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ANESTESIA PARA ENUCLEAÇÃO BILATERAL EM FELINO PEDIÁTRICO-RELATO DE CASO

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A anestesia, antes de qualquer procedimento cirúrgico, tem como principal objetivo reduzir ou eliminar as dores e respostas indesejáveis durante qualquer procedimento, aumentando o conforto, a segurança e o bem-estar do paciente nos períodos trans-operatório e pós-operatório. O processo de anestesia em pacientes destinados ao procedimento de enucleação está se tornando algo comum na rotina clínico/cirúrgica, principalmente em animais de rua, onde há uma maior incidência de trauma, ou em pacientes com doenças congênitas como o glaucoma, ou doenças infecto-contagiosas que acometem a córnea como o Herpivírus. Este resumo tem como objetivo relatar um caso sobre o bloqueio anestésico retrobulbar em um felino, de 1 mês, com 375 gramas de peso corporal, atendido no setor de Anestesiologia Veterinária do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Campina Grande. Justifica-se por considerar que esse bloqueio, quando utilizado em animais pediátricos, proporciona grandes chances de óbito, com a possibilidade de ocorrer o aumento da Pressão Intraocular (PIO) do animal, parada cardiorrespiratória como consequência secundária da tração do globo ocular e também de difícil execução do bloqueio. Como método para a realização do trabalho, foi analisada a ficha anestésica do paciente descrito, e os dados coletados foram discutidos entre os membros do setor. Como medicação o pré-anestésica foi utilizada Tramadol (2 mg/kg), administrado via intramuscular no animal. A indução foi realizada com Propofol (3 mg/kg) a administração foi feita via endovenosa, após isso foi realizado a intubação orotraqueal com a sonda uretral número 6, seguiu em manutenção com Isoflourano por meio do circuito aberto sem reinalaçao de gases, do tipo Baraka, mantendo a paciente sob ventilação assistida. Logo em seguida foi realizado o bloqueio peribulbar de punção única, utilizando Lidocaína com vasoconstrictor a 2% na dose de 0,1 ml/kg, e bloqueio infiltrativo na pálpebra superior e inferior. Como era um procedimento bastante complicado, e com uma grande possibilidade de parada cardiorrespiratória, todas as drogas de emergências foram calculadas e preparadas. Durante todo o procedimento anestésico, foi realizado o monitoramento da frequência cardíaca, frequência respiratória e saturação periférica da hemoglobina (SpO2). O tempo médio de cirurgia e anestesia foi em torno de 1 hora. As médias dos parâmetros ficaram 170, 22, 100, respectivamente. De maneira geral, os parâmetros fisiológicos do animal se mantiveram estáveis durante todo o procedimento. Após a análise, foi possível constatar que o protocolo anestésico que foi aplicado neste paciente foi seguro e pode ser utilizado em outros animais, fazendo as adaptações necessárias. Conclui-se que o uso desse protocolo em pacientes pediátricos, permite que seja possível a realização de procedimento de enucleaçao bilateral em pacientes com essa idade e porte. PALAVRAS-CHAVE: Bloqueio, Bilateral, Enucleação, Lidocaína, Pediatria Veterinária
Title: ANESTESIA PARA ENUCLEAÇÃO BILATERAL EM FELINO PEDIÁTRICO-RELATO DE CASO
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A anestesia, antes de qualquer procedimento cirúrgico, tem como principal objetivo reduzir ou eliminar as dores e respostas indesejáveis durante qualquer procedimento, aumentando o conforto, a segurança e o bem-estar do paciente nos períodos trans-operatório e pós-operatório.
O processo de anestesia em pacientes destinados ao procedimento de enucleação está se tornando algo comum na rotina clínico/cirúrgica, principalmente em animais de rua, onde há uma maior incidência de trauma, ou em pacientes com doenças congênitas como o glaucoma, ou doenças infecto-contagiosas que acometem a córnea como o Herpivírus.
Este resumo tem como objetivo relatar um caso sobre o bloqueio anestésico retrobulbar em um felino, de 1 mês, com 375 gramas de peso corporal, atendido no setor de Anestesiologia Veterinária do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Campina Grande.
Justifica-se por considerar que esse bloqueio, quando utilizado em animais pediátricos, proporciona grandes chances de óbito, com a possibilidade de ocorrer o aumento da Pressão Intraocular (PIO) do animal, parada cardiorrespiratória como consequência secundária da tração do globo ocular e também de difícil execução do bloqueio.
Como método para a realização do trabalho, foi analisada a ficha anestésica do paciente descrito, e os dados coletados foram discutidos entre os membros do setor.
Como medicação o pré-anestésica foi utilizada Tramadol (2 mg/kg), administrado via intramuscular no animal.
A indução foi realizada com Propofol (3 mg/kg) a administração foi feita via endovenosa, após isso foi realizado a intubação orotraqueal com a sonda uretral número 6, seguiu em manutenção com Isoflourano por meio do circuito aberto sem reinalaçao de gases, do tipo Baraka, mantendo a paciente sob ventilação assistida.
Logo em seguida foi realizado o bloqueio peribulbar de punção única, utilizando Lidocaína com vasoconstrictor a 2% na dose de 0,1 ml/kg, e bloqueio infiltrativo na pálpebra superior e inferior.
Como era um procedimento bastante complicado, e com uma grande possibilidade de parada cardiorrespiratória, todas as drogas de emergências foram calculadas e preparadas.
Durante todo o procedimento anestésico, foi realizado o monitoramento da frequência cardíaca, frequência respiratória e saturação periférica da hemoglobina (SpO2).
O tempo médio de cirurgia e anestesia foi em torno de 1 hora.
As médias dos parâmetros ficaram 170, 22, 100, respectivamente.
De maneira geral, os parâmetros fisiológicos do animal se mantiveram estáveis durante todo o procedimento.
Após a análise, foi possível constatar que o protocolo anestésico que foi aplicado neste paciente foi seguro e pode ser utilizado em outros animais, fazendo as adaptações necessárias.
Conclui-se que o uso desse protocolo em pacientes pediátricos, permite que seja possível a realização de procedimento de enucleaçao bilateral em pacientes com essa idade e porte.
PALAVRAS-CHAVE: Bloqueio, Bilateral, Enucleação, Lidocaína, Pediatria Veterinária.

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