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Utilização da escala de alvarado no diagnóstico da apendicite aguda em pacientes idosos

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A apendicite aguda (AA) é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico erepresenta cerca de 20% das intervenções cirúrgicas, com 5% a 10% dos casos ocorrendo nosidosos. Nesse grupo, a apresentação atípica ou inespecífica da doença prejudica odiagnóstico precoce, que pode ser feito através do Escore de Alvarado. A relevância deinvestigar a AA nos idosos justifica-se pelo aumento na incidência da doença, peculiaridadesna apresentação clínica, diagnóstico e tratamento desafiadores, bem como por maiores taxasde complicações, maior tempo de hospitalização, pior prognóstico e maior morbimortalidadeem comparação aos jovens. Trata-se de um estudo prospectivo, observacional e descritivo,no qual se analisou a utilização do Escore de Alvarado no diagnóstico de AA em pacientesacima de 60 anos operados de AA (grupo amostra) e comparou-se com dados semelhantesem pacientes de 18 a 30 anos, também operados de AA (grupo controle), em quatrohospitais regionais do Distrito Federal. Utilizou-se como instrumento de pesquisa umquestionário composto por informações de identificação, pela Escala de Alvarado eperguntas acerca do tempo de investigação diagnóstica, bem como o prontuário eletrônicopara demais informações necessárias. Segundo os critérios analisados pela escala, ossintomas mais prevalentes na amostra foram dor em quadrante inferior direito e náusease/ou vômitos (100%), seguidos por sinal de Blumberg presente e anorexia (66,6%),leucocitose e dor abdominal migratória (33,3%). Nenhum paciente apresentou neutrofilia efebre, em concordância com os resultados do grupo controle, no qual também não seobservou febre. Dentre os idosos analisados, 33,3% apresentou baixa probabilidade deapendicite, 33,3% possível chance de AA e 33,3% provável caso de AA. Em contraste, 100%do grupo controle apresentou apendicite quase confirmada. Ademais, na amostra, o tempomédio do início dos sintomas até a internação foi de 90,6 horas, com intervalo de 24 a 168horas, enquanto o período da internação até a terapêutica apresentou alta variação,considerando que 66,6% foi operado precocemente, em menos de 5 horas, e 33,3% de formatardia, em mais de 24 horas. A duração média da internação foi de 32 horas. Dessa forma, éperceptível a importância de um maior entendimento e análise particular dos pacientesidosos com apendicite aguda, além de estratégias e métodos que melhorem a acurácia epropiciem um diagnóstico precoce dessa patologia. Sabe-se que a utilização da Escala deAlvarado é bem documentada e validada em pacientes jovens, entretanto, nos idosos,maiores estudos são necessários para confirmar a eficácia da mesma como ferramentacomplementar e, assim, propor possíveis modificações nos parâmetros de interpretação,visando o diagnóstico precoce neste grupo. Apesar da limitação da amostra, o presenteestudo demonstrou que pacientes de faixa etária avançada com AA apresentam menorespontuações na Escala de Alvarado em comparação aos pacientes jovens, achado concordantecom a literatura atual, o que reforça a necessidade de maior atenção à esses grupo,considerando suas particularidades, que tornam o diagnóstico precoce e a terapêutica umdesafio
Title: Utilização da escala de alvarado no diagnóstico da apendicite aguda em pacientes idosos
Description:
A apendicite aguda (AA) é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico erepresenta cerca de 20% das intervenções cirúrgicas, com 5% a 10% dos casos ocorrendo nosidosos.
Nesse grupo, a apresentação atípica ou inespecífica da doença prejudica odiagnóstico precoce, que pode ser feito através do Escore de Alvarado.
A relevância deinvestigar a AA nos idosos justifica-se pelo aumento na incidência da doença, peculiaridadesna apresentação clínica, diagnóstico e tratamento desafiadores, bem como por maiores taxasde complicações, maior tempo de hospitalização, pior prognóstico e maior morbimortalidadeem comparação aos jovens.
Trata-se de um estudo prospectivo, observacional e descritivo,no qual se analisou a utilização do Escore de Alvarado no diagnóstico de AA em pacientesacima de 60 anos operados de AA (grupo amostra) e comparou-se com dados semelhantesem pacientes de 18 a 30 anos, também operados de AA (grupo controle), em quatrohospitais regionais do Distrito Federal.
Utilizou-se como instrumento de pesquisa umquestionário composto por informações de identificação, pela Escala de Alvarado eperguntas acerca do tempo de investigação diagnóstica, bem como o prontuário eletrônicopara demais informações necessárias.
Segundo os critérios analisados pela escala, ossintomas mais prevalentes na amostra foram dor em quadrante inferior direito e náusease/ou vômitos (100%), seguidos por sinal de Blumberg presente e anorexia (66,6%),leucocitose e dor abdominal migratória (33,3%).
Nenhum paciente apresentou neutrofilia efebre, em concordância com os resultados do grupo controle, no qual também não seobservou febre.
Dentre os idosos analisados, 33,3% apresentou baixa probabilidade deapendicite, 33,3% possível chance de AA e 33,3% provável caso de AA.
Em contraste, 100%do grupo controle apresentou apendicite quase confirmada.
Ademais, na amostra, o tempomédio do início dos sintomas até a internação foi de 90,6 horas, com intervalo de 24 a 168horas, enquanto o período da internação até a terapêutica apresentou alta variação,considerando que 66,6% foi operado precocemente, em menos de 5 horas, e 33,3% de formatardia, em mais de 24 horas.
A duração média da internação foi de 32 horas.
Dessa forma, éperceptível a importância de um maior entendimento e análise particular dos pacientesidosos com apendicite aguda, além de estratégias e métodos que melhorem a acurácia epropiciem um diagnóstico precoce dessa patologia.
Sabe-se que a utilização da Escala deAlvarado é bem documentada e validada em pacientes jovens, entretanto, nos idosos,maiores estudos são necessários para confirmar a eficácia da mesma como ferramentacomplementar e, assim, propor possíveis modificações nos parâmetros de interpretação,visando o diagnóstico precoce neste grupo.
Apesar da limitação da amostra, o presenteestudo demonstrou que pacientes de faixa etária avançada com AA apresentam menorespontuações na Escala de Alvarado em comparação aos pacientes jovens, achado concordantecom a literatura atual, o que reforça a necessidade de maior atenção à esses grupo,considerando suas particularidades, que tornam o diagnóstico precoce e a terapêutica umdesafio.

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