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Dirceu Lino De Mattos: Um Geógrafo Da Revolução Paulista
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O artigo apresenta aspectos da história pessoal, familiar e do percurso formativo do fundador da Cátedra de Geografia Econômica da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA-USP), professor Dr. Dirceu Lino de Mattos. Além de publicar diversos títulos e de participar de alguns dos maiores trabalhos de geografia no Brasil entre as décadas de 1950-1970, Dirceu foi por duas vezes presidente nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) e diretor da FEA também por duas oportunidades, tornando-se uma das figuras de maior visibilidade da primeira geração de geógrafos da USP. Oriundo de uma família de lavradores pobres do interior paulista, ele teve uma trajetória marcada pela ascensão social e política familiar, ligada ao campo profissional da educação e à docência. Dirceu combateu na Revolução Constitucionalista paulista de 1932, junto com seus irmãos, entre os quais, o mais famoso, Juvenal Lino de Mattos - o “Senador Lino de Mattos” – que, antes de ocupar vaga no senado, foi Deputado Constituinte e Prefeito de São Paulo. Dirceu teve contato com eminentes figuras políticas da vida nacional, como Adhemar de Barros, Luiz Carlos Prestes, Jânio Quadros, João Goulart, Marighella, dentre outros. No campo profissional, trabalhou institucionalmente com intelectuais como Sérgio Buarque de Holanda, Alice Canabrava e Delfim Neto, na fundação do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Na geografia, Dirceu participou ativamente como sócio das atividades da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), instituição em que ocupou a presidência por duas vezes, além de coordenar a organização de várias atividades e encontros. Realizou pesquisas em extremos territoriais nacionais, como no Pará e na divisa com Uruguai, mapeando quadro natural e humano. No presente artigo, enfocamos a vida familiar e trajetória formativa, do nascimento, até o momento em que concluiu seu curso de graduação na USP e se filiou à AGB. O artigo utiliza uma metodologia que inclui entrevistas com membros da família e pessoas do universo profissional, documentos, fotos e outros materiais sobre a história de Dirceu. Conclui que a trajetória de vida do eminente geógrafo da USP dos anos 1950-70 se coadunou com a própria história política paulista da primeira metade do século XX, em sua passagem do mundo oligarca e rural ao urbano-industrial, percorrendo um trajeto que foi da “revolução armada” no campo de batalha em 1932 à “revolução dos livros” e dos professores da USP nas décadas seguintes.
Title: Dirceu Lino De Mattos: Um Geógrafo Da Revolução Paulista
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O artigo apresenta aspectos da história pessoal, familiar e do percurso formativo do fundador da Cátedra de Geografia Econômica da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA-USP), professor Dr.
Dirceu Lino de Mattos.
Além de publicar diversos títulos e de participar de alguns dos maiores trabalhos de geografia no Brasil entre as décadas de 1950-1970, Dirceu foi por duas vezes presidente nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) e diretor da FEA também por duas oportunidades, tornando-se uma das figuras de maior visibilidade da primeira geração de geógrafos da USP.
Oriundo de uma família de lavradores pobres do interior paulista, ele teve uma trajetória marcada pela ascensão social e política familiar, ligada ao campo profissional da educação e à docência.
Dirceu combateu na Revolução Constitucionalista paulista de 1932, junto com seus irmãos, entre os quais, o mais famoso, Juvenal Lino de Mattos - o “Senador Lino de Mattos” – que, antes de ocupar vaga no senado, foi Deputado Constituinte e Prefeito de São Paulo.
Dirceu teve contato com eminentes figuras políticas da vida nacional, como Adhemar de Barros, Luiz Carlos Prestes, Jânio Quadros, João Goulart, Marighella, dentre outros.
No campo profissional, trabalhou institucionalmente com intelectuais como Sérgio Buarque de Holanda, Alice Canabrava e Delfim Neto, na fundação do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB).
Na geografia, Dirceu participou ativamente como sócio das atividades da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), instituição em que ocupou a presidência por duas vezes, além de coordenar a organização de várias atividades e encontros.
Realizou pesquisas em extremos territoriais nacionais, como no Pará e na divisa com Uruguai, mapeando quadro natural e humano.
No presente artigo, enfocamos a vida familiar e trajetória formativa, do nascimento, até o momento em que concluiu seu curso de graduação na USP e se filiou à AGB.
O artigo utiliza uma metodologia que inclui entrevistas com membros da família e pessoas do universo profissional, documentos, fotos e outros materiais sobre a história de Dirceu.
Conclui que a trajetória de vida do eminente geógrafo da USP dos anos 1950-70 se coadunou com a própria história política paulista da primeira metade do século XX, em sua passagem do mundo oligarca e rural ao urbano-industrial, percorrendo um trajeto que foi da “revolução armada” no campo de batalha em 1932 à “revolução dos livros” e dos professores da USP nas décadas seguintes.
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