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A companhia hidrelétrica Teles Pires e o discurso do mito do progresso

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Neste artigo, propomo-nos a analisar o discurso do mito do progresso utilizado pela Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP) como medida paliativa à construção da Usina Hidrelétrica Teles Pires (UHE Teles Pires), localizada nos municípios de Paranaíta – norte de Mato Grosso – e de Jacareacanga – sul do Pará – mas que traz impactos ao município de Alta Floresta – norte de Mato Grosso – pelo fato de ser área de influência indireta. Nesse sentido, a CHTP, estrategicamente, desde o início da construção da Barragem, propaga na mídia regional o discurso do mito do progresso para convencer a população de que o empreendimento vem trazendo progresso para a região e levando bem-estar e qualidade de vida à população. Este estudo, então, é fundamentado pelo viés da análise do discurso veiculado na mídia pela CHTP. Para esta análise, selecionamos três notícias publicadas no jornal “O Diário”, da cidade de Alta Floresta. Nossa interpretação foi somente ao olhar da produção do discurso, mas também à historicidade direcionada não dos fatos e dos agentes que produzem e que são influenciados por este discurso. Assim, nessas notícias, verificamos que, após o término da UHE Teles Pires, a CHTP continua propagando a chegada do progresso a fim de desconstruir sua imagem negativa perante a população. O discurso empregado agora é o de preservadora e protetora do meio ambiente, ou seja, o desenvolvimento da região depende da preservação da natureza, sendo assim, um discurso paradoxal. Com a análise dos documentos selecionados, chegamos à conclusão de que o discurso da CHTP está sempre se renovando, a fim de preservar a imagem da empresa. Palavras-chave: Discurso, mito do progresso, história de Mato Grosso.
Title: A companhia hidrelétrica Teles Pires e o discurso do mito do progresso
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Neste artigo, propomo-nos a analisar o discurso do mito do progresso utilizado pela Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP) como medida paliativa à construção da Usina Hidrelétrica Teles Pires (UHE Teles Pires), localizada nos municípios de Paranaíta – norte de Mato Grosso – e de Jacareacanga – sul do Pará – mas que traz impactos ao município de Alta Floresta – norte de Mato Grosso – pelo fato de ser área de influência indireta.
Nesse sentido, a CHTP, estrategicamente, desde o início da construção da Barragem, propaga na mídia regional o discurso do mito do progresso para convencer a população de que o empreendimento vem trazendo progresso para a região e levando bem-estar e qualidade de vida à população.
Este estudo, então, é fundamentado pelo viés da análise do discurso veiculado na mídia pela CHTP.
Para esta análise, selecionamos três notícias publicadas no jornal “O Diário”, da cidade de Alta Floresta.
Nossa interpretação foi somente ao olhar da produção do discurso, mas também à historicidade direcionada não dos fatos e dos agentes que produzem e que são influenciados por este discurso.
Assim, nessas notícias, verificamos que, após o término da UHE Teles Pires, a CHTP continua propagando a chegada do progresso a fim de desconstruir sua imagem negativa perante a população.
O discurso empregado agora é o de preservadora e protetora do meio ambiente, ou seja, o desenvolvimento da região depende da preservação da natureza, sendo assim, um discurso paradoxal.
Com a análise dos documentos selecionados, chegamos à conclusão de que o discurso da CHTP está sempre se renovando, a fim de preservar a imagem da empresa.
Palavras-chave: Discurso, mito do progresso, história de Mato Grosso.

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