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Perceção das consoantes fricativas do português língua segunda por aprendentes chineses
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Este trabalho investigou a aquisição das consoantes fricativas /f, v, s, z, ʃ, ʒ/ do Português Europeu (PE), concentrando-se na perceção dessas fricativas por aprendentes chineses tardios de Português Língua Segunda (PL2). Foram recrutados 30 participantes falantes nativos de mandarim que têm o PE como Língua Segunda (L2) para o grupo experimental e 15 falantes nativos de português para o grupo de controlo. Foram aplicados ao grupo experimental um questionário sociolinguístico e um teste de proficiência na L2 e foi aplicado ainda um teste de Identificação (ID) das consoantes fricativas do PE aos dois grupos. Concluímos que, de modo geral, os aprendentes chineses perceberam as consoantes fricativas do PL2 de forma diferente dos falantes nativos portugueses, sendo a capacidade de identificação das mesmas inferior à dos falantes nativos portugueses. A consoante /s/ do PL2 causou maior dificuldade aos aprendentes chineses. Os resultados também suportam a existência do efeito de contexto vocálico na identificação das consoantes fricativas. Os aprendentes chineses tiveram melhor desempenho no contexto vocálico /a/, comparando com /i/. Esta diferença poderá dever-se à influência das restrições fonotáticas do mandarim. Os resultados também revelam que a capacidade de perceção dos sons de uma L2 aumenta com a experiência linguística. Em geral, confirmou-se uma forte influência da Língua Primeira (L1) no desenvolvimento dos sons da L2, mas esta influência diminui à medida que o nível de proficiência dos falantes aumenta.
Title: Perceção das consoantes fricativas do português língua segunda por aprendentes chineses
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Este trabalho investigou a aquisição das consoantes fricativas /f, v, s, z, ʃ, ʒ/ do Português Europeu (PE), concentrando-se na perceção dessas fricativas por aprendentes chineses tardios de Português Língua Segunda (PL2).
Foram recrutados 30 participantes falantes nativos de mandarim que têm o PE como Língua Segunda (L2) para o grupo experimental e 15 falantes nativos de português para o grupo de controlo.
Foram aplicados ao grupo experimental um questionário sociolinguístico e um teste de proficiência na L2 e foi aplicado ainda um teste de Identificação (ID) das consoantes fricativas do PE aos dois grupos.
Concluímos que, de modo geral, os aprendentes chineses perceberam as consoantes fricativas do PL2 de forma diferente dos falantes nativos portugueses, sendo a capacidade de identificação das mesmas inferior à dos falantes nativos portugueses.
A consoante /s/ do PL2 causou maior dificuldade aos aprendentes chineses.
Os resultados também suportam a existência do efeito de contexto vocálico na identificação das consoantes fricativas.
Os aprendentes chineses tiveram melhor desempenho no contexto vocálico /a/, comparando com /i/.
Esta diferença poderá dever-se à influência das restrições fonotáticas do mandarim.
Os resultados também revelam que a capacidade de perceção dos sons de uma L2 aumenta com a experiência linguística.
Em geral, confirmou-se uma forte influência da Língua Primeira (L1) no desenvolvimento dos sons da L2, mas esta influência diminui à medida que o nível de proficiência dos falantes aumenta.
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