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Perfil Epidemiológico da Neoplasia Maligna de Pâncreas no Brasil
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Introdução: A neoplasia maligna de pâncreas (NMP) é uma doença com prognóstico muito desfavorável, visto que possui menos de 10% de sobrevida em 5 anos após o diagnóstico. À medida que a doença progride, podem surgir sintomas como desconforto abdominal, enjoos, perda de peso, falta de apetite e coloração amarelada da pele e dos olhos. O diagnóstico é feito por meio da clínica, marcadores sorológicos e exames de imagem. Diante desse contexto, o objetivo deste estudo é analisar o perfil epidemiológico por neoplasia maligna de pâncreas, em todas as idades, no Brasil e suas regiões, entre 2013 e 2023. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico realizado tendo como embasamento os dados do departamento de informação de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde). As variáveis utilizadas foram: internações hospitalares, óbitos, faixa etária, cor/raça, sexo, gastos hospitalares e macrorregião de saúde. Ademais, realizou-se uma pesquisa em plataformas científicas como o Scielo e o Pubmed, utilizando dos seguintes descritores: epidemiologia, neoplasia de pâncreas e mortalidade. Resultados: 130.033 internações ocorreram por neoplasia de pâncreas no período analisado. O maior ano de hospitalizações foi 2013, a região Sudeste é responsável pelo maior número de hospitalizações, bem como destaque na quantidade de indivíduos que faleceram por NMP. As internações na região Sudeste são mais custosas (R$ 96.610.664,65), no entanto o gasto hospitalar por paciente internado foi maior na região Nordeste (R$ 2.025,29/internação). No que tange ao peírodo médio de internação por ambos os sexos e em todas as idades o resultado foi de 7,2 dias, sendo a região Norte responsável pelo maior número (10 dias). Além disso, Homens, brancos, com idades entre 60 e 69 anos são os mais acometidos (31,57%). Conclusão: Portanto, campanhas educativas sobre os sintomas e fatores de risco, juntamente com exames de rastreamento adequados para populações de alto risco, são fundamentais para aumentar as taxas de detecção precoce e melhorar os resultados no tratamento do câncer de pâncreas.
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
Giovanna Brasil Pinheiro
Daniele Martins de Lima Oliveira
Bruno de Santana Santos
Nayra Reis
Heloisa Monique da Silva
Rhayana Oliveira Falcão
Jamile Santos Reis
Rodrigo Pessoa Leite
Carla Pereira Cardoso
Lourdes Andresa Ramos de Oliveira
André Bastos Melo de Santana
Layza Emanuele Santos Andrade
Marina Loeser de Carvalho Lima
Carolina Rezende de Brito
Rafael Joseph Macedo Paradis
Title: Perfil Epidemiológico da Neoplasia Maligna de Pâncreas no Brasil
Description:
Introdução: A neoplasia maligna de pâncreas (NMP) é uma doença com prognóstico muito desfavorável, visto que possui menos de 10% de sobrevida em 5 anos após o diagnóstico.
À medida que a doença progride, podem surgir sintomas como desconforto abdominal, enjoos, perda de peso, falta de apetite e coloração amarelada da pele e dos olhos.
O diagnóstico é feito por meio da clínica, marcadores sorológicos e exames de imagem.
Diante desse contexto, o objetivo deste estudo é analisar o perfil epidemiológico por neoplasia maligna de pâncreas, em todas as idades, no Brasil e suas regiões, entre 2013 e 2023.
Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico realizado tendo como embasamento os dados do departamento de informação de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde).
As variáveis utilizadas foram: internações hospitalares, óbitos, faixa etária, cor/raça, sexo, gastos hospitalares e macrorregião de saúde.
Ademais, realizou-se uma pesquisa em plataformas científicas como o Scielo e o Pubmed, utilizando dos seguintes descritores: epidemiologia, neoplasia de pâncreas e mortalidade.
Resultados: 130.
033 internações ocorreram por neoplasia de pâncreas no período analisado.
O maior ano de hospitalizações foi 2013, a região Sudeste é responsável pelo maior número de hospitalizações, bem como destaque na quantidade de indivíduos que faleceram por NMP.
As internações na região Sudeste são mais custosas (R$ 96.
610.
664,65), no entanto o gasto hospitalar por paciente internado foi maior na região Nordeste (R$ 2.
025,29/internação).
No que tange ao peírodo médio de internação por ambos os sexos e em todas as idades o resultado foi de 7,2 dias, sendo a região Norte responsável pelo maior número (10 dias).
Além disso, Homens, brancos, com idades entre 60 e 69 anos são os mais acometidos (31,57%).
Conclusão: Portanto, campanhas educativas sobre os sintomas e fatores de risco, juntamente com exames de rastreamento adequados para populações de alto risco, são fundamentais para aumentar as taxas de detecção precoce e melhorar os resultados no tratamento do câncer de pâncreas.
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