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O sistema de escrita alfabética e a sua relevância
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O fato de as crianças estarem inseridas em uma cultura grafocêntrica[2], não garante (embora auxilie) a apropriação das relações existentes entre o que falamos e o que escrevemos. Estas apropriações são oriundas de um trabalho explícito realizado com intencionalidade e sistematização, pois contrário ao aprendizado da fala que é natural (salvo exceções), a escrita é um produto cultural inventado pela humanidade (NAVAS e SANTOS, 2002). Considerada a sua complexidade, alguns questionamentos se fazem presentes em sala de aula quando o objetivo é trabalhar o aprendizado inicial da leitura e da escrita com as crianças: De onde partir? Quais letras utilizar? Em que etapa escolar iniciar? O alfabeto é o conjunto de letras que corresponde à pauta sonora dos falantes de uma língua. O Português do Brasil é estruturado com 21 consoantes e 5 vogais, sendo que a maioria das palavras seguem predominantemente a estrutura CV (consoante/vogal) e todas contêm pelo menos uma vogal (MORAIS, 2012). Logo, podemos inferir que, para escrever o que falamos ou pensamos precisamos utilizar letras de um repertório específico e finito. Segundo Morais (2012) o alfabeto é também denominado de SEA (Sistema de Escrita Alfabética), escrita alfabética, ou ainda, sistema alfabético, e é por meio dele que nos tornamos alfabetizados. Em síntese, a alfabetização é o processo de aprendizagem do sistema alfabético e de suas convenções, ou seja, a aprendizagem de um sistema notacional que representa por grafemas, os fonemas da fala (CEALE, 2004). Dito de outra forma, é a aprendizagem inicial da leitura e da escrita. O dicionário Houaiss (2001, p. 678), apresenta duas definições sobre a palavra sistema que, a priori, converge com o contexto que abordamos: 1) Conjunto de elementos, entre os quais haja alguma relação, e 2) Disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si, e que formam uma estrutura organizada. Assim, o SEA envolve prioritariamente uma série de propriedades (relação/estrutura organizada) específicas de ordem conceitual e convencional. Conceitual porque estabelece questões que envolvem a essência do sistema de escrita que é a representação simbólica/notacional (grafema/fonema). E convencional porque está no âmbito das convenções, que se configuram nas regras estabelecidas: direcionamento da escrita - escrever de cima para baixo, da esquerda para a direita e com segmentação entre as palavras - e a aquisição de suas regras morfológicas. A partir deste momento, elencaremos de forma contextualizada as dez propriedades do SEA escritas por Morais (2012), para que as indagações realizadas no início deste trabalho possam ser respondidas e compreendidas por todos que trabalham com a alfabetização.
Title: O sistema de escrita alfabética e a sua relevância
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O fato de as crianças estarem inseridas em uma cultura grafocêntrica[2], não garante (embora auxilie) a apropriação das relações existentes entre o que falamos e o que escrevemos.
Estas apropriações são oriundas de um trabalho explícito realizado com intencionalidade e sistematização, pois contrário ao aprendizado da fala que é natural (salvo exceções), a escrita é um produto cultural inventado pela humanidade (NAVAS e SANTOS, 2002).
Considerada a sua complexidade, alguns questionamentos se fazem presentes em sala de aula quando o objetivo é trabalhar o aprendizado inicial da leitura e da escrita com as crianças: De onde partir? Quais letras utilizar? Em que etapa escolar iniciar? O alfabeto é o conjunto de letras que corresponde à pauta sonora dos falantes de uma língua.
O Português do Brasil é estruturado com 21 consoantes e 5 vogais, sendo que a maioria das palavras seguem predominantemente a estrutura CV (consoante/vogal) e todas contêm pelo menos uma vogal (MORAIS, 2012).
Logo, podemos inferir que, para escrever o que falamos ou pensamos precisamos utilizar letras de um repertório específico e finito.
Segundo Morais (2012) o alfabeto é também denominado de SEA (Sistema de Escrita Alfabética), escrita alfabética, ou ainda, sistema alfabético, e é por meio dele que nos tornamos alfabetizados.
Em síntese, a alfabetização é o processo de aprendizagem do sistema alfabético e de suas convenções, ou seja, a aprendizagem de um sistema notacional que representa por grafemas, os fonemas da fala (CEALE, 2004).
Dito de outra forma, é a aprendizagem inicial da leitura e da escrita.
O dicionário Houaiss (2001, p.
678), apresenta duas definições sobre a palavra sistema que, a priori, converge com o contexto que abordamos: 1) Conjunto de elementos, entre os quais haja alguma relação, e 2) Disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si, e que formam uma estrutura organizada.
Assim, o SEA envolve prioritariamente uma série de propriedades (relação/estrutura organizada) específicas de ordem conceitual e convencional.
Conceitual porque estabelece questões que envolvem a essência do sistema de escrita que é a representação simbólica/notacional (grafema/fonema).
E convencional porque está no âmbito das convenções, que se configuram nas regras estabelecidas: direcionamento da escrita - escrever de cima para baixo, da esquerda para a direita e com segmentação entre as palavras - e a aquisição de suas regras morfológicas.
A partir deste momento, elencaremos de forma contextualizada as dez propriedades do SEA escritas por Morais (2012), para que as indagações realizadas no início deste trabalho possam ser respondidas e compreendidas por todos que trabalham com a alfabetização.
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