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Disfunção Endotelial Cerebral Como Fator Prognóstico no Avc Isquêmico
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O acidente vascular cerebral isquêmico permanece como uma das principais causas de mortalidade e morbidade no cenário epidemiológico global e brasileiro, acarretando graves sequelas funcionais e um severo impacto socioeconômico. Tradicionalmente, a abordagem clínica e o estabelecimento do prognóstico após o ictus isquêmico têm se baseado em variáveis macrovasculares, na extensão do infarto tecidual e na gravidade dos deficits neurológicos iniciais. Todavia, avanços recentes na biologia vascular revelam que a integridade funcional da microcirculação desempenha um papel determinante na evolução tecidual da área de penumbra isquêmica. O endotélio cerebral, longe de atuar como uma barreira física meramente passiva, constitui um órgão endócrino e metabólico altamente dinâmico, encarregado de regular a homeostase hemodinâmica, a permeabilidade seletiva e o tônus inflamatório local. Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas atuais sobre como o colapso crônico ou agudo dessa monocamada celular influencia o desfecho clínico dos pacientes para subsidiar estratégias terapêuticas mais refinadas no cenário nacional, este estudo foi idealizado. O objetivo central desta revisão sistemática é analisar a disfunção endotelial cerebral como fator prognóstico no acidente vascular cerebral isquêmico, identificando seus principais marcadores moleculares e as repercussões fisiopatológicas no tecido nervoso lesado. Os resultados evidenciam que elevados níveis plasmáticos e liquóricos de biomarcadores endoteliais, como a assimetria dimetilarginina, moléculas de adesão celular e o fator de von Willebrand, correlacionam-se de forma linear com maior progressão do volume do infarto, maior incidência de transformação hemorrágica secundária e pior recuperação funcional longitudinal. Conclui-se que a disfunção endotelial atua como um preditor independente de mau prognóstico no AVC isquêmico, consolidando a urgência de incorporar a avaliação endotelial na prática clínica para otimizar a estratificação de risco e direcionar alvos terapêuticos neuroprotetores específicos.
Title: Disfunção Endotelial Cerebral Como Fator Prognóstico no Avc Isquêmico
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O acidente vascular cerebral isquêmico permanece como uma das principais causas de mortalidade e morbidade no cenário epidemiológico global e brasileiro, acarretando graves sequelas funcionais e um severo impacto socioeconômico.
Tradicionalmente, a abordagem clínica e o estabelecimento do prognóstico após o ictus isquêmico têm se baseado em variáveis macrovasculares, na extensão do infarto tecidual e na gravidade dos deficits neurológicos iniciais.
Todavia, avanços recentes na biologia vascular revelam que a integridade funcional da microcirculação desempenha um papel determinante na evolução tecidual da área de penumbra isquêmica.
O endotélio cerebral, longe de atuar como uma barreira física meramente passiva, constitui um órgão endócrino e metabólico altamente dinâmico, encarregado de regular a homeostase hemodinâmica, a permeabilidade seletiva e o tônus inflamatório local.
Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas atuais sobre como o colapso crônico ou agudo dessa monocamada celular influencia o desfecho clínico dos pacientes para subsidiar estratégias terapêuticas mais refinadas no cenário nacional, este estudo foi idealizado.
O objetivo central desta revisão sistemática é analisar a disfunção endotelial cerebral como fator prognóstico no acidente vascular cerebral isquêmico, identificando seus principais marcadores moleculares e as repercussões fisiopatológicas no tecido nervoso lesado.
Os resultados evidenciam que elevados níveis plasmáticos e liquóricos de biomarcadores endoteliais, como a assimetria dimetilarginina, moléculas de adesão celular e o fator de von Willebrand, correlacionam-se de forma linear com maior progressão do volume do infarto, maior incidência de transformação hemorrágica secundária e pior recuperação funcional longitudinal.
Conclui-se que a disfunção endotelial atua como um preditor independente de mau prognóstico no AVC isquêmico, consolidando a urgência de incorporar a avaliação endotelial na prática clínica para otimizar a estratificação de risco e direcionar alvos terapêuticos neuroprotetores específicos.
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Abstract
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