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Indicadores epidemiológicos e operacionais do programa de controle da esquistossomose: estudo ecológico em região endêmica no estado de Alagoas, Brasil, 2008 – 2016

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A esquistossomose mansoni é uma doença tropical negligenciada, de importante impacto em saúde para as populações acometidas no Brasil e no mundo. Dessa forma, o objetivo do estudo foi realizar análise retrospectiva da situação epidemiológica da esquistossomose mansoni e descrever as ações de controle da doença no município de Feira Grande/AL, entre 2008 e 2016. Trata-se de um estudo ecológico, com dados obtidos do Sistema de Informação do Programa de Vigilância e Controle da Esquistossomose (SISPCE), os quais geraram os indicadores: ações operacionais (Percentual de exames coproscópicos realizados) e ações epidemiológicas (Percentual de positividade, Percentual de não tratamento e Proporção de infectados por classe de intensidade da infecção). Para cada indicador calculou-se a média, desvio padrão, mínimo e máximo. Além disso, analisou-se se a série temporal teve tendência decrescente, estacionária ou crescente, assim como a taxa de crescimento anual. Foram reportados 1.159 (8,8%) casos de esquistossomose em Feira Grande no período analisado. O percentual de exames realizados se manteve abaixo da cobertura adequada (<90%) em todo o período estudado, com 2008, 2009, 2010 e 2013 apresentando endemicidade média. As menores coberturas de tratamento ocorreram em 2014, 2016 e 2013. A proporção de infectados (PI) com baixa quantidade de ovos por lâmina (PI-baixa) predominou em todo o período estudado e, na avaliação temporal, o indicador Proporção de não tratamento apresentou uma tendência crescente. Os resultados apontam uma insuficiência nas ações de controle do PCE, além de mostrarem que os indicadores epidemiológicos apontam para um recrudescimento da doença no município.
Title: Indicadores epidemiológicos e operacionais do programa de controle da esquistossomose: estudo ecológico em região endêmica no estado de Alagoas, Brasil, 2008 – 2016
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A esquistossomose mansoni é uma doença tropical negligenciada, de importante impacto em saúde para as populações acometidas no Brasil e no mundo.
Dessa forma, o objetivo do estudo foi realizar análise retrospectiva da situação epidemiológica da esquistossomose mansoni e descrever as ações de controle da doença no município de Feira Grande/AL, entre 2008 e 2016.
Trata-se de um estudo ecológico, com dados obtidos do Sistema de Informação do Programa de Vigilância e Controle da Esquistossomose (SISPCE), os quais geraram os indicadores: ações operacionais (Percentual de exames coproscópicos realizados) e ações epidemiológicas (Percentual de positividade, Percentual de não tratamento e Proporção de infectados por classe de intensidade da infecção).
Para cada indicador calculou-se a média, desvio padrão, mínimo e máximo.
Além disso, analisou-se se a série temporal teve tendência decrescente, estacionária ou crescente, assim como a taxa de crescimento anual.
Foram reportados 1.
159 (8,8%) casos de esquistossomose em Feira Grande no período analisado.
O percentual de exames realizados se manteve abaixo da cobertura adequada (<90%) em todo o período estudado, com 2008, 2009, 2010 e 2013 apresentando endemicidade média.
As menores coberturas de tratamento ocorreram em 2014, 2016 e 2013.
A proporção de infectados (PI) com baixa quantidade de ovos por lâmina (PI-baixa) predominou em todo o período estudado e, na avaliação temporal, o indicador Proporção de não tratamento apresentou uma tendência crescente.
Os resultados apontam uma insuficiência nas ações de controle do PCE, além de mostrarem que os indicadores epidemiológicos apontam para um recrudescimento da doença no município.

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