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ATITUDES DE ESTUDANTES DA UNIFASE FACE A EXPERIÊNCIA DE ISOLAMENTO SOCIAL DURANTE O INÍCIO A PANDEMIA DO COVID-19
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A pandemia do COVID-19 acarretou e segue acarretando experiências não antes vividas na história recente da humanidade. O isolamento social, o distanciamento social e o lockdown são algumas das medidas preventivas adotadas e que se constituem como experiências sociais inéditas nesse mundo contemporâneo, na medida em que determinam tipos de restrição e confinamento sociais. No Brasil, desde o início de 2020, as autoridades sanitárias adotaram, em muitas regiões do país, o isolamento social como medida preventiva ao avanço da pandemia. E essa experiência, inédita para a maior parte da população, desencadeou a necessidade de que desenvolvêssemos novos modos de agir face a essa contingência restritiva. Nesse sentido, e sendo essa uma experiência de vida nova e diferente, cujos impactos e consequências não são totalmente conhecidos, novas configurações psicossociais estão sendo mobilizadas por todos ante essas circunstâncias. Reunir dados e informações que auxiliem a compreensão de todo esse processo é imperativo; nomeadamente o é o que diz respeito, do ponto de vista da Psicologia, à experiência do isolamento social. Nesse sentido, com a finalidade de compreender como essa experiência está impactando os estudantes da UNIFASE, a presente pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de identificar as atitudes desses estudantes face a experiência de isolamento social. Sendo a atitude entendida, sob a ótica da Psicologia Social, como uma predisposição à ação, fundamentada nas avaliações contínuas de que fazemos de pessoas, objetos ou ideias e que implica uma reação favorável ou desfavorável a algo ou a alguém, com frequência enraizada em nossas crenças e exibida em nossos sentimentos e comportamento pretendido. Assim, compreendê-la significa identificar o que se pensa, o que se sente e como se age em relação a algo ou alguém. A atitude está fundamentada em três elementos constitutivos básicas: a cognitiva, o afeto e o comportamento que é resultante dos dois primeiros elementos. Identificar as atitudes desses estudantes, em última instância, permite contribuir com dados que possam subsidiar ações institucionais mais adequadas a esse momento. Os pressupostos metodológicos da pesquisa a classificam como sendo de natureza descritiva e do tipo levantamento. Descritiva porque pretende conhecer e descrever características de determinado fenômeno em uma dada população. E do tipo levantamento porque coleta dados diretamente junto a população pesquisada. Os procedimentos metodológicos envolveram a utilização de um instrumento construído especificamente para a coleta dos dados junto a essa população. Trata-se de uma escala do tipo Likert, para aplicação virtual por meio do aplicativo Google Forms, com 17 assertivas e 5 níveis de concordância, e que caracteriza a população pesquisada a partir dos seguintes dados: curso em que o respondente está matriculado, sexo e faixa etária. A aplicação se deu quando a população pesquisada já vivia a experiência do isolamento social por mais de 60 dias. Os resultados apurados são os seguintes: a) 410 respondentes no conjunto; b) 80,3% do sexo feminino, 17,3% do sexo masculino e 1% preferiu não fazer a identificação de gênero; c) 79% na faixa etária compreendida entre 16 e 25 anos, 10% entre 26 e 35 anos, 4% entre 36 e 45 anos, 5% entre 46 e 55 anos, 2% acima de 55 anos; d) na dimensão sentimento, prevalecem majoritariamente a ansiedade, a angústia o medo, o estresse, o tédio, a saudade, a insegurança financeira e o desgaste físico e emocional; e) na dimensão cognição, prevalecem as crenças de que o isolamento social, apesar de prejudicar as condições de saúde mental, é eficaz na contenção da pandemia do COVID-19. Desses resultados pode-se inferir acerca da população pesquisada que: a) a situação inusitada, imprevista e desconhecida do isolamento social tende a desencadear afetos negativos; b) apesar desses afetos negativos e das consequências difíceis que a situação de isolamento impõe, o comportamento assumido pela maioria é de adesão a esse isolamento, pois se acredita que é eficaz na contenção da pandemia. Concluindo, os dados apontam para a oportunidade e necessidade de que se estabeleça um acompanhamento mais minucioso das condições de saúde mental da população pesquisada, sobretudo se o período de isolamento perdurar por tempo mais prolongado. Isso porque uma carga expressiva de sentimentos negativos mantida constante ou em crescimento tende a desorganizar as defesas cognitivas o que, por consequência, pode determinar comportamentos mais desequilibrados e desajustados.
Title: ATITUDES DE ESTUDANTES DA UNIFASE FACE A EXPERIÊNCIA DE ISOLAMENTO SOCIAL DURANTE O INÍCIO A PANDEMIA DO COVID-19
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A pandemia do COVID-19 acarretou e segue acarretando experiências não antes vividas na história recente da humanidade.
O isolamento social, o distanciamento social e o lockdown são algumas das medidas preventivas adotadas e que se constituem como experiências sociais inéditas nesse mundo contemporâneo, na medida em que determinam tipos de restrição e confinamento sociais.
No Brasil, desde o início de 2020, as autoridades sanitárias adotaram, em muitas regiões do país, o isolamento social como medida preventiva ao avanço da pandemia.
E essa experiência, inédita para a maior parte da população, desencadeou a necessidade de que desenvolvêssemos novos modos de agir face a essa contingência restritiva.
Nesse sentido, e sendo essa uma experiência de vida nova e diferente, cujos impactos e consequências não são totalmente conhecidos, novas configurações psicossociais estão sendo mobilizadas por todos ante essas circunstâncias.
Reunir dados e informações que auxiliem a compreensão de todo esse processo é imperativo; nomeadamente o é o que diz respeito, do ponto de vista da Psicologia, à experiência do isolamento social.
Nesse sentido, com a finalidade de compreender como essa experiência está impactando os estudantes da UNIFASE, a presente pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de identificar as atitudes desses estudantes face a experiência de isolamento social.
Sendo a atitude entendida, sob a ótica da Psicologia Social, como uma predisposição à ação, fundamentada nas avaliações contínuas de que fazemos de pessoas, objetos ou ideias e que implica uma reação favorável ou desfavorável a algo ou a alguém, com frequência enraizada em nossas crenças e exibida em nossos sentimentos e comportamento pretendido.
Assim, compreendê-la significa identificar o que se pensa, o que se sente e como se age em relação a algo ou alguém.
A atitude está fundamentada em três elementos constitutivos básicas: a cognitiva, o afeto e o comportamento que é resultante dos dois primeiros elementos.
Identificar as atitudes desses estudantes, em última instância, permite contribuir com dados que possam subsidiar ações institucionais mais adequadas a esse momento.
Os pressupostos metodológicos da pesquisa a classificam como sendo de natureza descritiva e do tipo levantamento.
Descritiva porque pretende conhecer e descrever características de determinado fenômeno em uma dada população.
E do tipo levantamento porque coleta dados diretamente junto a população pesquisada.
Os procedimentos metodológicos envolveram a utilização de um instrumento construído especificamente para a coleta dos dados junto a essa população.
Trata-se de uma escala do tipo Likert, para aplicação virtual por meio do aplicativo Google Forms, com 17 assertivas e 5 níveis de concordância, e que caracteriza a população pesquisada a partir dos seguintes dados: curso em que o respondente está matriculado, sexo e faixa etária.
A aplicação se deu quando a população pesquisada já vivia a experiência do isolamento social por mais de 60 dias.
Os resultados apurados são os seguintes: a) 410 respondentes no conjunto; b) 80,3% do sexo feminino, 17,3% do sexo masculino e 1% preferiu não fazer a identificação de gênero; c) 79% na faixa etária compreendida entre 16 e 25 anos, 10% entre 26 e 35 anos, 4% entre 36 e 45 anos, 5% entre 46 e 55 anos, 2% acima de 55 anos; d) na dimensão sentimento, prevalecem majoritariamente a ansiedade, a angústia o medo, o estresse, o tédio, a saudade, a insegurança financeira e o desgaste físico e emocional; e) na dimensão cognição, prevalecem as crenças de que o isolamento social, apesar de prejudicar as condições de saúde mental, é eficaz na contenção da pandemia do COVID-19.
Desses resultados pode-se inferir acerca da população pesquisada que: a) a situação inusitada, imprevista e desconhecida do isolamento social tende a desencadear afetos negativos; b) apesar desses afetos negativos e das consequências difíceis que a situação de isolamento impõe, o comportamento assumido pela maioria é de adesão a esse isolamento, pois se acredita que é eficaz na contenção da pandemia.
Concluindo, os dados apontam para a oportunidade e necessidade de que se estabeleça um acompanhamento mais minucioso das condições de saúde mental da população pesquisada, sobretudo se o período de isolamento perdurar por tempo mais prolongado.
Isso porque uma carga expressiva de sentimentos negativos mantida constante ou em crescimento tende a desorganizar as defesas cognitivas o que, por consequência, pode determinar comportamentos mais desequilibrados e desajustados.
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