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Avaliação da densidade mineral óssea em mulheres transgênero do Suldo Brasil

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Introdução: As pessoas trangênero submetidas a terapia hormonal e/ou tratamento cirúrgico podem sofrer alterações em seu metabolismo ósseo por causa da importância hormonal na fisiologia da modulação óssea. Objetivo: O presente estudo teve por objetivo avaliar a densidade mineral óssea e a composição corporal de mulheres transgênero brasileiras submetidas a terapia hormonal cruzada por três anos ou mais, comparando com grupos controle, de mulheres cisgênero e um de homens cisgênero. Métodos: Realizou-se um estudo observacional transversal por meio da coleta de dados sociodemográficos, epidemiológicos e clínicos. Foram feitos exames de densitometria mineral óssea e de densitometria óssea corporal total com o aparelho Lunar Prodigy Advance DXA System - Encore versão 14.10, Radiation Corporation, Madison, WI, sistema de dupla emissão de raios da GE Healthcare. O estudo foi realizado na cidade de Curitiba no período de agosto de 2018 a agosto de 2019. Após o recrutamento e a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 31 mulheres transgênero atendidas no Centro de Pesquisa e Atendimento a Travestis e Transexuais e no Centro Regional de Especialidades da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná aceitaram participar do estudo e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Selecionaram-se dois grupos controle pareados por idade, índice de massa corporal (IMC) e hábitos de vida, com 31 mulheres cisgênero e 31 homens cisgênero, totalizando 93 participantes. Os dados foram analisados com auxílio do programa GraphPad Prism 6, San Diego, CA. Resultados e conclusão: A densidade mineral óssea (DMO) das mulheres transgênero é menor do que nos grupos pareados; 12,9% dessas mulheres apresentaram baixa massa óssea (Z score ≤2). Essa porcentagem foi de 3,2% para mulheres cisgênero e de 3,3% para os homens cisgênero. As mulheres transgênero tiveram um Z score mais baixo, tanto de coluna (0,26±1,42 vs 0,50±1,19) quanto do fêmur (-0,41±0,95 vs. 0,29±1,04) do que as mulheres cisgênero. E, quando comparadas aos homens cisgênero, as mulheres transgênero tinham score Z de fêmur total inferior (-0,41±0,95 vs. 0,20±0,83). Valores mais altos de massa magra correlacionaram-se positivamente com a DMO total do fêmur (p=0,40; IC95% 0,009-0,68; p=0,04) e DMO de colo de fêmur (p= 0,48; IC95% 0,11-0,74; p=0,01). Nem o tipo de terapia recebida ou o seu tempo de uso impactaram a massa óssea. Concluímos, assim, que baixa DMO é encontrada frequentemente em mulheres transgênero e que esta se relaciona à massa corporal magra, o que corrobora a necessidade de mais estudos sobre os efeitos da terapia hormonal nos ossos e músculos das mulheres transgênero.
Title: Avaliação da densidade mineral óssea em mulheres transgênero do Suldo Brasil
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Introdução: As pessoas trangênero submetidas a terapia hormonal e/ou tratamento cirúrgico podem sofrer alterações em seu metabolismo ósseo por causa da importância hormonal na fisiologia da modulação óssea.
Objetivo: O presente estudo teve por objetivo avaliar a densidade mineral óssea e a composição corporal de mulheres transgênero brasileiras submetidas a terapia hormonal cruzada por três anos ou mais, comparando com grupos controle, de mulheres cisgênero e um de homens cisgênero.
Métodos: Realizou-se um estudo observacional transversal por meio da coleta de dados sociodemográficos, epidemiológicos e clínicos.
Foram feitos exames de densitometria mineral óssea e de densitometria óssea corporal total com o aparelho Lunar Prodigy Advance DXA System - Encore versão 14.
10, Radiation Corporation, Madison, WI, sistema de dupla emissão de raios da GE Healthcare.
O estudo foi realizado na cidade de Curitiba no período de agosto de 2018 a agosto de 2019.
Após o recrutamento e a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 31 mulheres transgênero atendidas no Centro de Pesquisa e Atendimento a Travestis e Transexuais e no Centro Regional de Especialidades da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná aceitaram participar do estudo e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.
Selecionaram-se dois grupos controle pareados por idade, índice de massa corporal (IMC) e hábitos de vida, com 31 mulheres cisgênero e 31 homens cisgênero, totalizando 93 participantes.
Os dados foram analisados com auxílio do programa GraphPad Prism 6, San Diego, CA.
Resultados e conclusão: A densidade mineral óssea (DMO) das mulheres transgênero é menor do que nos grupos pareados; 12,9% dessas mulheres apresentaram baixa massa óssea (Z score ≤2).
Essa porcentagem foi de 3,2% para mulheres cisgênero e de 3,3% para os homens cisgênero.
As mulheres transgênero tiveram um Z score mais baixo, tanto de coluna (0,26±1,42 vs 0,50±1,19) quanto do fêmur (-0,41±0,95 vs.
0,29±1,04) do que as mulheres cisgênero.
E, quando comparadas aos homens cisgênero, as mulheres transgênero tinham score Z de fêmur total inferior (-0,41±0,95 vs.
0,20±0,83).
Valores mais altos de massa magra correlacionaram-se positivamente com a DMO total do fêmur (p=0,40; IC95% 0,009-0,68; p=0,04) e DMO de colo de fêmur (p= 0,48; IC95% 0,11-0,74; p=0,01).
Nem o tipo de terapia recebida ou o seu tempo de uso impactaram a massa óssea.
Concluímos, assim, que baixa DMO é encontrada frequentemente em mulheres transgênero e que esta se relaciona à massa corporal magra, o que corrobora a necessidade de mais estudos sobre os efeitos da terapia hormonal nos ossos e músculos das mulheres transgênero.

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