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FARMACODERMIA DECORRENTE DO USO DE DOXICICLINA EM UM CÃO – RELATO DE CASO
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Introdução A farmacodermia é uma reaca̧ ̃o adversa predominantemente cutânea, embora também possa afetar mucosas, anexos e outros sistemas. Sabe-se que esta afecca̧ ̃o pode ser ocasionada por qualquer fármaco administrado por via oral, tópica ou injetável. Os relatos indicam uma predominância relacionada aos antibióticos, podendo apresentar angioedema, prurido, urticária, anafilaxia, eritema e necrose epidérmica tóxica. Objetivo Em virtude dos poucos relatos na literatura sobre o assunto, o objetivo do presente resumo foi descrever um caso de farmacodermia em decorrência do uso da doxiciclina em um cão. Resultado Uma cadela, SRD, com um ano de idade e pesando 11,7kg foi atendida em uma clıń ica veterinária da região metropolitana de Belém (PA), para realização de ovariosalpingohisterectomia (OSH) eletiva. Ao exame físico, a paciente apresentava-se hıǵ ida e foram solicitados os exames pré-operatórios que se mostraram dentro dos limites de normalidade para a espécie. A paciente foi submetida ao procedimento cirúrgico e após a recuperaca̧ ̃o anestésica, recebeu alta médica. No protocolo pós-operatório foram prescritos doxiciclina 100mg (8,5mg/kg/SID) por 10 dias, Meloxipro® 2mg (meloxicam 0,1mg/kg/SID) por sete dias e iodopolvidine de uso tópico na ferida cirúrgica duas vezes ao dia por 10 dias. Após quatro dias, a tutora retornou relatando vermelhidão no membro posterior direito e inflamaca̧ ̃o na região da ferida cirúrgica. sendo observado edema e eritema juntamente com áreas arroxeadas, e secreca̧ ̃o serossanguinolenta na ferida cirúrgica, e foi constatado a deiscência dos pontos. Após 48h do segundo procedimento no qual foi realizado uma correção da lesão cirúrgica, houve queixa de que o animal apresentava ulceraca̧ ̃o da lesão inicial do membro relatado com exsudato serossanguinolento e surgimento de novas áreas arroxeadas que se estendiam da região do flanco atéa região laterodorsal da paciente. Mesmo após a segunda intervenca̧ ̃o cirúrgica, a tutora relatou que a paciente vocalizava durante a noite, indicando dor e incômodo. Diante da ausência de melhora com os fármacos instituıd́ os e a evidente progressão das lesões, suspeitou-se de reaca̧ ̃o farmacodérmica à doxiciclina. Sendo assim, optou-se por suspender os fármacos utilizados anteriormente, após a suspensão da doxiciclina houve melhora do quadro clıń ico, porém, ainda sendo observada necrose extensa e desprendimento do epitélio na lesão primária do membro posterior direito, sendo optado por realizar o debridamento cirúrgico de todo o tecido desvitalizado Com a evoluca̧ ̃o do caso o animal teve alta médica para continuar o tratamento em domicıĺio. A terapêutica instituıd́ a para casa foi Cronidor® 40mg (tramadol 4mg/kg/BID) por sete dias, limpeza das lesões com soluca̧ ̃o fisiológica e pomada Kollagenase® (Colagenase + Cloranfenicol) misturada com acu̧ ́car cristal por trinta dias. Após esse perıó do, a pomada Kollagenase® foi trocada por Vetáglos® (Gentamicina, Sulfanilamida, Sulfadiazina, Ureia e Vitamina A) até a total cicatrizaca̧ ̃o. Mesmo com o prognóstico desfavorável e a gravidade das lesões, o animal apresentou resposta ao tratamento prescrito e se recuperou totalmente por volta de 70 dias. Conclusão Conclui-se que o acompanhamento do animal pelos médicos veterinários foi fundamental para o diagnóstico precoce e que apesar da gravidade das lesões no membro posterior direito e região laterodorsal, o animal respondeu satisfatoriamente à terapêutica instituıd́ a. PALAVRAS-CHAVE: Dermatopatias, Hipersensibilidade, Reação Adversa, Tetraciclina
Title: FARMACODERMIA DECORRENTE DO USO DE DOXICICLINA EM UM CÃO – RELATO DE CASO
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Introdução A farmacodermia é uma reaca̧ ̃o adversa predominantemente cutânea, embora também possa afetar mucosas, anexos e outros sistemas.
Sabe-se que esta afecca̧ ̃o pode ser ocasionada por qualquer fármaco administrado por via oral, tópica ou injetável.
Os relatos indicam uma predominância relacionada aos antibióticos, podendo apresentar angioedema, prurido, urticária, anafilaxia, eritema e necrose epidérmica tóxica.
Objetivo Em virtude dos poucos relatos na literatura sobre o assunto, o objetivo do presente resumo foi descrever um caso de farmacodermia em decorrência do uso da doxiciclina em um cão.
Resultado Uma cadela, SRD, com um ano de idade e pesando 11,7kg foi atendida em uma clıń ica veterinária da região metropolitana de Belém (PA), para realização de ovariosalpingohisterectomia (OSH) eletiva.
Ao exame físico, a paciente apresentava-se hıǵ ida e foram solicitados os exames pré-operatórios que se mostraram dentro dos limites de normalidade para a espécie.
A paciente foi submetida ao procedimento cirúrgico e após a recuperaca̧ ̃o anestésica, recebeu alta médica.
No protocolo pós-operatório foram prescritos doxiciclina 100mg (8,5mg/kg/SID) por 10 dias, Meloxipro® 2mg (meloxicam 0,1mg/kg/SID) por sete dias e iodopolvidine de uso tópico na ferida cirúrgica duas vezes ao dia por 10 dias.
Após quatro dias, a tutora retornou relatando vermelhidão no membro posterior direito e inflamaca̧ ̃o na região da ferida cirúrgica.
sendo observado edema e eritema juntamente com áreas arroxeadas, e secreca̧ ̃o serossanguinolenta na ferida cirúrgica, e foi constatado a deiscência dos pontos.
Após 48h do segundo procedimento no qual foi realizado uma correção da lesão cirúrgica, houve queixa de que o animal apresentava ulceraca̧ ̃o da lesão inicial do membro relatado com exsudato serossanguinolento e surgimento de novas áreas arroxeadas que se estendiam da região do flanco atéa região laterodorsal da paciente.
Mesmo após a segunda intervenca̧ ̃o cirúrgica, a tutora relatou que a paciente vocalizava durante a noite, indicando dor e incômodo.
Diante da ausência de melhora com os fármacos instituıd́ os e a evidente progressão das lesões, suspeitou-se de reaca̧ ̃o farmacodérmica à doxiciclina.
Sendo assim, optou-se por suspender os fármacos utilizados anteriormente, após a suspensão da doxiciclina houve melhora do quadro clıń ico, porém, ainda sendo observada necrose extensa e desprendimento do epitélio na lesão primária do membro posterior direito, sendo optado por realizar o debridamento cirúrgico de todo o tecido desvitalizado Com a evoluca̧ ̃o do caso o animal teve alta médica para continuar o tratamento em domicıĺio.
A terapêutica instituıd́ a para casa foi Cronidor® 40mg (tramadol 4mg/kg/BID) por sete dias, limpeza das lesões com soluca̧ ̃o fisiológica e pomada Kollagenase® (Colagenase + Cloranfenicol) misturada com acu̧ ́car cristal por trinta dias.
Após esse perıó do, a pomada Kollagenase® foi trocada por Vetáglos® (Gentamicina, Sulfanilamida, Sulfadiazina, Ureia e Vitamina A) até a total cicatrizaca̧ ̃o.
Mesmo com o prognóstico desfavorável e a gravidade das lesões, o animal apresentou resposta ao tratamento prescrito e se recuperou totalmente por volta de 70 dias.
Conclusão Conclui-se que o acompanhamento do animal pelos médicos veterinários foi fundamental para o diagnóstico precoce e que apesar da gravidade das lesões no membro posterior direito e região laterodorsal, o animal respondeu satisfatoriamente à terapêutica instituıd́ a.
PALAVRAS-CHAVE: Dermatopatias, Hipersensibilidade, Reação Adversa, Tetraciclina.
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