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MULHERES, MÃES E PALAVRAS: DUAS LEOAS RUGEM E IMPRIMEM SUAS LETRAS EMPODERADAS NA ESCRITA LITERÁRIA
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Este artigo pretende apresentar as problematizações oriundas das obras de Carolina Maria de Jesus (Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada) e Manuela D’Ávila (Revolução Laura), a fim de que se promova uma reflexão acerca do lugar da mulher, e principalmente da mulher-mãe, na(s) sociedade(s). Nosso existir resistindo é amplificado por mãos feministas que, assim como Carolina e Manuela, permanecem ecoando gritos de liberdade. A leitura de tais mulheres nos faz convites à reflexão. Encontramos Arruzza, Bhattacharya e Fraser (2019) falando sobre o feminismo que, de fato, precisamos e queremos. Aprendemos com Creenshaw (2002), que cunha a interseccionalidade e traz luz às discriminações sofridas por mulheres de diferentes classes, raças/etnias e culturas, apenas para citar algumas dentre tantas. Djamila Alves Ribeiro (2018) e bell hooks (2013) nos conduzem à realidade triste de ainda coexistirmos com aqueles marcados por falta de empatia e sororidade. Todas essas mãos guiaram as nossas na costura das palavras que, com a tinta da literatura, aqui se imprimem. As palavras das autoras das obras referenciadas ecoam revelando discriminações, ressoam denunciando o discurso de ódio e reverberam anunciando a força potente da mulher que não se cala.REFERÊNCIAS:ARRUZZA, C., BHATTACHARYA, T., FRASER, N. Feminismo para os 99% - um manifesto. 1a ed. São Paulo: Boitempo, 2019.BIROLI, F. Justiça e família. In: MIGUEL, L.F. e BIROLI, F. Feminismo e política. 1a ed. São Paulo: Boitempo, 2014.CRENSHAW, K. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. In: Estudos Feministas. Ano 10, p.171-188, 2002.D’ALTRI, A. Feminismo e marxismo: 40 anos de controvérsias. In: Lutas sociais. n.27. São Paulo, 2o sem 2011.D’ÁVILA, Manuela. Revolução Laura: reflexões sobre maternidade e resistência. Caxias do Sul: Rio Grande do Sul, Belas Letras, 2019.FOUCAULT, M. Em defesa da sociedade. 2a ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010.FREIRE, Paulo Freire. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000.HOOKS, B. Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013.JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10a. ed. São Paulo: Ática, 2014.LAJOLO, Marisa. A Leitora no Quarto dos Fundos. In: Leitura: Teoria Prática. Ano 14, nº. 25, p.10, jun./1995.MEIHY, José Carlos Sebe Bom. Carolina Maria de Jesus: emblema do silêncio. In: Revista USP. São Paulo (37): 82 - 91, março/maio, 1998.MOTT, M.L. Maternalismo, políticas públicas e benemerência no Brasil (1930-1945). In: Cad. Pagu, Campinas, n.16, pp.199-234, 2001.RIBEIRO, D. O que é lugar de fala? Belo Horizonte (MG): Letramento. 2017___________. Quem tem medo do feminismo negro? 1a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.ENVIADO EM 10-05-19 | ACEITO EM 08-07-19
Universidade Estadual do Oeste do Parana - UNIOESTE
Title: MULHERES, MÃES E PALAVRAS: DUAS LEOAS RUGEM E IMPRIMEM SUAS LETRAS EMPODERADAS NA ESCRITA LITERÁRIA
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Este artigo pretende apresentar as problematizações oriundas das obras de Carolina Maria de Jesus (Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada) e Manuela D’Ávila (Revolução Laura), a fim de que se promova uma reflexão acerca do lugar da mulher, e principalmente da mulher-mãe, na(s) sociedade(s).
Nosso existir resistindo é amplificado por mãos feministas que, assim como Carolina e Manuela, permanecem ecoando gritos de liberdade.
A leitura de tais mulheres nos faz convites à reflexão.
Encontramos Arruzza, Bhattacharya e Fraser (2019) falando sobre o feminismo que, de fato, precisamos e queremos.
Aprendemos com Creenshaw (2002), que cunha a interseccionalidade e traz luz às discriminações sofridas por mulheres de diferentes classes, raças/etnias e culturas, apenas para citar algumas dentre tantas.
Djamila Alves Ribeiro (2018) e bell hooks (2013) nos conduzem à realidade triste de ainda coexistirmos com aqueles marcados por falta de empatia e sororidade.
Todas essas mãos guiaram as nossas na costura das palavras que, com a tinta da literatura, aqui se imprimem.
As palavras das autoras das obras referenciadas ecoam revelando discriminações, ressoam denunciando o discurso de ódio e reverberam anunciando a força potente da mulher que não se cala.
REFERÊNCIAS:ARRUZZA, C.
, BHATTACHARYA, T.
, FRASER, N.
Feminismo para os 99% - um manifesto.
1a ed.
São Paulo: Boitempo, 2019.
BIROLI, F.
Justiça e família.
In: MIGUEL, L.
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e BIROLI, F.
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CRENSHAW, K.
Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero.
In: Estudos Feministas.
Ano 10, p.
171-188, 2002.
D’ALTRI, A.
Feminismo e marxismo: 40 anos de controvérsias.
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n.
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D’ÁVILA, Manuela.
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Caxias do Sul: Rio Grande do Sul, Belas Letras, 2019.
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Em defesa da sociedade.
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/1995.
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Carolina Maria de Jesus: emblema do silêncio.
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MOTT, M.
L.
Maternalismo, políticas públicas e benemerência no Brasil (1930-1945).
In: Cad.
Pagu, Campinas, n.
16, pp.
199-234, 2001.
RIBEIRO, D.
O que é lugar de fala? Belo Horizonte (MG): Letramento.
2017___________.
Quem tem medo do feminismo negro? 1a ed.
São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
ENVIADO EM 10-05-19 | ACEITO EM 08-07-19.
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