,3% não foram classificados.
Já em 2019, 36,1% não fizeram pré-natal ou não foi adequado; 55,9% foram adequados e 8% não foram classificados.
Em 2020, 36,7% não fizeram pré-natal ou foi inadequado; em 55,3% foram adequados e 8,1% não foram classificados.
Em 2021, 34,4% não fizeram o pré-natal ou foi inadequado; 58,6% foram adequados e 7% não foram classificados.
Em 2022, 35,4% não fizeram pré-natal ou foi inadequado; 59,2% foram adequados e 5,5% não foram classificados.
Conclusão: Durante os anos estudados, houve um aumento na realização adequada do pré-natal por gestantes com até 19 anos, com exceção de 2020.
Nesse ano, observou-se também a maior porcentagem de pré-natal não realizado ou inadequado.
Uma possível explicação para esses resultados é a influência da pandemia de COVID-19, que levou à redução na procura por cuidados de saúde de rotina devido às políticas de restrição e isolamento social necessárias.
Em 2022, houve um novo aumento nos casos de pré-natal inadequado, ao mesmo tempo em que aumentaram os casos classificados como adequados.
Isso pode ser explicado pela diminuição dos casos não classificados.
Embora tenha havido uma melhora significativa na cobertura de pré-natal adequado, ainda está longe do ideal.
É importante o desenvolvimento de estratégias em saúde para o pré-natal direcionadas a essa faixa etária.
Além disso, devem ser considerados os fatores associados à adequação do pré-natal ao planejar intervenções e políticas.
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