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Impactos da COVID-19 nas demonstrações financeiras das operadoras de plano de saúde (OPS) de grande porte.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 30 de janeiro de 2020, que o surto da doença
causada pelo novo coronavírus (Covid-19) constituía uma emergência de saúde pública de
importância internacional – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no
Regulamento Sanitário Internacional. Em 11 de março de 2020, a Covid-19 foi caracterizada pela
OMS como uma pandemia. Além de uma crise de saúde, o impacto dessa pandemia desencadeou
uma crise na economia brasileira e mundial, com consequências que superam a grande depressão,
em 1929 e a crise brasileira de 2014. Diante desse novo cenário, delineou-se o objetivo deste estudo,
que foi o de identificar os principais impactos da Covid-19 para os resultados operacionais e
financeiros das Operadoras de Plano de Saúde (OPS) de grande porte no Brasil nos anos de 2019,
2020 e 2021, através de uma amostragem de 108 OPS. Para isso, o estudo analisou as variações nos
principais indicadores operacionais e financeiros das OPS utilizados pelo mercado, para o qual
utilizou-se uma análise quantitativa, com realização de análise de estatística descritiva, testes
paramétricos e não paramétricos, processados por meio do software SOFA, revelando que as OPS
sofreram grandes impactos da pandemia em seus desempenhos operacionais e financeiros. Uma
outra análise realizada, análise qualitativa, teve como amostragem 286 demonstrações financeiras
analisadas dos anos de 2019, 2020 e 2021, com 2 (duas) observações, a primeira, buscou evidenciar
se os fatos de maior relevância ocorridos no período pandêmico foram divulgados pelas OPS, e a
segunda analisou se nas divulgações das OPS constou alguma informação quanto à adoção das
Normas Prudenciais estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os estudos
revelaram que as OPS apresentam uma carência na divulgação de informações relevantes,
confirmando a falha de comunicação nesse mercado. A troca de informação não está clara e
objetiva ao público externo, e principalmente, ao usuário do plano de saúde. Outro ponto revelado
na análise qualitativa diz respeito à incapacidade de evidenciar se as OPS adotaram ou não as
normas prudenciais da ANS, também por falta de qualidade da divulgação da informação ao
mercado. Considerando esses resultados, entende-se que a falha de mercado considerada na
divulgação ainda é evidente nas demonstrações financeiras das OPS de grande porte. Ressalta-se,
também, que a Covid teve um impacto significativo nos resultados das OPS, demonstrando que as
operadoras não estavam preparadas para enfrentar uma pandemia mundial, deixando assim, para o
ano de 2022, um futuro cheio de dúvidas quanto à sustentabilidade econômico-financeira do
mercado de saúde suplementar, em que a preocupação aumenta devido à continuidade da
pandemia, ao surgimento de novas doenças, à crise econômica vivida pelo país e a discussões de
pontos específicos do setor.
Fundacao Instituto de Pesquisas Contabeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi)
Title: Impactos da COVID-19 nas demonstrações financeiras das operadoras de plano de saúde (OPS) de grande porte.
Description:
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 30 de janeiro de 2020, que o surto da doença
causada pelo novo coronavírus (Covid-19) constituía uma emergência de saúde pública de
importância internacional – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no
Regulamento Sanitário Internacional.
Em 11 de março de 2020, a Covid-19 foi caracterizada pela
OMS como uma pandemia.
Além de uma crise de saúde, o impacto dessa pandemia desencadeou
uma crise na economia brasileira e mundial, com consequências que superam a grande depressão,
em 1929 e a crise brasileira de 2014.
Diante desse novo cenário, delineou-se o objetivo deste estudo,
que foi o de identificar os principais impactos da Covid-19 para os resultados operacionais e
financeiros das Operadoras de Plano de Saúde (OPS) de grande porte no Brasil nos anos de 2019,
2020 e 2021, através de uma amostragem de 108 OPS.
Para isso, o estudo analisou as variações nos
principais indicadores operacionais e financeiros das OPS utilizados pelo mercado, para o qual
utilizou-se uma análise quantitativa, com realização de análise de estatística descritiva, testes
paramétricos e não paramétricos, processados por meio do software SOFA, revelando que as OPS
sofreram grandes impactos da pandemia em seus desempenhos operacionais e financeiros.
Uma
outra análise realizada, análise qualitativa, teve como amostragem 286 demonstrações financeiras
analisadas dos anos de 2019, 2020 e 2021, com 2 (duas) observações, a primeira, buscou evidenciar
se os fatos de maior relevância ocorridos no período pandêmico foram divulgados pelas OPS, e a
segunda analisou se nas divulgações das OPS constou alguma informação quanto à adoção das
Normas Prudenciais estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Os estudos
revelaram que as OPS apresentam uma carência na divulgação de informações relevantes,
confirmando a falha de comunicação nesse mercado.
A troca de informação não está clara e
objetiva ao público externo, e principalmente, ao usuário do plano de saúde.
Outro ponto revelado
na análise qualitativa diz respeito à incapacidade de evidenciar se as OPS adotaram ou não as
normas prudenciais da ANS, também por falta de qualidade da divulgação da informação ao
mercado.
Considerando esses resultados, entende-se que a falha de mercado considerada na
divulgação ainda é evidente nas demonstrações financeiras das OPS de grande porte.
Ressalta-se,
também, que a Covid teve um impacto significativo nos resultados das OPS, demonstrando que as
operadoras não estavam preparadas para enfrentar uma pandemia mundial, deixando assim, para o
ano de 2022, um futuro cheio de dúvidas quanto à sustentabilidade econômico-financeira do
mercado de saúde suplementar, em que a preocupação aumenta devido à continuidade da
pandemia, ao surgimento de novas doenças, à crise econômica vivida pelo país e a discussões de
pontos específicos do setor.
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