Search engine for discovering works of Art, research articles, and books related to Art and Culture
ShareThis
Javascript must be enabled to continue!

UMA ANÁLISE SOBRE O FILME "A HORA DA ESTRELA", DE SUZANA AMARAL E OBRA HOMÔNIMA DE CLARICE LISPECTOR

View through CrossRef
O presente trabalho visa analisar quais são os elementos que fazem convergir a obra A hora da estrela, de Clarice Lispector (1920-1977), com o filme “A hora da estrela”, de Suzana Amaral (1930-2020). Tendo isso em vista, parte-se da noção de que Rodrigo S.M., narrador da obra, se coloca na narrativa como o outro, e Macabéa, a personagem de quem ele fala, é o eu. Ambos são elementos da autoconsciência, isto é, a maneira pela qual Macabéa se relaciona com o mundo. Assim, há uma transposição da obra A hora da estrela para o filme “A hora da estrela”, em que a interpretação se torna o elemento mediador. Enquanto na obra interpreta-se pela palavra, no filme a interpretação ocorre através do olhar da cineasta, seguido da câmera e dos atores. No longa-metragem é possível perceber a invenção de situações cinematográficas que, em algumas sequências fílmicas não correspondem à obra em seu formato literário, mas que conseguem traduzir a intenção de Rodrigo S.M. Assim, conclui-se que na obra a protagonista se relaciona com o mundo através da mediação do narrador Rodrigo S.M., e na sequência cinematográfica o posicionamento da câmera reforça a noção de que a personagem é atravessada pelo outro, reconhecendo a si mesma por meio deste.
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/Edicoes UESB
Title: UMA ANÁLISE SOBRE O FILME "A HORA DA ESTRELA", DE SUZANA AMARAL E OBRA HOMÔNIMA DE CLARICE LISPECTOR
Description:
O presente trabalho visa analisar quais são os elementos que fazem convergir a obra A hora da estrela, de Clarice Lispector (1920-1977), com o filme “A hora da estrela”, de Suzana Amaral (1930-2020).
Tendo isso em vista, parte-se da noção de que Rodrigo S.
M.
, narrador da obra, se coloca na narrativa como o outro, e Macabéa, a personagem de quem ele fala, é o eu.
Ambos são elementos da autoconsciência, isto é, a maneira pela qual Macabéa se relaciona com o mundo.
Assim, há uma transposição da obra A hora da estrela para o filme “A hora da estrela”, em que a interpretação se torna o elemento mediador.
Enquanto na obra interpreta-se pela palavra, no filme a interpretação ocorre através do olhar da cineasta, seguido da câmera e dos atores.
No longa-metragem é possível perceber a invenção de situações cinematográficas que, em algumas sequências fílmicas não correspondem à obra em seu formato literário, mas que conseguem traduzir a intenção de Rodrigo S.
M.
Assim, conclui-se que na obra a protagonista se relaciona com o mundo através da mediação do narrador Rodrigo S.
M.
, e na sequência cinematográfica o posicionamento da câmera reforça a noção de que a personagem é atravessada pelo outro, reconhecendo a si mesma por meio deste.

Related Results

PARA ALÉM DE UM TETO TODO SEU: O CASO ELISA LISPECTOR
PARA ALÉM DE UM TETO TODO SEU: O CASO ELISA LISPECTOR
RESUMO: Elisa Lispector escreveu inúmeros romances e contos, recebendo prêmios por alguns deles. A escritora, embora tenha explorado a construção de uma subjetividade feminina, é q...
PREVENÇÃO DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA NA GRAVIDEZ PELA ENFERMAGEM NA APS
PREVENÇÃO DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA NA GRAVIDEZ PELA ENFERMAGEM NA APS
PREVENÇÃO DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA NA GRAVIDEZ PELA ENFERMAGEM NA APS Danilo Hudson Vieira de Souza1 Priscilla Bárbara Campos Daniel dos Santos Fernandes RESUMO A gravidez ...
Memórias do centenário de Clarice Lispector nos acervos digitais / Memories of Clarice Lispector's centenary in digital collections
Memórias do centenário de Clarice Lispector nos acervos digitais / Memories of Clarice Lispector's centenary in digital collections
Resumo: Este artigo discorre sobre as práticas transversais da memória que circularam nas redes digitais durante a comemoração do centenário da escritora Clarice Lispector no ano d...
Clarice Lispector: melancolia de Jean Starobinski
Clarice Lispector: melancolia de Jean Starobinski
Este ensaio estabelece um diálogo entre Clarice Lispector e o conceito de melancolia desenvolvido por Jean Starobinski, explorando como a atmosfera melancólica permeia contos e rom...
CLARICE LISPECTOR, PERSONAGEM DE ANA MIRANDA
CLARICE LISPECTOR, PERSONAGEM DE ANA MIRANDA
A potência de um escritor se mede por sua obra, mas também pela presença no imaginário coletivo, especialmente no de outros criadores ficcionais. Em homenagem ao centenário de nasc...
testemunho de Ricardo Piglia em “Um dia na vida”
testemunho de Ricardo Piglia em “Um dia na vida”
As escritas de si têm desempenhado um papel significativo na literatura, permitindo aos autores explorar suas próprias experiências de vida e oferecer insights profundos sobre a co...
O estranho, o estranhamento e o estrangeiro em Monique Proulx e Clarice Lispector
O estranho, o estranhamento e o estrangeiro em Monique Proulx e Clarice Lispector
Resumo:  Esse texto aborda o estranho, o estranhamento e o estrangeiro a partir de alguns contos da literatura do Québec (Les aurores montréales, de Monique Proulx) e de outras nar...
nachgefragt: Maryanne Redpath, Leiterin der Sektion Generation der Berlinale
nachgefragt: Maryanne Redpath, Leiterin der Sektion Generation der Berlinale
Nicole Lohfink hat mit Maryanne Redpath, Leiterin der Sektion GENERATION der Internationalen Filmfestspiele Berlin, über das Profil der Sektion Kinder- und Jugendfilme, die wirtsch...

Back to Top