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Avaliação da inibição da FAK e o efeito na interação entre FAK e αB-cristalina em células de glioblastoma

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Glioblastoma Multiforme (GBM) é um dos cânceres humanos mais agressivos existentes e com uma das menores taxas de sobrevida. As limitações no tratamento tornam necessário a descoberta de novas alternativas que possibilitem aos pacientes maior tempo de sobrevivência. A FAK e a αB-cristalina são proteínas altamente expressas em diversos tipos de cânceres, inclusive o glioblastoma, e estão associadas à sobrevivência e proliferação de células tumorais. Estudos anteriores demonstraram a importância da interação FAK/αB-cristalina na viabilidade das células de glioblastoma U87MG. No presente estudo, objetivamos avaliar a inibição da FAK e seu efeito na interação entre as proteínas FAK/αB-cristalina em células de glioblastoma. Para a realização dos ensaios foi utilizado o inibidor de atividade quinase da FAK PF 562.271 (PF) e as linhagens celulares de glioblastoma U87MG e T98G. As células foram cultivadas e tratadas com PF em diferentes concentrações e tempos de tratamento, após os quais foram realizados ensaios de viabilidade celular por MTT, Western Blotting, PCR quantitativo (RT-qPCR), co-imunoprecipitação e migração (ranhura). Os ensaios de MTT demonstraram que as células U87MG e T98G tiveram a viabilidade reduzida quando tratadas com as concentrações de 100μM (U87MG), 200μM e 400μM (T98G) de PF em 24h, indicando que a ativação de FAK é importante para a sobrevivência das células. A partir dos experimentos com MTT, foi utilizada a linhagem T98G e PF na concentração de 200μM. Os ensaios de Western Blotting demonstraram que houve diminuição da fosforilação de FAK após tratamento com PF e não houve alteração da expressão proteica de αB-cristalina. Já os ensaios de RT-qPCR demonstraram não haver alteração significativa na expressão de FAK e de Caspase-3. A expressão gênica de αB-cristalina, por sua vez, aumentou significativamente após o tratamento com PF. Os dados obtidos apontam conjuntamente que houve aumento de expressão gênica sem aumento de expressão proteica de αB-cristalina. A interação entre as proteínas FAK/αB- cristalina ocorreu com e sem fosforilação de FAK, mas aumentou após a inibição da fosforilação de FAK, o que a sugere como um evento de estresse para as células de glioblastoma, e assim aumenta a interação FAK/αB-cristalina. Por fim, verificou-se que não houve alteração de migração das células de glioblastoma após o tratamento com PF. Tomados em conjunto, os resultados obtidos no presente estudo demonstraram o efeito da inibição da ativação da FAK na interação com a αB-cristalina e sua importância na sobrevivência de células de GBM, indicando-a como um potencial alvo terapêutico para o tratamento da doença.
Universidade Federal de Juiz de Fora
Title: Avaliação da inibição da FAK e o efeito na interação entre FAK e αB-cristalina em células de glioblastoma
Description:
Glioblastoma Multiforme (GBM) é um dos cânceres humanos mais agressivos existentes e com uma das menores taxas de sobrevida.
As limitações no tratamento tornam necessário a descoberta de novas alternativas que possibilitem aos pacientes maior tempo de sobrevivência.
A FAK e a αB-cristalina são proteínas altamente expressas em diversos tipos de cânceres, inclusive o glioblastoma, e estão associadas à sobrevivência e proliferação de células tumorais.
Estudos anteriores demonstraram a importância da interação FAK/αB-cristalina na viabilidade das células de glioblastoma U87MG.
No presente estudo, objetivamos avaliar a inibição da FAK e seu efeito na interação entre as proteínas FAK/αB-cristalina em células de glioblastoma.
Para a realização dos ensaios foi utilizado o inibidor de atividade quinase da FAK PF 562.
271 (PF) e as linhagens celulares de glioblastoma U87MG e T98G.
As células foram cultivadas e tratadas com PF em diferentes concentrações e tempos de tratamento, após os quais foram realizados ensaios de viabilidade celular por MTT, Western Blotting, PCR quantitativo (RT-qPCR), co-imunoprecipitação e migração (ranhura).
Os ensaios de MTT demonstraram que as células U87MG e T98G tiveram a viabilidade reduzida quando tratadas com as concentrações de 100μM (U87MG), 200μM e 400μM (T98G) de PF em 24h, indicando que a ativação de FAK é importante para a sobrevivência das células.
A partir dos experimentos com MTT, foi utilizada a linhagem T98G e PF na concentração de 200μM.
Os ensaios de Western Blotting demonstraram que houve diminuição da fosforilação de FAK após tratamento com PF e não houve alteração da expressão proteica de αB-cristalina.
Já os ensaios de RT-qPCR demonstraram não haver alteração significativa na expressão de FAK e de Caspase-3.
A expressão gênica de αB-cristalina, por sua vez, aumentou significativamente após o tratamento com PF.
Os dados obtidos apontam conjuntamente que houve aumento de expressão gênica sem aumento de expressão proteica de αB-cristalina.
A interação entre as proteínas FAK/αB- cristalina ocorreu com e sem fosforilação de FAK, mas aumentou após a inibição da fosforilação de FAK, o que a sugere como um evento de estresse para as células de glioblastoma, e assim aumenta a interação FAK/αB-cristalina.
Por fim, verificou-se que não houve alteração de migração das células de glioblastoma após o tratamento com PF.
Tomados em conjunto, os resultados obtidos no presente estudo demonstraram o efeito da inibição da ativação da FAK na interação com a αB-cristalina e sua importância na sobrevivência de células de GBM, indicando-a como um potencial alvo terapêutico para o tratamento da doença.

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