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Realidade encontrada pelos profissionais de saúde na realização do Pré-natal de baixo risco em UBSF da cidade de Volta Redonda – RJ
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Introdução: A atenção básica no Brasil ganhou amplitude com a implantação da Estratégia Saúde da Família. Em face do modelo biomédico centrado em especialistas utilizado no último século, traz-se a tona o resgate do médico generalista. Nesta desconstrução de fronteiras, o generalista assiste à criança, ao adolescente, ao adulto e ao idoso; tanto homens quanto mulheres. Desta maneira, não se separa a gestação de outras etapas do desenvolvimento humano, unindo conhecimentos gerais no que tange à família. Dito desta forma pode-se pensar o pré-natal de baixo risco como algo pertinente ao médico e aos demais profissionais envolvidos na ESF, fazendo parte de suas atribuições. Médicos generalistas e enfermeiros habilitados a realizar o pré-natal de baixo risco em sete Unidades Básicas de Saúde da Família da cidade de Volta Redonda- RJ apontaram facilidades e dificuldades encontradas na realização do pré-natal. Objetivo: O objetivo do presente trabalho é debater sobre a realidade encontrada em Volta Redonda pelos profissionais de saúde na realização do pré-natal de baixo risco, apontando estratégias para melhorias no atendimento e no acompanhamento destas gestantes. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, transversal, com modelo de questionário, cuja amostra compreende os funcionários das UBSF que participaram do Curso de Capacitação em Pré-natal fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda – Rio de Janeiro. A pesquisa abrangeu o período de 11 de julho de 2014 a 23 de agosto de 2014. Doze profissionais de saúde responderam ao questionário, sendo oito enfermeiros e quatro médicos generalistas, sendo seu preenchimento de caráter voluntário. Através do questionário é possível identificar os pontos positivos e negativos que os funcionários vivenciam na Unidade Básica de Saúde da Família onde trabalham. O presente trabalho contou ainda com um estudo bibliográfico e de revisões sistemáticas na literatura. Resultados: As principais facilidades identificadas foram o trabalho em equipe (58%), o espaço físico (41%), o agendamento (33%), os grupos de orientações (26%), o acompanhante (17%), o acolhimento (17%), os recursos humanos (8%), a adesão (8%) e a primeira consulta antes da 12° semana de gestação (8%), e que as principais dificuldades identificadas foram a adesão das gestantes (50%), a demora em marcar USG TVG e obtétrica (42%), a estrutura física (42%), a demora na entrega de exames laboratoriais (17%), a grande demanda de gestantes para poucos profissionais habilitados (17%), a falta de medicamentos (8%), a falta de interesse e qualificação da equipe para manter grupos de orientações (8%) e o local (8%). Discussão: As respostas do questionário demonstram que diferentes profissionais conseguem atuar em várias estâncias do cuidado da gestante sem ultrapassar limites de outros funcionários, demonstrando a facilidade em se trabalhar em equipe. O trabalho em equipe facilita o agendamento dessas gestantes. A disponibilidade de espaço físico possibilita reuniões de grupos de orientações em saúde, um atendimento de qualidade e um lugar mais acolhedor para toda a família, facilitando a vinda de um acompanhante. Apesar de existirem projetos para aumentar a adesão das gestantes ao pré-natal, este quesito ainda é a maior dificuldade encontrada pelos profissionais de saúde das Unidades Básicas de Saúde da Família. Vários são os motivos para essa falta de adesão, como a falta de conscientização da gestante na importância do pré-natal. Isso demonstra a necessidade de maiores orientações feitas em grupos de saúde ou no momento do acolhimento inicial. Apesar da existência de ultrassonografias realizadas pelo SUS de Volta Redonda- RJ, a demanda ainda é maior do que a capacidade de marcação, realização e entrega dos exames, havendo necessidade de investimento em equipamentos e profissionais habilitados. Ao analisar os resultados é possível observar uma dualidade de opiniões relacionadas a estrutura física encontrada em diferentes unidades da mesma cidade, pois muitas unidades foram recentemente reformadas e ampliadas, porém muitas permanecem com uma estrutura precária e com poucos recursos. Propõe-se, desta forma, aprimorar o trabalho interdisciplinar, buscar estratégias de incentivo à adesão das gestantes ao grupo, treinar os agentes comunitários de saúde para acompanhar melhor estas gestantes, realizar nas unidades cursos rápidos para gestantes, realizar atividades artesanais e lúdicas como ferramenta para criar espaços educativos em saúde e reservar no município maiores quantidades de vagas para ultrassonografias para as gestantes. Conclusão: Por fim, vê-se que o profissional de saúde vivencia um momento onde deve estar capacitado a realizar o pré-natal de baixo risco na atenção básica, porém o mesmo vem encontrando dificuldades nesta realização, necessitando de maiores investimentos, cursos de capacitação e atenção do governo.
Title: Realidade encontrada pelos profissionais de saúde na realização do Pré-natal de baixo risco em UBSF da cidade de Volta Redonda – RJ
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Introdução: A atenção básica no Brasil ganhou amplitude com a implantação da Estratégia Saúde da Família.
Em face do modelo biomédico centrado em especialistas utilizado no último século, traz-se a tona o resgate do médico generalista.
Nesta desconstrução de fronteiras, o generalista assiste à criança, ao adolescente, ao adulto e ao idoso; tanto homens quanto mulheres.
Desta maneira, não se separa a gestação de outras etapas do desenvolvimento humano, unindo conhecimentos gerais no que tange à família.
Dito desta forma pode-se pensar o pré-natal de baixo risco como algo pertinente ao médico e aos demais profissionais envolvidos na ESF, fazendo parte de suas atribuições.
Médicos generalistas e enfermeiros habilitados a realizar o pré-natal de baixo risco em sete Unidades Básicas de Saúde da Família da cidade de Volta Redonda- RJ apontaram facilidades e dificuldades encontradas na realização do pré-natal.
Objetivo: O objetivo do presente trabalho é debater sobre a realidade encontrada em Volta Redonda pelos profissionais de saúde na realização do pré-natal de baixo risco, apontando estratégias para melhorias no atendimento e no acompanhamento destas gestantes.
Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, transversal, com modelo de questionário, cuja amostra compreende os funcionários das UBSF que participaram do Curso de Capacitação em Pré-natal fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda – Rio de Janeiro.
A pesquisa abrangeu o período de 11 de julho de 2014 a 23 de agosto de 2014.
Doze profissionais de saúde responderam ao questionário, sendo oito enfermeiros e quatro médicos generalistas, sendo seu preenchimento de caráter voluntário.
Através do questionário é possível identificar os pontos positivos e negativos que os funcionários vivenciam na Unidade Básica de Saúde da Família onde trabalham.
O presente trabalho contou ainda com um estudo bibliográfico e de revisões sistemáticas na literatura.
Resultados: As principais facilidades identificadas foram o trabalho em equipe (58%), o espaço físico (41%), o agendamento (33%), os grupos de orientações (26%), o acompanhante (17%), o acolhimento (17%), os recursos humanos (8%), a adesão (8%) e a primeira consulta antes da 12° semana de gestação (8%), e que as principais dificuldades identificadas foram a adesão das gestantes (50%), a demora em marcar USG TVG e obtétrica (42%), a estrutura física (42%), a demora na entrega de exames laboratoriais (17%), a grande demanda de gestantes para poucos profissionais habilitados (17%), a falta de medicamentos (8%), a falta de interesse e qualificação da equipe para manter grupos de orientações (8%) e o local (8%).
Discussão: As respostas do questionário demonstram que diferentes profissionais conseguem atuar em várias estâncias do cuidado da gestante sem ultrapassar limites de outros funcionários, demonstrando a facilidade em se trabalhar em equipe.
O trabalho em equipe facilita o agendamento dessas gestantes.
A disponibilidade de espaço físico possibilita reuniões de grupos de orientações em saúde, um atendimento de qualidade e um lugar mais acolhedor para toda a família, facilitando a vinda de um acompanhante.
Apesar de existirem projetos para aumentar a adesão das gestantes ao pré-natal, este quesito ainda é a maior dificuldade encontrada pelos profissionais de saúde das Unidades Básicas de Saúde da Família.
Vários são os motivos para essa falta de adesão, como a falta de conscientização da gestante na importância do pré-natal.
Isso demonstra a necessidade de maiores orientações feitas em grupos de saúde ou no momento do acolhimento inicial.
Apesar da existência de ultrassonografias realizadas pelo SUS de Volta Redonda- RJ, a demanda ainda é maior do que a capacidade de marcação, realização e entrega dos exames, havendo necessidade de investimento em equipamentos e profissionais habilitados.
Ao analisar os resultados é possível observar uma dualidade de opiniões relacionadas a estrutura física encontrada em diferentes unidades da mesma cidade, pois muitas unidades foram recentemente reformadas e ampliadas, porém muitas permanecem com uma estrutura precária e com poucos recursos.
Propõe-se, desta forma, aprimorar o trabalho interdisciplinar, buscar estratégias de incentivo à adesão das gestantes ao grupo, treinar os agentes comunitários de saúde para acompanhar melhor estas gestantes, realizar nas unidades cursos rápidos para gestantes, realizar atividades artesanais e lúdicas como ferramenta para criar espaços educativos em saúde e reservar no município maiores quantidades de vagas para ultrassonografias para as gestantes.
Conclusão: Por fim, vê-se que o profissional de saúde vivencia um momento onde deve estar capacitado a realizar o pré-natal de baixo risco na atenção básica, porém o mesmo vem encontrando dificuldades nesta realização, necessitando de maiores investimentos, cursos de capacitação e atenção do governo.
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