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Mantenedor estético-funcional para perda precoce de dentes decíduos pós-trauma

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Introdução: As lesões traumáticas dento-alveolares na dentição decídua são agudas e de natureza múltipla. São muito comuns durante a infância em virtude de hábitos recorrentes como correr, brincar e pular, os quais podem gerar quedas acidentais, que resultam na ocorrência destas lesões. As lesões decorrentes de traumatismos dentários são divididas em: lesões de tecido duro e lesões de tecido mole. Cada classificação apresenta características, prognósticos e tratamentos distintos, que vão desde a proservação até à perda do elemento dentário. Quando ocorre a perda precoce do dente decíduo (antes da época de sua esfoliação fisiológica associada à erupção do dente permanente sucessor), uma alternativa de tratamento é a colocação de um mantenedor estético e funcional fixo. Nos casos de perda precoce de dentes decíduos, a reabilitação é importante para restaurar a estética, a fonação e a deglutição, além de prevenir o desenvolvimento do hábito de interposição da língua no espaço edêntulo. Este relato de caso apresentou uma alternativa de baixo custo, fácil confecção e instalação, para a reabilitação de paciente na primeira infância e com comportamento não colaborador. Descrição do caso: O paciente L.F., três anos de idade, sexo masculino, compareceu à Clínica Integrada Infantil II, no turno noturno do curso de Odontologia da Faculdade Arnaldo, acompanhado de sua mãe. Durante a anamnese, a mãe relatou a perda do elemento dentário 51 como queixa principal. De acordo com ela, o paciente escorregou no piso molhado quando tinha um ano e meio de idade e fraturou o dente ao meio, caracterizando-se um provável diagnóstico de fratura coronorradicular, uma lesão de tecido duro, definida como a perda de continuidade ou ruptura de estrutura dentária envolvendo esmalte, dentina e cemento, com ou sem exposição pulpar. A responsável relatou tê-lo levado ao cirurgião dentista em sua cidade, no interior de Minas Gerais, logo após a queda, tendo sido realizada a exodontia do remanescente dentário. Resultados: A abordagem clínica para a reabilitação do paciente foi a colocação de um mantenedor de espaço com finalidade estética e funcional fixo pois, a perda de um elemento dentário e o espaço decorrente dessa perda, pode gerar desordens oclusais, problemas fonéticos, alterações funcionais mastigatórias, desenvolvimento de hábito de interposição lingual, problemas de autoestima relacionados ao contrangimento social por parte da criança e da família. Numa segunda consulta do paciente, foi realizada a prova dos anéis ortodônticos adaptados nos segundos molares decíduos da arcada superior (dentes 55 e 65), sendo escolhidos os anéis pré fabricados que melhor se adaptaram aos dentes. A moldagem foi realizada com alginato (Hydrogum®), com os anéis em posição e o vazamento subsequente com gesso pedra tipo III, de forma que o modelo com as bandas ortodônticas incluídas fosse enviado para o laboratório de prótese ortodôntica. Foi confeccionada uma barra palatina soldada aos anéis e uma dobra para retenção de um dente de acrílico na região do dente 51. Após a entrega pelo laboratório, o mantenedor de espaço estético-funcional foi cimentado nos dentes 55 e 65 com cimento ionômero de vidro (Vidrion C®). Após a cimentação, considerando a dificuldade em manter o local da cimentação com isolamento relativo contra a umidade e o paciente com comportamento cooperador, foi observada, pelas alunas e pelos professores orientadores, uma inadequação da cor do elemento “protético”. O problema foi exposto à mãe do paciente que, prontamente agendou um retorno para uma quarta consulta. Foi feito um leve desgaste na superfície vestibular do elemento 51 “protético”, com ponta diamantada 2200, e colocada uma camada de resina composta da cor B1, em incrementos fotopolimerizados, para harmonizar a cor com a dos dentes vizinhos. Seguiram-se os passos convencionais de reparos em resina composta: sistema adesivo convencional de dois passos (ácido fosfórico 37% e primer + adesivo). Conclusão: O mantenedor estético-funcional fixo é uma ótima opção para o tratamento de pacientes que perderam precocemente o elemento dentário anterior após traumatismos, na medida em que se encaixa muito bem ao principal pilar dos tratamentos odontopediátricos: restituir a função a estética e a qualidade de vida.
Title: Mantenedor estético-funcional para perda precoce de dentes decíduos pós-trauma
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Introdução: As lesões traumáticas dento-alveolares na dentição decídua são agudas e de natureza múltipla.
São muito comuns durante a infância em virtude de hábitos recorrentes como correr, brincar e pular, os quais podem gerar quedas acidentais, que resultam na ocorrência destas lesões.
As lesões decorrentes de traumatismos dentários são divididas em: lesões de tecido duro e lesões de tecido mole.
Cada classificação apresenta características, prognósticos e tratamentos distintos, que vão desde a proservação até à perda do elemento dentário.
Quando ocorre a perda precoce do dente decíduo (antes da época de sua esfoliação fisiológica associada à erupção do dente permanente sucessor), uma alternativa de tratamento é a colocação de um mantenedor estético e funcional fixo.
Nos casos de perda precoce de dentes decíduos, a reabilitação é importante para restaurar a estética, a fonação e a deglutição, além de prevenir o desenvolvimento do hábito de interposição da língua no espaço edêntulo.
Este relato de caso apresentou uma alternativa de baixo custo, fácil confecção e instalação, para a reabilitação de paciente na primeira infância e com comportamento não colaborador.
Descrição do caso: O paciente L.
F.
, três anos de idade, sexo masculino, compareceu à Clínica Integrada Infantil II, no turno noturno do curso de Odontologia da Faculdade Arnaldo, acompanhado de sua mãe.
Durante a anamnese, a mãe relatou a perda do elemento dentário 51 como queixa principal.
De acordo com ela, o paciente escorregou no piso molhado quando tinha um ano e meio de idade e fraturou o dente ao meio, caracterizando-se um provável diagnóstico de fratura coronorradicular, uma lesão de tecido duro, definida como a perda de continuidade ou ruptura de estrutura dentária envolvendo esmalte, dentina e cemento, com ou sem exposição pulpar.
A responsável relatou tê-lo levado ao cirurgião dentista em sua cidade, no interior de Minas Gerais, logo após a queda, tendo sido realizada a exodontia do remanescente dentário.
Resultados: A abordagem clínica para a reabilitação do paciente foi a colocação de um mantenedor de espaço com finalidade estética e funcional fixo pois, a perda de um elemento dentário e o espaço decorrente dessa perda, pode gerar desordens oclusais, problemas fonéticos, alterações funcionais mastigatórias, desenvolvimento de hábito de interposição lingual, problemas de autoestima relacionados ao contrangimento social por parte da criança e da família.
Numa segunda consulta do paciente, foi realizada a prova dos anéis ortodônticos adaptados nos segundos molares decíduos da arcada superior (dentes 55 e 65), sendo escolhidos os anéis pré fabricados que melhor se adaptaram aos dentes.
A moldagem foi realizada com alginato (Hydrogum®), com os anéis em posição e o vazamento subsequente com gesso pedra tipo III, de forma que o modelo com as bandas ortodônticas incluídas fosse enviado para o laboratório de prótese ortodôntica.
Foi confeccionada uma barra palatina soldada aos anéis e uma dobra para retenção de um dente de acrílico na região do dente 51.
Após a entrega pelo laboratório, o mantenedor de espaço estético-funcional foi cimentado nos dentes 55 e 65 com cimento ionômero de vidro (Vidrion C®).
Após a cimentação, considerando a dificuldade em manter o local da cimentação com isolamento relativo contra a umidade e o paciente com comportamento cooperador, foi observada, pelas alunas e pelos professores orientadores, uma inadequação da cor do elemento “protético”.
O problema foi exposto à mãe do paciente que, prontamente agendou um retorno para uma quarta consulta.
Foi feito um leve desgaste na superfície vestibular do elemento 51 “protético”, com ponta diamantada 2200, e colocada uma camada de resina composta da cor B1, em incrementos fotopolimerizados, para harmonizar a cor com a dos dentes vizinhos.
Seguiram-se os passos convencionais de reparos em resina composta: sistema adesivo convencional de dois passos (ácido fosfórico 37% e primer + adesivo).
Conclusão: O mantenedor estético-funcional fixo é uma ótima opção para o tratamento de pacientes que perderam precocemente o elemento dentário anterior após traumatismos, na medida em que se encaixa muito bem ao principal pilar dos tratamentos odontopediátricos: restituir a função a estética e a qualidade de vida.

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