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O DEUS DOS FILÓSOFOS E O SENHOR DA REVELAÇÃO
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Este artigo examina a crítica radical de Franz Rosenzweig à teologia liberal judaica e cristã, especialmente sua rejeição às tentativas de reduzir a religião a categorias humanistas, racionalistas ou secularizadas. No artigo "teologia ateísta" — um oximoro que expõe a contradição interna de projetos teológicos que, sob o disfarce de modernidade, esvaziam a revelação divina em favor de uma espiritualidade imanente, Rosenzweig analisa o impulso inicial do movimento em Friedrich Schleiermacher até seus desdobramentos na filosofia judaica. O texto situa Rosenzweig no contexto pós-Iluminismo, onde a Haskalah (Ilustração judaica) e teólogos como Schleiermacher buscavam reconciliar fé e razão, substituindo a transcendência pela experiência subjetiva. Para Rosenzweig, essa abordagem trai o núcleo do judaísmo, que sublinha a alteridade radical entre Deus e homem, mediada apenas pela revelação. Analisando a "teologia da vida de Jesus" (que reduz Cristo a um "mestre ético") e sua contraparte judaica (que seculariza o "povo eleito"), o artigo mostra como ambas dissolvem o sagrado em projeções humanas. Rosenzweig argumenta que a historicidade — a tensão entre o Sinai e a redenção messiânica — exige um Deus que transcende a história, mesmo enquanto age nela. Seu retorno ao judaísmo (após uma quase conversão ao cristianismo em 1913) exemplifica essa recusa a compromissos: a fé autêntica não pode prescindir da revelação, mesmo quando a teologia aspira a "cientificidade". O artigo conclui com uma defesa da singularidade judaica como povo-testemunha, cuja existência só faz sentido à luz do diálogo irredutível entre o humano e o divino.
Title: O DEUS DOS FILÓSOFOS E O SENHOR DA REVELAÇÃO
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Este artigo examina a crítica radical de Franz Rosenzweig à teologia liberal judaica e cristã, especialmente sua rejeição às tentativas de reduzir a religião a categorias humanistas, racionalistas ou secularizadas.
No artigo "teologia ateísta" — um oximoro que expõe a contradição interna de projetos teológicos que, sob o disfarce de modernidade, esvaziam a revelação divina em favor de uma espiritualidade imanente, Rosenzweig analisa o impulso inicial do movimento em Friedrich Schleiermacher até seus desdobramentos na filosofia judaica.
O texto situa Rosenzweig no contexto pós-Iluminismo, onde a Haskalah (Ilustração judaica) e teólogos como Schleiermacher buscavam reconciliar fé e razão, substituindo a transcendência pela experiência subjetiva.
Para Rosenzweig, essa abordagem trai o núcleo do judaísmo, que sublinha a alteridade radical entre Deus e homem, mediada apenas pela revelação.
Analisando a "teologia da vida de Jesus" (que reduz Cristo a um "mestre ético") e sua contraparte judaica (que seculariza o "povo eleito"), o artigo mostra como ambas dissolvem o sagrado em projeções humanas.
Rosenzweig argumenta que a historicidade — a tensão entre o Sinai e a redenção messiânica — exige um Deus que transcende a história, mesmo enquanto age nela.
Seu retorno ao judaísmo (após uma quase conversão ao cristianismo em 1913) exemplifica essa recusa a compromissos: a fé autêntica não pode prescindir da revelação, mesmo quando a teologia aspira a "cientificidade".
O artigo conclui com uma defesa da singularidade judaica como povo-testemunha, cuja existência só faz sentido à luz do diálogo irredutível entre o humano e o divino.
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