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MOBILIZAÇÃO PRECOCE E REABILITAÇÃO DO PACIENTE CRÍTICO: RECUPERAÇÃO FUNCIONAL E QUALIDADE DE VIDA
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A mobilização precoce consolidou-se como uma das principais estratégias para prevenção das complicações decorrentes da imobilidade prolongada em pacientes internados em unidades de terapia intensiva. A permanência no leito, associada ao processo inflamatório sistêmico, à sedação, à ventilação mecânica e ao hipercatabolismo, favorece rápida perda de massa muscular, redução da capacidade funcional e desenvolvimento da fraqueza adquirida na unidade de terapia intensiva. Essas alterações comprometem o desmame ventilatório, prolongam o tempo de internação e repercutem negativamente sobre a independência funcional e a qualidade de vida após a alta hospitalar. Nas últimas décadas, estudos demonstraram que programas estruturados de mobilização precoce, realizados por equipes multiprofissionais e fundamentados em critérios rigorosos de segurança, promovem melhora da força muscular, redução do tempo de ventilação mecânica, menor permanência hospitalar e recuperação funcional mais rápida. Paralelamente, o conceito de reabilitação intensiva passou a integrar modelos assistenciais voltados à prevenção da síndrome pós-terapia intensiva, enfatizando a continuidade do cuidado desde os primeiros dias de internação até o período pós-alta. Este capítulo revisa os principais aspectos relacionados à mobilização precoce e à reabilitação do paciente crítico, discutindo critérios de segurança, fraqueza adquirida na terapia intensiva, papel da fisioterapia e estratégias destinadas à recuperação funcional e à melhoria da qualidade de vida.
Editora Caminhos & Vozes
Title: MOBILIZAÇÃO PRECOCE E REABILITAÇÃO DO PACIENTE CRÍTICO: RECUPERAÇÃO FUNCIONAL E QUALIDADE DE VIDA
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A mobilização precoce consolidou-se como uma das principais estratégias para prevenção das complicações decorrentes da imobilidade prolongada em pacientes internados em unidades de terapia intensiva.
A permanência no leito, associada ao processo inflamatório sistêmico, à sedação, à ventilação mecânica e ao hipercatabolismo, favorece rápida perda de massa muscular, redução da capacidade funcional e desenvolvimento da fraqueza adquirida na unidade de terapia intensiva.
Essas alterações comprometem o desmame ventilatório, prolongam o tempo de internação e repercutem negativamente sobre a independência funcional e a qualidade de vida após a alta hospitalar.
Nas últimas décadas, estudos demonstraram que programas estruturados de mobilização precoce, realizados por equipes multiprofissionais e fundamentados em critérios rigorosos de segurança, promovem melhora da força muscular, redução do tempo de ventilação mecânica, menor permanência hospitalar e recuperação funcional mais rápida.
Paralelamente, o conceito de reabilitação intensiva passou a integrar modelos assistenciais voltados à prevenção da síndrome pós-terapia intensiva, enfatizando a continuidade do cuidado desde os primeiros dias de internação até o período pós-alta.
Este capítulo revisa os principais aspectos relacionados à mobilização precoce e à reabilitação do paciente crítico, discutindo critérios de segurança, fraqueza adquirida na terapia intensiva, papel da fisioterapia e estratégias destinadas à recuperação funcional e à melhoria da qualidade de vida.
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