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Oficinas de oralidade na sala de aula

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Pensar em caminhos, dirimir barreiras, refletir acerca da relação intercambiável entre fala e escrita na busca pela ampliação de uma prática socialmente presente em grande parte das interações são ações possíveis de encontrar nessa obra que reúne propostas de oficinas para o desenvolvimento da oralidade em sala de aula. Os/as discentes do estágio em docência da Universidade Federal do Ceará, orientados(as) pelas professoras Mônica de Sousa Serafim e Ana Célia Clementino Moura, elaboraram oficinas para trabalhar a oralidade, pensando na relação entre fala, escrita e leitura, por meio de gêneros como debate, seminário, contação de histórias, cordel, poesia slam, reconto oral, canção, roteiro, peça teatral, esquete teatral, paródia, conto, histórias em quadrinhos, notícia e crônica, por exemplo. Todas essas propostas estão amparadas na Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2018), com campos de atuação definidos e relacionados aos gêneros escolhidos para as habilidades que devem ser desenvolvidas nas alunas e nos alunos do Ensino Fundamental. A pouca atenção dada à oralidade é um fato, mas também é importante destacar que as pesquisas acerca desse fenômeno têm crescido, e esse é um grande avanço. Contudo, quando pensamos nesse ensino, ainda encontramos lacunas que dizem respeito a como proceder com essa prática em sala de aula. Como decorrência dessa questão, temos um problema recorrente nas salas de aula, que é a dificuldade de produção de gêneros, que acaba se estendendo para as outras esferas de atividade em que atuamos e agimos por meio da fala. Quando refletimos acerca dessa questão, não temos como deixar de pensar em como o reflexo dessa dificuldade pode reverberar nas ações humanas. Bakhtin (2016) já dizia que interagimos por meio de gêneros que atuam como respostas às ações que ocorrem em sociedade. Logo, se nossos e nossas discentes têm dificuldades de agir por meio da fala e da escrita e consequentemente não sabem como produzir o gênero adequado a uma determinada situação, teremos aí um problema, que pode gerar uma série de dificuldades. Pensando nesse contexto, percebemos a necessidade de propiciar possibilidades de o/a aluno/a desenvolver suas produções de gêneros dentro de ambientes institucionalizados como a escola e a academia, pois experiências como essas podem contribuir para o desempenho satisfatório nas mais diversas práticas cotidianas formais ou informais, uma vez que é a prática que torna o indivíduo seguro para agir interativamente em diferentes ações sociais. Em suma, este e-book é um passaporte para desbravar uma terra que todos sabem da sua importância e da sua riqueza, mas, por não ser tão explorada, poucos sabem como agir sobre ela. Eu particularmente sempre fui apaixonada pela área e fico feliz quando encontro belas novidades pelo caminho. Por isso, convido você para embarcarmos nesta obra, que é uma excelente oportunidade para diminuir essas lacunas na sala de aula e consequentemente na vida fora dos muros da escola. Vamos juntos?
Title: Oficinas de oralidade na sala de aula
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Pensar em caminhos, dirimir barreiras, refletir acerca da relação intercambiável entre fala e escrita na busca pela ampliação de uma prática socialmente presente em grande parte das interações são ações possíveis de encontrar nessa obra que reúne propostas de oficinas para o desenvolvimento da oralidade em sala de aula.
Os/as discentes do estágio em docência da Universidade Federal do Ceará, orientados(as) pelas professoras Mônica de Sousa Serafim e Ana Célia Clementino Moura, elaboraram oficinas para trabalhar a oralidade, pensando na relação entre fala, escrita e leitura, por meio de gêneros como debate, seminário, contação de histórias, cordel, poesia slam, reconto oral, canção, roteiro, peça teatral, esquete teatral, paródia, conto, histórias em quadrinhos, notícia e crônica, por exemplo.
Todas essas propostas estão amparadas na Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2018), com campos de atuação definidos e relacionados aos gêneros escolhidos para as habilidades que devem ser desenvolvidas nas alunas e nos alunos do Ensino Fundamental.
A pouca atenção dada à oralidade é um fato, mas também é importante destacar que as pesquisas acerca desse fenômeno têm crescido, e esse é um grande avanço.
Contudo, quando pensamos nesse ensino, ainda encontramos lacunas que dizem respeito a como proceder com essa prática em sala de aula.
Como decorrência dessa questão, temos um problema recorrente nas salas de aula, que é a dificuldade de produção de gêneros, que acaba se estendendo para as outras esferas de atividade em que atuamos e agimos por meio da fala.
Quando refletimos acerca dessa questão, não temos como deixar de pensar em como o reflexo dessa dificuldade pode reverberar nas ações humanas.
Bakhtin (2016) já dizia que interagimos por meio de gêneros que atuam como respostas às ações que ocorrem em sociedade.
Logo, se nossos e nossas discentes têm dificuldades de agir por meio da fala e da escrita e consequentemente não sabem como produzir o gênero adequado a uma determinada situação, teremos aí um problema, que pode gerar uma série de dificuldades.
Pensando nesse contexto, percebemos a necessidade de propiciar possibilidades de o/a aluno/a desenvolver suas produções de gêneros dentro de ambientes institucionalizados como a escola e a academia, pois experiências como essas podem contribuir para o desempenho satisfatório nas mais diversas práticas cotidianas formais ou informais, uma vez que é a prática que torna o indivíduo seguro para agir interativamente em diferentes ações sociais.
Em suma, este e-book é um passaporte para desbravar uma terra que todos sabem da sua importância e da sua riqueza, mas, por não ser tão explorada, poucos sabem como agir sobre ela.
Eu particularmente sempre fui apaixonada pela área e fico feliz quando encontro belas novidades pelo caminho.
Por isso, convido você para embarcarmos nesta obra, que é uma excelente oportunidade para diminuir essas lacunas na sala de aula e consequentemente na vida fora dos muros da escola.
Vamos juntos?.

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