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Conduta diagnóstica e terapêutica do otohematoma em cães.
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O otohematoma é uma afecção frequente em cães, caracterizada pelo acúmulo de conteúdo sanguinolento ou serossanguinolento no pavilhão auricular, geralmente associado a trauma repetitivo secundário a prurido, otite externa, alergopatias, ectoparasitoses ou movimentos vigorosos de sacudir a cabeça. Embora possa parecer uma alteração localizada, sua abordagem inadequada favorece dor, recidiva, espessamento, fibrose e deformidade permanente da orelha. Esta nota técnica tem como objetivo sistematizar recomendações para avaliação, tratamento e acompanhamento do otohematoma em cães, com ênfase na identificação da causa primária, escolha racional entre condutas conservadoras, minimamente invasivas e cirúrgicas, e prevenção de recorrências. Recomenda-se que todos os pacientes sejam avaliados quanto à presença de otite, dermatopatias alérgicas, parasitas, corpos estranhos e alterações crônicas do conduto auditivo. Hematomas pequenos e recentes podem ser manejados com drenagem e terapia anti-inflamatória em casos selecionados; entretanto, hematomas extensos, dolorosos, crônicos ou recidivantes tendem a apresentar melhor resposta com drenagem cirúrgica, remoção de coágulos e suturas de aposição para eliminação do espaço morto. O sucesso terapêutico depende de analgesia, proteção auricular, acompanhamento pós-operatório e controle rigoroso da doença otológica ou dermatológica de base.
Editora da Universidade de Vassouras
Title: Conduta diagnóstica e terapêutica do otohematoma em cães.
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O otohematoma é uma afecção frequente em cães, caracterizada pelo acúmulo de conteúdo sanguinolento ou serossanguinolento no pavilhão auricular, geralmente associado a trauma repetitivo secundário a prurido, otite externa, alergopatias, ectoparasitoses ou movimentos vigorosos de sacudir a cabeça.
Embora possa parecer uma alteração localizada, sua abordagem inadequada favorece dor, recidiva, espessamento, fibrose e deformidade permanente da orelha.
Esta nota técnica tem como objetivo sistematizar recomendações para avaliação, tratamento e acompanhamento do otohematoma em cães, com ênfase na identificação da causa primária, escolha racional entre condutas conservadoras, minimamente invasivas e cirúrgicas, e prevenção de recorrências.
Recomenda-se que todos os pacientes sejam avaliados quanto à presença de otite, dermatopatias alérgicas, parasitas, corpos estranhos e alterações crônicas do conduto auditivo.
Hematomas pequenos e recentes podem ser manejados com drenagem e terapia anti-inflamatória em casos selecionados; entretanto, hematomas extensos, dolorosos, crônicos ou recidivantes tendem a apresentar melhor resposta com drenagem cirúrgica, remoção de coágulos e suturas de aposição para eliminação do espaço morto.
O sucesso terapêutico depende de analgesia, proteção auricular, acompanhamento pós-operatório e controle rigoroso da doença otológica ou dermatológica de base.
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