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POR QUE A NARRATIVA?: UMA REFLEXÃO SOBRE A FILOSOFIA DA HISTÓRIA HEGELIANA

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A obra hegeliana Lições sobre filosofia da história talvez seja aquela sobre a qual menos comentadores de língua portuguesa se debruçam. O texto, contém uma peculiaridade que, mesmo quando explorada, o é de maneira parcial: seu caráter narrativo. Ao fim e ao cabo, ser uma narrativa parece algo supérfluo ou, no melhor dos casos, algo inerente ao objeto história, pouco sendo dito acerca do fato de ser a metodologia utilizada por Hegel em sua Fenomenologia e em toda obra posterior, ou seja, no método mesmo de exposição do Sistema. Pouco é dito, portanto, sobre o porquê da adequação entre forma e conteúdo e, mesmo quando o é, a ênfase é quase que exclusivamente colocada no conteúdo da narrativa e não tanto da imbricação entre método expositivo e método dialético. Tendo isso em vista, buscaremos argumentar que é impossível compreender o que significa a totalidade hegeliana quando se trata da história se ignorarmos o quão bem a metodologia narrativa serve como caminho expositivo à dialética, especialmente se pensarmos que esta tem por finalidade um Todo que se dá processualmente. Dito de outro modo, nosso ponto de vista será aquele que compreende é necessário, para que se possa entender a filosofia da história hegeliana, analisar a metodologia textual por ele utilizada. Com isso, extrair consequências da sua forma textual é fundamental para que se possa compreender o conteúdo desse mesmo texto. As aspas precedentes sinalizam uma suspensão inerente à própria formulação: se só pela forma podemos compreender o conteúdo, temos que a separação aristotélica, no referido texto, inexiste. Assim sendo, indicaremos de que maneira a narrativa serve como método de exposição precisamente porque abarca perfeitamente o método de compreensão e estruturação do real, a saber, a dialética e a racionalidade.
Title: POR QUE A NARRATIVA?: UMA REFLEXÃO SOBRE A FILOSOFIA DA HISTÓRIA HEGELIANA
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A obra hegeliana Lições sobre filosofia da história talvez seja aquela sobre a qual menos comentadores de língua portuguesa se debruçam.
O texto, contém uma peculiaridade que, mesmo quando explorada, o é de maneira parcial: seu caráter narrativo.
Ao fim e ao cabo, ser uma narrativa parece algo supérfluo ou, no melhor dos casos, algo inerente ao objeto história, pouco sendo dito acerca do fato de ser a metodologia utilizada por Hegel em sua Fenomenologia e em toda obra posterior, ou seja, no método mesmo de exposição do Sistema.
Pouco é dito, portanto, sobre o porquê da adequação entre forma e conteúdo e, mesmo quando o é, a ênfase é quase que exclusivamente colocada no conteúdo da narrativa e não tanto da imbricação entre método expositivo e método dialético.
Tendo isso em vista, buscaremos argumentar que é impossível compreender o que significa a totalidade hegeliana quando se trata da história se ignorarmos o quão bem a metodologia narrativa serve como caminho expositivo à dialética, especialmente se pensarmos que esta tem por finalidade um Todo que se dá processualmente.
Dito de outro modo, nosso ponto de vista será aquele que compreende é necessário, para que se possa entender a filosofia da história hegeliana, analisar a metodologia textual por ele utilizada.
Com isso, extrair consequências da sua forma textual é fundamental para que se possa compreender o conteúdo desse mesmo texto.
As aspas precedentes sinalizam uma suspensão inerente à própria formulação: se só pela forma podemos compreender o conteúdo, temos que a separação aristotélica, no referido texto, inexiste.
Assim sendo, indicaremos de que maneira a narrativa serve como método de exposição precisamente porque abarca perfeitamente o método de compreensão e estruturação do real, a saber, a dialética e a racionalidade.

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