Javascript must be enabled to continue!
EDUCAÇÃO, MEMÓRIA E RESISTÊNCIA NA LITERATURA INDÍGENA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
View through CrossRef
Neste artigo, argumentaremos que os povos indígenas brasileiros, com suas lideranças e com seus/as intelectuais, assumiram e estilizaram a educação escolar formal, seus valores político-culturais, seus instrumentos epistemológicos e suas ferramentas midiático-digitais, como o caminho e a prática por excelência para a constituição de uma perspectiva ativista, militante e engajada tanto em termos de Movimento Indígena quanto no que se refere à constituição e à publicização da literatura indígena. No caso, portanto, os povos indígenas perceberam que somente afirmando sua cidadania política poderiam enfrentar de modo consistente os processos de exclusão, de marginalização e de violência ainda vigentes no Brasil contemporâneo, o que colocou essa mesma educação escolar formal como a base da socialização cultural e da formação epistemológico-política das comunidades indígenas, como o caminho para sua modernização político-cultural, para sua integração e participação na sociedade nacional. Ora, do Movimento Indígena origina-se, como sua base normativa, a crescente produção estético-cultural realizada por intelectuais indígenas, tendo como mote exatamente a crítica da cultura, a descatequização da mente e a reorientação do olhar relativamente aos povos indígenas brasileiros e, de um modo mais geral, acerca de nossa própria história. A partir da revisão bibliográfica de produções indígenas ligadas ao tema, buscar-se-á argumentar em torno à constituição correlata do Movimento Indígena e da literatura indígena como ativismo político-cultural direto, como práxis pedagógica democrática constituída e dinamizada pelos/as próprios/as indígenas, desde si mesmos/as e por si mesmos/as, a partir de sua inserção na cultura nacional por meio da educação escolar.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Title: EDUCAÇÃO, MEMÓRIA E RESISTÊNCIA NA LITERATURA INDÍGENA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
Description:
Neste artigo, argumentaremos que os povos indígenas brasileiros, com suas lideranças e com seus/as intelectuais, assumiram e estilizaram a educação escolar formal, seus valores político-culturais, seus instrumentos epistemológicos e suas ferramentas midiático-digitais, como o caminho e a prática por excelência para a constituição de uma perspectiva ativista, militante e engajada tanto em termos de Movimento Indígena quanto no que se refere à constituição e à publicização da literatura indígena.
No caso, portanto, os povos indígenas perceberam que somente afirmando sua cidadania política poderiam enfrentar de modo consistente os processos de exclusão, de marginalização e de violência ainda vigentes no Brasil contemporâneo, o que colocou essa mesma educação escolar formal como a base da socialização cultural e da formação epistemológico-política das comunidades indígenas, como o caminho para sua modernização político-cultural, para sua integração e participação na sociedade nacional.
Ora, do Movimento Indígena origina-se, como sua base normativa, a crescente produção estético-cultural realizada por intelectuais indígenas, tendo como mote exatamente a crítica da cultura, a descatequização da mente e a reorientação do olhar relativamente aos povos indígenas brasileiros e, de um modo mais geral, acerca de nossa própria história.
A partir da revisão bibliográfica de produções indígenas ligadas ao tema, buscar-se-á argumentar em torno à constituição correlata do Movimento Indígena e da literatura indígena como ativismo político-cultural direto, como práxis pedagógica democrática constituída e dinamizada pelos/as próprios/as indígenas, desde si mesmos/as e por si mesmos/as, a partir de sua inserção na cultura nacional por meio da educação escolar.
Related Results
SILVA, Marta Regina Paulo da; MAFRA, Jason Ferreira (org.). Paulo Freire e a Educação das Crianças. São Paulo: BT Acadêmica, 2020
SILVA, Marta Regina Paulo da; MAFRA, Jason Ferreira (org.). Paulo Freire e a Educação das Crianças. São Paulo: BT Acadêmica, 2020
Paulo Freire é conhecido internacionalmente por sua dedicação e preocupação com a alfabetização de adultos, além, obviamente, de sua luta por uma educação libertadora, dialógica e ...
Movimentos Sociais, Sujeitos e Processos Educativos
Movimentos Sociais, Sujeitos e Processos Educativos
A importância do Congresso Nacional de Educação como espaço de debate e apresentação de pesquisas em seus vários grupos de trabalhos se materializa nas grandes contribuições realiz...
Direitos humanos, educação escolar indígena e interculturalidade: cartografia das Escolas Indígenas brasileiras
Direitos humanos, educação escolar indígena e interculturalidade: cartografia das Escolas Indígenas brasileiras
A educação escolar indígena intercultural e bilíngue, para além de um direito social fundamental conquistado na Constituição Federal de 1988, é um direito humano amplamente discuti...
DONOSO ROMO, Andres. A Educação Emancipatória: Iván Illich, Paulo Freire, Ernesto Guevara e o Pensamento Latino-Americano. Tradução de Daniel Garroux e Mariana Moreno Castilho. São Paulo: EDUSP, 2020, 142 p
DONOSO ROMO, Andres. A Educação Emancipatória: Iván Illich, Paulo Freire, Ernesto Guevara e o Pensamento Latino-Americano. Tradução de Daniel Garroux e Mariana Moreno Castilho. São Paulo: EDUSP, 2020, 142 p
A obra aqui apresentada foi escrita por Andrés Donoso Romo, Doutor em Ciências com menção em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisador do Centr...
Educação, diversidade, interculturalidade, inclusão em educação e inclusão social
Educação, diversidade, interculturalidade, inclusão em educação e inclusão social
"Este e-book, intitulado “Educação, Diversidade, Interculturalidade, Inclusão em Educação e Inclusão Social”, é fruto da seleção de trabalhos completos submetidos ao IV Encontro da...
LITERATURA INDÍGENA BRASILEIRA: ENTRE TRADIÇÃO, CRÍTICA E RESISTÊNCIA
LITERATURA INDÍGENA BRASILEIRA: ENTRE TRADIÇÃO, CRÍTICA E RESISTÊNCIA
Argumentaremos sobre a literatura indígena brasileira produzida a partir da década de 1990 como uma perspectiva estético-política que entrelaça tradição ancestral com e como crític...
A interculturalidade crítica Pipipã em diálogo com a escola Ayllu
A interculturalidade crítica Pipipã em diálogo com a escola Ayllu
RESUMONeste artigo propomos uma reflexão sobre as experiências da educação escolar indígena emancipatória na América Latina como alternativa de enfrentamento aos conhecimentos homo...
EDUCAÇÃO E IDENTIDADE: A Luta dos Povos Originários no Brasil
EDUCAÇÃO E IDENTIDADE: A Luta dos Povos Originários no Brasil
A educação indígena no Brasil é fundamental para a preservação das culturas, línguas e saberes ancestrais dos povos indígenas, sendo essencial para o fortalecimento da identidade d...

