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MUTAÇÕES EM PML-RARA E RESISTÊNCIA AO ATRA NA LEUCEMIA PROMIELOCÍTICA AGUDA PEDIÁTRICA

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Introdução: A leucemia promielocítica aguda (LPA) apresenta a translocação t(15;17) em 95% dos casos, envolvedo os genes PML (15q24.1) e RARA (17q21.2) e resulta na formação de um transcrito e proteína de fusão PML-RARA. O tratamento da LPA baseia-se no uso de ácido all-trans retinóico (ATRA) combinado à quimioterapia com antraciclina. Recentemente o trióxido de arsênico (ATO) foi incorporado ao tratamento, demonstrando melhora considerável do sucesso terapêutico. Porém, alguns pacientes ainda apresentam má resposta ou resistência ao tratamento e estudos sugerem que mutações no transcrito de fusão PML-RARA podem ser responsáveis por este comportamento. Acreditamos que, as mutações possam estar presentes no domínio Bbox do gene PML, responsável pela supressão de crescimento e apoptose das células e/ou no domínio LBD do gene RARA, responsável pela formação do complexo RARA/RXR que acarreta na ligação do ATRA às células leucêmicas. Objetivos: Portanto, o presente estudo tem como objetivo analisar e identificar mutações em PML-RARA em casos de LPA admitidos para tratamento no Centro Infantil Boldrini no período entre 2000 a 2020. Materiais e Métodos: Neste período, foram admitidos 121 pacientes pediátricos com LPA, positivos para a t(15;17), destes, 12 pacientes apresentaram recaída molecular e 3 apresentaram má resposta ao tratamento. Foi padronizada a reação de cadeia da polimerase (PCR) em duas etapas (Nested-PCR) para a amplificação do gene de fusão PML-RARA, utilizando iniciadores que cobrem do éxon 1 do PML ao éxon 7 de RARA, os amplicons da Nested-PCR foram sequenciados bidirecionalmente através do sequenciamento Sanger, utilizando iniciadores no domínio Bbox do gene PML e no domínio LBD de RARA e os cromatogramas gerados foram analisados por inspeção visual no software Chromas e a sequência em FASTA foi submetida para análises no Software MutationExplorer. Resultados: A partir disso, até o presente momento, 7 pacientes foram sequenciados, dos quais um recidivado, apresentou uma mutação no domínio LBD, sendo ela uma deleção de aproximadamente 600 pares de base. Conclusão: Desta forma, pode-se concluir até o presente momento, que aproximadamente 14% dos pacientes que apresentaram recaída molecular da LPA possuem mutações no domínio LBD. Até o final do estudo, todos os pacientes serão sequenciados e analisados para ambos os domínios.
Title: MUTAÇÕES EM PML-RARA E RESISTÊNCIA AO ATRA NA LEUCEMIA PROMIELOCÍTICA AGUDA PEDIÁTRICA
Description:
Introdução: A leucemia promielocítica aguda (LPA) apresenta a translocação t(15;17) em 95% dos casos, envolvedo os genes PML (15q24.
1) e RARA (17q21.
2) e resulta na formação de um transcrito e proteína de fusão PML-RARA.
O tratamento da LPA baseia-se no uso de ácido all-trans retinóico (ATRA) combinado à quimioterapia com antraciclina.
Recentemente o trióxido de arsênico (ATO) foi incorporado ao tratamento, demonstrando melhora considerável do sucesso terapêutico.
Porém, alguns pacientes ainda apresentam má resposta ou resistência ao tratamento e estudos sugerem que mutações no transcrito de fusão PML-RARA podem ser responsáveis por este comportamento.
Acreditamos que, as mutações possam estar presentes no domínio Bbox do gene PML, responsável pela supressão de crescimento e apoptose das células e/ou no domínio LBD do gene RARA, responsável pela formação do complexo RARA/RXR que acarreta na ligação do ATRA às células leucêmicas.
Objetivos: Portanto, o presente estudo tem como objetivo analisar e identificar mutações em PML-RARA em casos de LPA admitidos para tratamento no Centro Infantil Boldrini no período entre 2000 a 2020.
Materiais e Métodos: Neste período, foram admitidos 121 pacientes pediátricos com LPA, positivos para a t(15;17), destes, 12 pacientes apresentaram recaída molecular e 3 apresentaram má resposta ao tratamento.
Foi padronizada a reação de cadeia da polimerase (PCR) em duas etapas (Nested-PCR) para a amplificação do gene de fusão PML-RARA, utilizando iniciadores que cobrem do éxon 1 do PML ao éxon 7 de RARA, os amplicons da Nested-PCR foram sequenciados bidirecionalmente através do sequenciamento Sanger, utilizando iniciadores no domínio Bbox do gene PML e no domínio LBD de RARA e os cromatogramas gerados foram analisados por inspeção visual no software Chromas e a sequência em FASTA foi submetida para análises no Software MutationExplorer.
Resultados: A partir disso, até o presente momento, 7 pacientes foram sequenciados, dos quais um recidivado, apresentou uma mutação no domínio LBD, sendo ela uma deleção de aproximadamente 600 pares de base.
Conclusão: Desta forma, pode-se concluir até o presente momento, que aproximadamente 14% dos pacientes que apresentaram recaída molecular da LPA possuem mutações no domínio LBD.
Até o final do estudo, todos os pacientes serão sequenciados e analisados para ambos os domínios.

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