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Tratamento Intervencionista de Malformações Vasculares
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As malformações vasculares representam um grupo heterogêneo e complexo de anomalias congênitas do desenvolvimento endotelial que acometem capilares, artérias, veias e vasos linfáticos de forma isolada ou combinada em diferentes regiões anatômicas do corpo humano. De curso clínico crônico, progressivo e frequentemente debilitante, essas lesões provocam dor intratável, deformidades estéticas severas, episódios repetidos de sangramento e, nos casos de alto fluxo, sobrecarga hemodinâmica cardíaca sistêmica de alta gravidade. Historicamente, a abordagem terapêutica padrão baseava-se na ressecção cirúrgica aberta invasiva, um procedimento associado a elevadas taxas de hemorragia intraoperatória catastrófica, remoção mutilante de tecidos saudáveis adjacentes e frequentes recidivas locais em curto prazo devido à impossibilidade de delimitar com exatidão as margens da lesão. Diante dessas limitações cirúrgicas, as técnicas de radiologia intervencionista emergiram como uma abordagem revolucionária, oferecendo opções terapêuticas minimamente invasivas baseadas em escleroterapia percutânea de lesões de baixo fluxo e embolizações transcateter superseletivas de lesões de alto fluxo guiadas em tempo real por métodos de imagem digital. O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura científica brasileira para mapear e analisar a eficácia, os fundamentos técnicos, o perfil de segurança e os desfechos clínicos do tratamento intervencionista de malformações vasculares no cenário nacional. Trata-se de uma revisão sistemática conducente sob o rigor metodológico das diretrizes do protocolo PRISMA, investigando produções científicas originais indexadas nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed, publicadas entre os anos de 2018 e 2026. Os resultados indicam que o emprego de agentes esclerosantes líquidos (como o etanol e o polidocanol) em malformações venosas e linfáticas, associado ao implante superseletivo de agentes embolizantes líquidos e micromolas em malformações arteriovenosas, atinge excelentes taxas de sucesso técnico e controle de sintomas com baixos índices de complicações permanentes. Conclui-se que o tratamento intervencionista representa o pilar indispensável para o manejo seguro de malformações vasculares na medicina de precisão brasileira, embora barreiras relacionadas ao alto custo de insumos importados e à necessidade de centralização do atendimento em serviços multidisciplinares especializados demandem atenção estratégica contínua.
Title: Tratamento Intervencionista de Malformações Vasculares
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As malformações vasculares representam um grupo heterogêneo e complexo de anomalias congênitas do desenvolvimento endotelial que acometem capilares, artérias, veias e vasos linfáticos de forma isolada ou combinada em diferentes regiões anatômicas do corpo humano.
De curso clínico crônico, progressivo e frequentemente debilitante, essas lesões provocam dor intratável, deformidades estéticas severas, episódios repetidos de sangramento e, nos casos de alto fluxo, sobrecarga hemodinâmica cardíaca sistêmica de alta gravidade.
Historicamente, a abordagem terapêutica padrão baseava-se na ressecção cirúrgica aberta invasiva, um procedimento associado a elevadas taxas de hemorragia intraoperatória catastrófica, remoção mutilante de tecidos saudáveis adjacentes e frequentes recidivas locais em curto prazo devido à impossibilidade de delimitar com exatidão as margens da lesão.
Diante dessas limitações cirúrgicas, as técnicas de radiologia intervencionista emergiram como uma abordagem revolucionária, oferecendo opções terapêuticas minimamente invasivas baseadas em escleroterapia percutânea de lesões de baixo fluxo e embolizações transcateter superseletivas de lesões de alto fluxo guiadas em tempo real por métodos de imagem digital.
O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura científica brasileira para mapear e analisar a eficácia, os fundamentos técnicos, o perfil de segurança e os desfechos clínicos do tratamento intervencionista de malformações vasculares no cenário nacional.
Trata-se de uma revisão sistemática conducente sob o rigor metodológico das diretrizes do protocolo PRISMA, investigando produções científicas originais indexadas nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed, publicadas entre os anos de 2018 e 2026.
Os resultados indicam que o emprego de agentes esclerosantes líquidos (como o etanol e o polidocanol) em malformações venosas e linfáticas, associado ao implante superseletivo de agentes embolizantes líquidos e micromolas em malformações arteriovenosas, atinge excelentes taxas de sucesso técnico e controle de sintomas com baixos índices de complicações permanentes.
Conclui-se que o tratamento intervencionista representa o pilar indispensável para o manejo seguro de malformações vasculares na medicina de precisão brasileira, embora barreiras relacionadas ao alto custo de insumos importados e à necessidade de centralização do atendimento em serviços multidisciplinares especializados demandem atenção estratégica contínua.
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