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Mal-estar na civilização em tempos distópicos: o gozo a serviço do desejo
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O título que nomeia este artigo Mal-estar na civilização em tempos distópicos: o gozo a serviço do desejo se inscreve no livro de (FREUD (1929) em que justifica o mal-estar humano como uma condição inerente à civilização. O sociólogo Zigmunt Bauman, faz a releitura do mal-estar na civilização, cunha a sua obra de O mal-estar da pós-modernidade e assegura: “os homens e as mulheres pós-modernos trocaram um quinhão de suas possibilidades de segurança por um quinhão de felicidade” (Bauman, 1998, p. 10). Na obra o mal-estar na civilização postula que, face à própria condição de sujeitos viventes na sociedade, os efeitos produzidos por ela, muitas vezes, são seduzidos ao uso de substâncias (entorpecentes, artefatos, psicoativos) que ajudam a suportar a angústia da falta. A lógica das adicções, as compulsões a compra, a comida, o álcool, os jogos, às telas, estão presentificadas no consumo, busca o alívio efêmero e o excesso, inscreve-se como marca do apagamento da falta. O sistema neoliberal globalizado engendra uma economia de mercado produtora de excessos de objetos para amenizar as sensações de insignificância e vazio, que marcam a distopia dos tempos hipermordernos, em que o sujeito busca em excesso a hiperconexão. Estamos imersos num mundo atravessado pela sobre determinação algorítmica em que a linguagem vai sendo reduzida à lógica do signo, que afeta o caráter polissêmico da linguagem. A psicanálise resiste e analisa essa onda globalizante na medida em que trabalha a fala e a escuta, o quanto torna-se fundante reconhecer a incompletude acolher a imperfeição enquanto sujeito da falta.
Title: Mal-estar na civilização em tempos distópicos: o gozo a serviço do desejo
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O título que nomeia este artigo Mal-estar na civilização em tempos distópicos: o gozo a serviço do desejo se inscreve no livro de (FREUD (1929) em que justifica o mal-estar humano como uma condição inerente à civilização.
O sociólogo Zigmunt Bauman, faz a releitura do mal-estar na civilização, cunha a sua obra de O mal-estar da pós-modernidade e assegura: “os homens e as mulheres pós-modernos trocaram um quinhão de suas possibilidades de segurança por um quinhão de felicidade” (Bauman, 1998, p.
10).
Na obra o mal-estar na civilização postula que, face à própria condição de sujeitos viventes na sociedade, os efeitos produzidos por ela, muitas vezes, são seduzidos ao uso de substâncias (entorpecentes, artefatos, psicoativos) que ajudam a suportar a angústia da falta.
A lógica das adicções, as compulsões a compra, a comida, o álcool, os jogos, às telas, estão presentificadas no consumo, busca o alívio efêmero e o excesso, inscreve-se como marca do apagamento da falta.
O sistema neoliberal globalizado engendra uma economia de mercado produtora de excessos de objetos para amenizar as sensações de insignificância e vazio, que marcam a distopia dos tempos hipermordernos, em que o sujeito busca em excesso a hiperconexão.
Estamos imersos num mundo atravessado pela sobre determinação algorítmica em que a linguagem vai sendo reduzida à lógica do signo, que afeta o caráter polissêmico da linguagem.
A psicanálise resiste e analisa essa onda globalizante na medida em que trabalha a fala e a escuta, o quanto torna-se fundante reconhecer a incompletude acolher a imperfeição enquanto sujeito da falta.
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