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ACANTOSE NIGRICANS COMO SÍNDROME PARANEOPLÁSICA: ASPECTOS CLÍNICOS
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Introdução: A Acantose Nigricans (AN) é caracterizada pela presença de placas acastanhadas, simétricas, não pruriginosas nas dobras da pele e na parte de trás do pescoço que podem infiltrar e se apresentar como placas hiperqueratóticas. Já a Síndrome Paraneoplásica é uma condição que surge em associação a uma malignidade em outro lugar do corpo, mas, por si só, não é cancerígena. Objetivo: Revisar as evidências das características clínicas da acantose nigricans do tipo maligna. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura com levantamento de dados no Portal Regional da Biblioteca Virtual em Saúde - BVS utilizando os unitermos doDeCS - Descritores em Ciências da Saúde“Paraneoplastic syndromes”, “Acanthosis nigricans” e “Neoplasms”. Foram incluídos relatos de casos publicados entre 2008-2017, em inglês, que tinham como assunto principal “Acantose Nigricans” e que permitiam acesso ao texto completo. Dos 12 artigos encontrados, 9 foram selecionados conforme adequação à proposta deste trabalho. Resultados: A AN é causada por fatores que estimulam a proliferação de queratinócitos epidérmicos e fibroblastos dérmicos. Pode se apresentar de forma benigna ou maligna. A forma benigna está associada à resistência à insulina, obesidade e uso de alguns medicamentos enquanto a maligna está associada à tumores. Apesar da AN maligna ser rara vários tipos de cânceres tem sido relatados, nos quais os intraabdominais são os mais comuns, particularmente, o adenocarcinoma gástrico. A AN maligna é clinicamente indistinguível das formas benignas, entretanto, é importante desconfiar quando as lesões surgem rapidamente, são extensas, sintomáticas, vistas em locais atípicos ou apresentam rápida progressão. Ademais, pode coexistir com outros marcadores cutâneos de malignidade como o sinal de Leser Trelat, hipertricose lanuginosa, “palmas em tripa” e papilomatose florida cutânea. Finalmente, a AN pode desaparecer com o tratamento da malignidade e reaparecer no caso de recorrência ou metástase. Conclusão: As alterações cutâneas podem ser pistas importantes para o diagnóstico de malignidade e o reconhecimento precoce da sinalização de paraneoplasia cutânea é de grande valor para prevenir a progressão da neoplasia. Dessa forma, qualquer caso de AN incomum deve ser investigado de forma vigorosa afim de procurar tumor subjacente, pois o diagnóstico oportuno e o tratamento adequado podem resultar em um desfecho menos desfavorável ao paciente.
Title: ACANTOSE NIGRICANS COMO SÍNDROME PARANEOPLÁSICA: ASPECTOS CLÍNICOS
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Introdução: A Acantose Nigricans (AN) é caracterizada pela presença de placas acastanhadas, simétricas, não pruriginosas nas dobras da pele e na parte de trás do pescoço que podem infiltrar e se apresentar como placas hiperqueratóticas.
Já a Síndrome Paraneoplásica é uma condição que surge em associação a uma malignidade em outro lugar do corpo, mas, por si só, não é cancerígena.
Objetivo: Revisar as evidências das características clínicas da acantose nigricans do tipo maligna.
Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura com levantamento de dados no Portal Regional da Biblioteca Virtual em Saúde - BVS utilizando os unitermos doDeCS - Descritores em Ciências da Saúde“Paraneoplastic syndromes”, “Acanthosis nigricans” e “Neoplasms”.
Foram incluídos relatos de casos publicados entre 2008-2017, em inglês, que tinham como assunto principal “Acantose Nigricans” e que permitiam acesso ao texto completo.
Dos 12 artigos encontrados, 9 foram selecionados conforme adequação à proposta deste trabalho.
Resultados: A AN é causada por fatores que estimulam a proliferação de queratinócitos epidérmicos e fibroblastos dérmicos.
Pode se apresentar de forma benigna ou maligna.
A forma benigna está associada à resistência à insulina, obesidade e uso de alguns medicamentos enquanto a maligna está associada à tumores.
Apesar da AN maligna ser rara vários tipos de cânceres tem sido relatados, nos quais os intraabdominais são os mais comuns, particularmente, o adenocarcinoma gástrico.
A AN maligna é clinicamente indistinguível das formas benignas, entretanto, é importante desconfiar quando as lesões surgem rapidamente, são extensas, sintomáticas, vistas em locais atípicos ou apresentam rápida progressão.
Ademais, pode coexistir com outros marcadores cutâneos de malignidade como o sinal de Leser Trelat, hipertricose lanuginosa, “palmas em tripa” e papilomatose florida cutânea.
Finalmente, a AN pode desaparecer com o tratamento da malignidade e reaparecer no caso de recorrência ou metástase.
Conclusão: As alterações cutâneas podem ser pistas importantes para o diagnóstico de malignidade e o reconhecimento precoce da sinalização de paraneoplasia cutânea é de grande valor para prevenir a progressão da neoplasia.
Dessa forma, qualquer caso de AN incomum deve ser investigado de forma vigorosa afim de procurar tumor subjacente, pois o diagnóstico oportuno e o tratamento adequado podem resultar em um desfecho menos desfavorável ao paciente.
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