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A música de Antonio Carlos Jobim para o filme Porto das Caixas
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O presente trabalho apresenta resultados de estudo da trilha musical composta por Antonio Carlos Jobim (1927-1994) para o filme Porto das Caixas, longa-metragem ficcional dirigido por Paulo César Saraceni (1933-2012) em 1962. Para tanto, foram consultadas quatro fontes principais: o manuscrito autógrafo de Tom Jobim para a trilha musical; obras posteriormente gravadas pelo compositor em seus trabalhos solo, as quais contém arranjos de materiais musicais presentes no filme; cópia digitalizada do filme; excertos de crítica cinematográfica publicados na imprensa brasileira à época, além de informações sobre o filme disponíveis no acervo Filmografia Brasileira, da Cinemateca Brasileira. A análise envolveu aspectos relativos à compreensão do filme como fenômeno audiovisual narrativo, a partir das reflexões de Jacques Aumont e Michel Marie (2003), Ismail Xavier (2005) e Jean-Claude Bernardet (2007). Já a música de Porto das Caixas foi analisada em seus aspectos morfológicos, a partir da transcrição aural e edição em partitura de todas as 26 faixas de áudio apresentadas durante a película. Tais fontes embasaram a construção de uma interpretação a respeito das características estilísticas e da função da trilha musical frente à estrutura narrativa do filme, tendo como base conceitos e metodologia de análise sobre música de filme formulados por Gorbman (1987), Cooke (2001) e Chion (2011). Neste sentido, o texto aqui apresentado sinaliza a possibilidade de compreensão do filme que considera seus elementos musicais como camada essencial na estruturação de uma narrativa fílmica caracterizada pela noção de anempatia.
Title: A música de Antonio Carlos Jobim para o filme Porto das Caixas
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O presente trabalho apresenta resultados de estudo da trilha musical composta por Antonio Carlos Jobim (1927-1994) para o filme Porto das Caixas, longa-metragem ficcional dirigido por Paulo César Saraceni (1933-2012) em 1962.
Para tanto, foram consultadas quatro fontes principais: o manuscrito autógrafo de Tom Jobim para a trilha musical; obras posteriormente gravadas pelo compositor em seus trabalhos solo, as quais contém arranjos de materiais musicais presentes no filme; cópia digitalizada do filme; excertos de crítica cinematográfica publicados na imprensa brasileira à época, além de informações sobre o filme disponíveis no acervo Filmografia Brasileira, da Cinemateca Brasileira.
A análise envolveu aspectos relativos à compreensão do filme como fenômeno audiovisual narrativo, a partir das reflexões de Jacques Aumont e Michel Marie (2003), Ismail Xavier (2005) e Jean-Claude Bernardet (2007).
Já a música de Porto das Caixas foi analisada em seus aspectos morfológicos, a partir da transcrição aural e edição em partitura de todas as 26 faixas de áudio apresentadas durante a película.
Tais fontes embasaram a construção de uma interpretação a respeito das características estilísticas e da função da trilha musical frente à estrutura narrativa do filme, tendo como base conceitos e metodologia de análise sobre música de filme formulados por Gorbman (1987), Cooke (2001) e Chion (2011).
Neste sentido, o texto aqui apresentado sinaliza a possibilidade de compreensão do filme que considera seus elementos musicais como camada essencial na estruturação de uma narrativa fílmica caracterizada pela noção de anempatia.
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