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PROCESSOS LINGUÍSTICOS NA APRENDIZAGEM DO INGLÊS COMO LÍNGUA ADICIONAL POR SURDOS
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Este artigo discute os processos linguísticos envolvidos na aprendizagem do inglês como língua adicional por estudantes surdos, considerando a relação entre Libras, língua portuguesa escrita e língua inglesa. Parte-se do entendimento de que a aprendizagem de línguas por sujeitos surdos não pode ser compreendida a partir de modelos tradicionais centrados na oralidade, uma vez que esses estudantes acessam o conhecimento, predominantemente, por meio da visualidade e da mediação da Língua Brasileira de Sinais. Nesse sentido, a Libras é compreendida como primeira língua e como base linguística, cognitiva e identitária para a construção de sentidos na aprendizagem do inglês. O português escrito, por sua vez, ocupa o lugar de segunda língua, enquanto o inglês se apresenta como língua adicional ou terceira língua, ampliando possibilidades acadêmicas, culturais e sociais. A pesquisa, de caráter bibliográfico, fundamenta-se em estudos sobre educação bilíngue de surdos, ensino de inglês, visualidade, letramento e mediações pedagógicas. Os resultados apontam que o ensino do inglês para surdos exige práticas plurilíngues, recursos visuais, materiais didáticos acessíveis, tecnologias digitais e formação docente adequada. Conclui-se que a aprendizagem do inglês por estudantes surdos torna-se mais significativa quando a Libras é valorizada como língua de instrução e mediação, permitindo a participação ativa dos sujeitos no processo educativo. Assim, o ensino de inglês deve ser organizado a partir de uma perspectiva inclusiva, bilíngue e visual, respeitando as especificidades linguísticas e culturais da comunidade surda.
Title: PROCESSOS LINGUÍSTICOS NA APRENDIZAGEM DO INGLÊS COMO LÍNGUA ADICIONAL POR SURDOS
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Este artigo discute os processos linguísticos envolvidos na aprendizagem do inglês como língua adicional por estudantes surdos, considerando a relação entre Libras, língua portuguesa escrita e língua inglesa.
Parte-se do entendimento de que a aprendizagem de línguas por sujeitos surdos não pode ser compreendida a partir de modelos tradicionais centrados na oralidade, uma vez que esses estudantes acessam o conhecimento, predominantemente, por meio da visualidade e da mediação da Língua Brasileira de Sinais.
Nesse sentido, a Libras é compreendida como primeira língua e como base linguística, cognitiva e identitária para a construção de sentidos na aprendizagem do inglês.
O português escrito, por sua vez, ocupa o lugar de segunda língua, enquanto o inglês se apresenta como língua adicional ou terceira língua, ampliando possibilidades acadêmicas, culturais e sociais.
A pesquisa, de caráter bibliográfico, fundamenta-se em estudos sobre educação bilíngue de surdos, ensino de inglês, visualidade, letramento e mediações pedagógicas.
Os resultados apontam que o ensino do inglês para surdos exige práticas plurilíngues, recursos visuais, materiais didáticos acessíveis, tecnologias digitais e formação docente adequada.
Conclui-se que a aprendizagem do inglês por estudantes surdos torna-se mais significativa quando a Libras é valorizada como língua de instrução e mediação, permitindo a participação ativa dos sujeitos no processo educativo.
Assim, o ensino de inglês deve ser organizado a partir de uma perspectiva inclusiva, bilíngue e visual, respeitando as especificidades linguísticas e culturais da comunidade surda.
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