Javascript must be enabled to continue!
Braquete autoligado de baixo atrito sem clipes
View through CrossRef
Introdução: Um tratamento ortodôntico eficiente, preciso e estético está cada vez mais desejado em um curto período de intervenção. Obter resultados rápidos e eficientes deve ser pertinente a uma movimentação dentária sem danos aos tecidos. Um grande desafio para o sucesso desse processo é o controle do atrito mecânico gerado entre o braquete e o arco, que pode interferir nas respostas teciduais. Minimizar o atrito para uma máxima movimentação dentária com menor dano aos tecidos, seria o ideal no tratamento ortodôntico, com essa meta surgiram os braquetes autoligados. No entanto, há registro de falhas frequentes, alto preço e grande volume associado aos mesmos. Assim, foram desenvolvidos braquetes de contatos deslizantes com capacidade de retenção e ativação do arco sem o uso de clipes. Objetivo: O objetivo deste estudo foi calcular e analisar a resistência ao deslizamento, retenção e ativação de arcos de um novo braquete de contatos deslizantes autoligado passivo (Patente BR 10 2021 013194 2), braquete de contatos deslizantes autoligado ativo (Patente BR 10 2021 013185 3) e braquetes autoligados associados a diferentes arcos por meio da análise de elementos finitos. Método: Braquetes autoligados forem projetados com o uso da tecnologia de contatos deslizantes livres com capacidade de retenção e ativação. Um modelo de elementos finitos foi desenvolvido para cada conjunto de braquete e arco, sendo adotado o aço inoxidável para todos os modelos. Além disto, foram considerados slots de 0,022” x 0,027” para os braquetes, e arcos quadrados 0,022" x 0,022", retangulares 0,021" x 0,025" e redondos 0,020". O coeficiente de atrito de µ=0,5 (seco) e µ=0,3 (lubrificado) foi utilizado. Ao todo 40 modelos foram gerados, a carga foi aplicada no arco e esse deslocado. Em seguida, foram calculadas e analisadas as tensões de von Mises e as forças geradas. Resultados: O braquete de contatos deslizantes autoligado passivo apresentou resistência a mecânica do deslizamento mesiodistal, em média, 15% menor para o regime estacionário e até 80% menor para o regime transitório, dado 1 N de carga normal e 80% menor, em ambos, para 10 N. A distribuição de tesões foi influenciada pelo tipo de arco e direção da carga imposta. Arcos redondos geraram pontos com maiores tensões. Para arcos quadrados e retangulares as tensões foram distribuídas na base do slot para o braquete autoligado, sendo que o clipe apresentou as maiores tensões, o que remete a possíveis falhas. Para estes mesmos arcos, o braquete de contatos deslizantes autoligado passivo e braquete de contatos deslizantes autoligado ativo externou pontos de concentração de tensões localizadas nos contatos deslizantes, o que é altamente satisfatório, uma vez que o corpo do braquete estará submetido as menores cargas. Naturalmente, o braquete de contatos deslizantes autoligado ativo apresentou tensões para reter e ativar ao agir em todas as arestas do arco. Conclusão: O braquete de contatos deslizantes autoligado passivo e o braquete de contatos deslizantes autoligado ativo apresentaram menor resistência a mecânica do deslizamento mesiodistal e maior capacidade de retenção e ativação do arco. Além disso, pela concentração de tensão diretamente nos contatos deslizantes, os braquetes estarão sujeitos a menor falha. Em suma, tal fato possivelmente pode diminuir significativamente o tempo de um tratamento ortodôntico. Todavia, esses resultados não dispensam os testes in vivo e in vitro.
Conselho Regional De Odontologia De Minas Gerais
Title: Braquete autoligado de baixo atrito sem clipes
Description:
Introdução: Um tratamento ortodôntico eficiente, preciso e estético está cada vez mais desejado em um curto período de intervenção.
Obter resultados rápidos e eficientes deve ser pertinente a uma movimentação dentária sem danos aos tecidos.
Um grande desafio para o sucesso desse processo é o controle do atrito mecânico gerado entre o braquete e o arco, que pode interferir nas respostas teciduais.
Minimizar o atrito para uma máxima movimentação dentária com menor dano aos tecidos, seria o ideal no tratamento ortodôntico, com essa meta surgiram os braquetes autoligados.
No entanto, há registro de falhas frequentes, alto preço e grande volume associado aos mesmos.
Assim, foram desenvolvidos braquetes de contatos deslizantes com capacidade de retenção e ativação do arco sem o uso de clipes.
Objetivo: O objetivo deste estudo foi calcular e analisar a resistência ao deslizamento, retenção e ativação de arcos de um novo braquete de contatos deslizantes autoligado passivo (Patente BR 10 2021 013194 2), braquete de contatos deslizantes autoligado ativo (Patente BR 10 2021 013185 3) e braquetes autoligados associados a diferentes arcos por meio da análise de elementos finitos.
Método: Braquetes autoligados forem projetados com o uso da tecnologia de contatos deslizantes livres com capacidade de retenção e ativação.
Um modelo de elementos finitos foi desenvolvido para cada conjunto de braquete e arco, sendo adotado o aço inoxidável para todos os modelos.
Além disto, foram considerados slots de 0,022” x 0,027” para os braquetes, e arcos quadrados 0,022" x 0,022", retangulares 0,021" x 0,025" e redondos 0,020".
O coeficiente de atrito de µ=0,5 (seco) e µ=0,3 (lubrificado) foi utilizado.
Ao todo 40 modelos foram gerados, a carga foi aplicada no arco e esse deslocado.
Em seguida, foram calculadas e analisadas as tensões de von Mises e as forças geradas.
Resultados: O braquete de contatos deslizantes autoligado passivo apresentou resistência a mecânica do deslizamento mesiodistal, em média, 15% menor para o regime estacionário e até 80% menor para o regime transitório, dado 1 N de carga normal e 80% menor, em ambos, para 10 N.
A distribuição de tesões foi influenciada pelo tipo de arco e direção da carga imposta.
Arcos redondos geraram pontos com maiores tensões.
Para arcos quadrados e retangulares as tensões foram distribuídas na base do slot para o braquete autoligado, sendo que o clipe apresentou as maiores tensões, o que remete a possíveis falhas.
Para estes mesmos arcos, o braquete de contatos deslizantes autoligado passivo e braquete de contatos deslizantes autoligado ativo externou pontos de concentração de tensões localizadas nos contatos deslizantes, o que é altamente satisfatório, uma vez que o corpo do braquete estará submetido as menores cargas.
Naturalmente, o braquete de contatos deslizantes autoligado ativo apresentou tensões para reter e ativar ao agir em todas as arestas do arco.
Conclusão: O braquete de contatos deslizantes autoligado passivo e o braquete de contatos deslizantes autoligado ativo apresentaram menor resistência a mecânica do deslizamento mesiodistal e maior capacidade de retenção e ativação do arco.
Além disso, pela concentração de tensão diretamente nos contatos deslizantes, os braquetes estarão sujeitos a menor falha.
Em suma, tal fato possivelmente pode diminuir significativamente o tempo de um tratamento ortodôntico.
Todavia, esses resultados não dispensam os testes in vivo e in vitro.
Related Results
Uma nova tecnologia para a mecânica do deslizamento ortodôntico
Uma nova tecnologia para a mecânica do deslizamento ortodôntico
Introdução: Associada ao deslizamento mesiodistal entre o arco e o braquete, as forças de atrito estarão presentes independente da etapa do tratamento ortodôntico. Como consequênci...
Avaliação do atrito em braquetes autoligáveis submetidos à mecânica de deslizamento: um estudo in vitro
Avaliação do atrito em braquetes autoligáveis submetidos à mecânica de deslizamento: um estudo in vitro
INTRODUÇÃO: o atrito gerado na interface braquete/fio durante a mecânica de deslizamento pode reduzir a eficiência da movimentação ortodôntica. O método de ligação do fio ao braque...
Avaliação da Canaleta em Relação ao Atrito de Bráquetes Cerâmicos Convencionais: Estudo in vitro
Avaliação da Canaleta em Relação ao Atrito de Bráquetes Cerâmicos Convencionais: Estudo in vitro
O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da canaleta metálica em dois tipos de bráquetes estético convencional, na intensidade da força de atrito. Foram utilizados dois tip...
Uma proposta de desenho de braquete para primeiro molar
Uma proposta de desenho de braquete para primeiro molar
Introdução: O advento da colagem de braquetes simplificou a montagem do aparelho ortodôntico fixo, além de gerar maior conforto para o paciente e diminuir o risco de descalcificaçõ...
Eficacia del tratamiento ortodóncico con brackets convencionales versus brackets de autoligado. Una revisión sistemática [Efficacy of orthodontic treatment with conventional brackets versus Self-Ligating Brackets. Systematic review]
Eficacia del tratamiento ortodóncico con brackets convencionales versus brackets de autoligado. Una revisión sistemática [Efficacy of orthodontic treatment with conventional brackets versus Self-Ligating Brackets. Systematic review]
Objetivo: analizar la eficacia del tratamiento ortodóncico con brackets convencionales versus brackets de autoligado desde una revisión sistemática. Método: La búsqueda se restrin...
PERDA DE CARGA EM FITAS GOTEJADORAS COM EMISSORES MOLDADOS
PERDA DE CARGA EM FITAS GOTEJADORAS COM EMISSORES MOLDADOS
PERDA DE CARGA EM FITAS GOTEJADORAS COM EMISSORES MOLDADOS
VERÔNICA GASPAR MARTINS LEITE DE MELO1; LEONARDO LEITE DE MELO2; JOSÉ ANTÔNIO FRIZZONE3; antônio pires de camargo4...
PRESENÇA DE SCARDOVIA WIGGSIAE EM MANCHAS BRANCAS ASSOCIADAS A BRÁQUETES AUTOLIGADOS E CONVENCIONAIS.
PRESENÇA DE SCARDOVIA WIGGSIAE EM MANCHAS BRANCAS ASSOCIADAS A BRÁQUETES AUTOLIGADOS E CONVENCIONAIS.
O uso do aparelho ortodôntico pode contribuir para um maior acúmulo de biofilmes dentários, por fornecer novas áreas retentivas, levando ao surgimento de manchas brancas adjacentes...
ASSOCIAÇÃO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS COM NASCIMENTO DE BEBÊ DE BAIXO PESO E PREMATURO: REVISÃO DE LITERATURA
ASSOCIAÇÃO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS COM NASCIMENTO DE BEBÊ DE BAIXO PESO E PREMATURO: REVISÃO DE LITERATURA
A associação com a doença periodontal com o nascimento precoce de bebê de baixo peso, e partos prematuros, alguns estudos já demonstraram a preponderância de infecção periodontal ...

