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A administração sistêmica de extratos de arnica é segura? Uma revisão sistemática de ensaios pré-clínicos

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Os extratos de “Arnica” são amplamente usados ​​na medicina popular para tratar doenças inflamatórias agudas e crônicas. No entanto, seus efeitos tóxicos mediante uso sistêmico ainda não são totalmente compreendidos. Portanto, este trabalho fornece uma revisão sistemática sobre a segurança de extratos de arnica em ensaios pré-clínicos cobrindo sua administração oral e intraperitoneal em modelos animais. Para tanto, a diretriz PRISMA foi seguida e o protocolo do estudo foi registrado no PROSPERO (CDR42020167112). As pesquisas foram realizadas nas bases de dados PubMed (MEDLINE), Scopus, Science Direct, Web of Science (Science Citation Index) e Biblioteca Virtual da Saúde (BVS); enquanto a ferramenta de risco de viés do SYRCLE e o checklist CAMARADES foram usadas para avaliar a qualidade científica. De 382 artigos, cinco estudos atenderam aos critérios de elegibilidade e foram submetidos à análise qualitativa. Dados de toxicidade aguda foram relatados em todos os artigos selecionados, e o tempo de tratamento foi de até 14 dias. Além disso, as seguintes espécies foram relatadas: Solidago chilensis (categorias de perigo de 4 e 5 para administração i.p e v.o, respectivamente); Solidago microglossa (categoria de perigo de 3, i.p); Lychnophora trichocarpha (categoria de perigo ≥ 4, i.p); e Lychnophora pinaster (categoria de perigo ≥ 4, v.o). Os extratos alcoólicos apresentaram maior potencial tóxico, que aumentou de forma dose-dependente após 100 mg/Kg. Com relação à toxicidade órgão-específico, os artigos relataram hepatotoxicidade e nefrotoxicidade após análise histopatológica. No entanto, a segurança de S. chilensis, L. pinaster, L. trichocarpha e S. microglossa após a administração sistêmica permanece incerta devido à qualidade experimental limitada dos artigos incluídos, bem como a falta de relatos sobre toxicidade crônica, farmacocinética e estudos de mutagenicidade.
Title: A administração sistêmica de extratos de arnica é segura? Uma revisão sistemática de ensaios pré-clínicos
Description:
Os extratos de “Arnica” são amplamente usados ​​na medicina popular para tratar doenças inflamatórias agudas e crônicas.
No entanto, seus efeitos tóxicos mediante uso sistêmico ainda não são totalmente compreendidos.
Portanto, este trabalho fornece uma revisão sistemática sobre a segurança de extratos de arnica em ensaios pré-clínicos cobrindo sua administração oral e intraperitoneal em modelos animais.
Para tanto, a diretriz PRISMA foi seguida e o protocolo do estudo foi registrado no PROSPERO (CDR42020167112).
As pesquisas foram realizadas nas bases de dados PubMed (MEDLINE), Scopus, Science Direct, Web of Science (Science Citation Index) e Biblioteca Virtual da Saúde (BVS); enquanto a ferramenta de risco de viés do SYRCLE e o checklist CAMARADES foram usadas para avaliar a qualidade científica.
De 382 artigos, cinco estudos atenderam aos critérios de elegibilidade e foram submetidos à análise qualitativa.
Dados de toxicidade aguda foram relatados em todos os artigos selecionados, e o tempo de tratamento foi de até 14 dias.
Além disso, as seguintes espécies foram relatadas: Solidago chilensis (categorias de perigo de 4 e 5 para administração i.
p e v.
o, respectivamente); Solidago microglossa (categoria de perigo de 3, i.
p); Lychnophora trichocarpha (categoria de perigo ≥ 4, i.
p); e Lychnophora pinaster (categoria de perigo ≥ 4, v.
o).
Os extratos alcoólicos apresentaram maior potencial tóxico, que aumentou de forma dose-dependente após 100 mg/Kg.
Com relação à toxicidade órgão-específico, os artigos relataram hepatotoxicidade e nefrotoxicidade após análise histopatológica.
No entanto, a segurança de S.
chilensis, L.
pinaster, L.
trichocarpha e S.
microglossa após a administração sistêmica permanece incerta devido à qualidade experimental limitada dos artigos incluídos, bem como a falta de relatos sobre toxicidade crônica, farmacocinética e estudos de mutagenicidade.

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