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Hiperprolactinemia e Saúde Óssea: Necessidade de Tratamento em Pacientes Assintomáticas?

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A hiperprolactinemia é uma alteração endócrina frequente, com etiologias que variam desde causas fisiológicas e medicamentosas até tumores hipofisários funcionantes. Tradicionalmente, o tratamento clínico com agonistas dopaminérgicos é indicado para pacientes que apresentam sintomas clássicos como galactorreia, hipogonadismo clínico (amenorreia ou infertilidade) ou sintomas compressivos causados por macroadenomas. Contudo, tem surgido um debate clínico sobre o impacto da hiperprolactinemia moderada em pacientes assintomáticas, especialmente no que tange ao metabolismo ósseo e ao risco de osteopenia e osteoporose, decorrentes da supressão crônica da secreção de gonadotrofinas. Este estudo tem como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura para avaliar se a hiperprolactinemia em pacientes assintomáticas justifica a intervenção medicamentosa focada na preservação da densidade mineral óssea. A metodologia baseou-se em uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados SciELO e LILACS, selecionando estudos publicados na última década que compararam parâmetros de densidade mineral óssea em mulheres com hiperprolactinemia leve versus controles. Os resultados evidenciam que a exposição prolongada aos níveis elevados de prolactina, mesmo em casos subclínicos, pode comprometer a saúde óssea ao longo do tempo, independentemente da ausência de sintomas de hipogonadismo florido. Conclui-se que a decisão de tratar pacientes assintomáticas deve ser individualizada, fundamentada em uma avaliação criteriosa do risco de fraturas e da densidade mineral óssea por meio de densitometria, não sendo, contudo, uma conduta universal, mas necessária naquelas com evidências de perda de massa óssea.
Title: Hiperprolactinemia e Saúde Óssea: Necessidade de Tratamento em Pacientes Assintomáticas?
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A hiperprolactinemia é uma alteração endócrina frequente, com etiologias que variam desde causas fisiológicas e medicamentosas até tumores hipofisários funcionantes.
Tradicionalmente, o tratamento clínico com agonistas dopaminérgicos é indicado para pacientes que apresentam sintomas clássicos como galactorreia, hipogonadismo clínico (amenorreia ou infertilidade) ou sintomas compressivos causados por macroadenomas.
Contudo, tem surgido um debate clínico sobre o impacto da hiperprolactinemia moderada em pacientes assintomáticas, especialmente no que tange ao metabolismo ósseo e ao risco de osteopenia e osteoporose, decorrentes da supressão crônica da secreção de gonadotrofinas.
Este estudo tem como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura para avaliar se a hiperprolactinemia em pacientes assintomáticas justifica a intervenção medicamentosa focada na preservação da densidade mineral óssea.
A metodologia baseou-se em uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados SciELO e LILACS, selecionando estudos publicados na última década que compararam parâmetros de densidade mineral óssea em mulheres com hiperprolactinemia leve versus controles.
Os resultados evidenciam que a exposição prolongada aos níveis elevados de prolactina, mesmo em casos subclínicos, pode comprometer a saúde óssea ao longo do tempo, independentemente da ausência de sintomas de hipogonadismo florido.
Conclui-se que a decisão de tratar pacientes assintomáticas deve ser individualizada, fundamentada em uma avaliação criteriosa do risco de fraturas e da densidade mineral óssea por meio de densitometria, não sendo, contudo, uma conduta universal, mas necessária naquelas com evidências de perda de massa óssea.

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