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Meu texto, minhas regras: o apagamento do pronome oblíquo na produção escrita do 8° ano
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Este artigo visa a refletir sobre o apagamento de pronomes oblíquos átonos em textos produzidos por alunos do 8ᵒ ano do Ensino Fundamental de duas escolas públicas de Goiás. Parte-se do questionamento que problematiza se o apagamento do pronome oblíquo na produção escrita desses alunos provém de uma interferência da fala. Demarca-se, com isso, uma variante enviesada, possivelmente, pela presença de outros pronomes que atestam a interferência da fala na escrita. No dialeto goiano, alguns pronomes oblíquos têm perdido sua reflexividade ou demais funções sintáticas, principalmente, nas falas espontâneas cotidianas que se inscrevem na produção de textos escritos. A complexidade de sua colocação e/ou seu apagamento requer que se olhe a produção do texto como uma materialidade de sentidos que convoca, para além da linguagem, o lugar social e territorial do sujeito que enuncia e que se inscreve em seu texto. O postulado da Sociolinguística variacionista norteia as discussões aqui realizadas, bem como diferentes autores que dialogam com os estudos de linguagem e de Língua Portuguesa. Na análise realizada, considera-se o método empírico e documental, cujo recorte requer a interpretação do analista sobre a relação entre o conhecimento linguístico, a linguagem e os seus usos cotidianos. Embora movidos por regras, esses usos estão sempre sujeitos à interpretação. Assim, as observações feitas sobre os dados, constituídos em específico por excertos extraídos de 05 (cinco) textos escolhidos aleatoriamente entre 50 (cinquenta) textos coletados, levaram a hipóteses que podem explicar o apagamento de pronomes oblíquos quanto às diferentes funções que exercem nos usos da linguagem falada e escrita apresentados nos textos. Este trabalho representa, portanto, uma tentativa de se estudar o apagamento de pronomes oblíquos no processo discursivo que, em parte, afeta seu movimento de significação.
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/Edicoes UESB
Title: Meu texto, minhas regras: o apagamento do pronome oblíquo na produção escrita do 8° ano
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Este artigo visa a refletir sobre o apagamento de pronomes oblíquos átonos em textos produzidos por alunos do 8ᵒ ano do Ensino Fundamental de duas escolas públicas de Goiás.
Parte-se do questionamento que problematiza se o apagamento do pronome oblíquo na produção escrita desses alunos provém de uma interferência da fala.
Demarca-se, com isso, uma variante enviesada, possivelmente, pela presença de outros pronomes que atestam a interferência da fala na escrita.
No dialeto goiano, alguns pronomes oblíquos têm perdido sua reflexividade ou demais funções sintáticas, principalmente, nas falas espontâneas cotidianas que se inscrevem na produção de textos escritos.
A complexidade de sua colocação e/ou seu apagamento requer que se olhe a produção do texto como uma materialidade de sentidos que convoca, para além da linguagem, o lugar social e territorial do sujeito que enuncia e que se inscreve em seu texto.
O postulado da Sociolinguística variacionista norteia as discussões aqui realizadas, bem como diferentes autores que dialogam com os estudos de linguagem e de Língua Portuguesa.
Na análise realizada, considera-se o método empírico e documental, cujo recorte requer a interpretação do analista sobre a relação entre o conhecimento linguístico, a linguagem e os seus usos cotidianos.
Embora movidos por regras, esses usos estão sempre sujeitos à interpretação.
Assim, as observações feitas sobre os dados, constituídos em específico por excertos extraídos de 05 (cinco) textos escolhidos aleatoriamente entre 50 (cinquenta) textos coletados, levaram a hipóteses que podem explicar o apagamento de pronomes oblíquos quanto às diferentes funções que exercem nos usos da linguagem falada e escrita apresentados nos textos.
Este trabalho representa, portanto, uma tentativa de se estudar o apagamento de pronomes oblíquos no processo discursivo que, em parte, afeta seu movimento de significação.
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