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Desinfestação dos explantes do sisal (Agave sisalana Perrine) para o cultivo in vitro.
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Sisal, ou Agave sisalana Perrine é conhecida no mundo inteiro pelo alto teor de fibras, onde são aplicáveis nos mais variados setores da indústria (automotiva, química e civil). Essa Agavácea possui extrema importância socioeconômica para todo o mundo, pincipalmente para o Brasil, o qual se destaca como maior exportador de fibras de sisal do mundo. A propagação convencional dessa planta se dá por meio de bulbilhos em sua fase de inflorescência, depois do oito a nove anos de cultivo. Nesse contexto, objetivou-se com esse trabalho, realizar a desinfestação dos explantes de Agave sisalana Perrine através da utilização de diferentes fungicidas e antibióticos para o cultivo in vitro. A pesquisa foi realizada no Laboratório de Cultivo de Tecidos Vegetais da Embrapa Algodão, no período de outubro de 2017 à maio de 2018. Para a desinfestação dos explantes, foi realizado a lavagem dos bulbos em água corrente e detergente neutro, em seguida foram deixados numa solução de detergente neutro a 4% (v/v). Após enxágue completo e já em câmara de fluxo laminar, os explantes foram submersos em solução de álcool 70% (v/v), em seguida em solução de formaldeído a 1% (v/v) e em solução de hipoclorito de sódio (NaOCl) a 2% (v/v). Logo após, foram separados: em gemas apicais e gemas laterais, e em seguida foram submetidos a nove tratamentos utilizando antibióticos (0,01% (m/v)) e fungicidas (0,3% (m/v)). Em seguida foram cultivados em meio básico 1⁄2 MS suplementados com 1,5% de glicose e 0,23 % de Phytagel® e pH ajustado para 5,7. Os frascos foram armazenados a 25±2ºC sob fotoperíodo de 16h de luz e intensidade luminosa de 30 μmol.m-2.s-1. Os tratamentos foram avaliados quanto a sobrevivência e contaminação dos explantes após 10, 20 e 30 dias de cultivo. Após a análise estatística, foi observado que o fator tempo não apresentou diferença significativa, quanto que o fator tratamento apresentou. O tratamento que mostrou melhor resultado foi o Tratamento T4 (fungicida Euparen® e nenhum antibiótico) com uma taxa de desinfestação de 55,95% e uma taxa de brotos vivos de 40%. Com isso, a utilização de antibióticos e fungicidas no mesmo tratamento, não e eficaz para a desinfestação de explantes, enquanto que o uso em separado se comporta de modo eficiente.
Title: Desinfestação dos explantes do sisal (Agave sisalana Perrine) para o cultivo in vitro.
Description:
Sisal, ou Agave sisalana Perrine é conhecida no mundo inteiro pelo alto teor de fibras, onde são aplicáveis nos mais variados setores da indústria (automotiva, química e civil).
Essa Agavácea possui extrema importância socioeconômica para todo o mundo, pincipalmente para o Brasil, o qual se destaca como maior exportador de fibras de sisal do mundo.
A propagação convencional dessa planta se dá por meio de bulbilhos em sua fase de inflorescência, depois do oito a nove anos de cultivo.
Nesse contexto, objetivou-se com esse trabalho, realizar a desinfestação dos explantes de Agave sisalana Perrine através da utilização de diferentes fungicidas e antibióticos para o cultivo in vitro.
A pesquisa foi realizada no Laboratório de Cultivo de Tecidos Vegetais da Embrapa Algodão, no período de outubro de 2017 à maio de 2018.
Para a desinfestação dos explantes, foi realizado a lavagem dos bulbos em água corrente e detergente neutro, em seguida foram deixados numa solução de detergente neutro a 4% (v/v).
Após enxágue completo e já em câmara de fluxo laminar, os explantes foram submersos em solução de álcool 70% (v/v), em seguida em solução de formaldeído a 1% (v/v) e em solução de hipoclorito de sódio (NaOCl) a 2% (v/v).
Logo após, foram separados: em gemas apicais e gemas laterais, e em seguida foram submetidos a nove tratamentos utilizando antibióticos (0,01% (m/v)) e fungicidas (0,3% (m/v)).
Em seguida foram cultivados em meio básico 1⁄2 MS suplementados com 1,5% de glicose e 0,23 % de Phytagel® e pH ajustado para 5,7.
Os frascos foram armazenados a 25±2ºC sob fotoperíodo de 16h de luz e intensidade luminosa de 30 μmol.
m-2.
s-1.
Os tratamentos foram avaliados quanto a sobrevivência e contaminação dos explantes após 10, 20 e 30 dias de cultivo.
Após a análise estatística, foi observado que o fator tempo não apresentou diferença significativa, quanto que o fator tratamento apresentou.
O tratamento que mostrou melhor resultado foi o Tratamento T4 (fungicida Euparen® e nenhum antibiótico) com uma taxa de desinfestação de 55,95% e uma taxa de brotos vivos de 40%.
Com isso, a utilização de antibióticos e fungicidas no mesmo tratamento, não e eficaz para a desinfestação de explantes, enquanto que o uso em separado se comporta de modo eficiente.
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