Javascript must be enabled to continue!
O papel da governança das instituições consultivas: União Europeia e MERCOSUL
View through CrossRef
A participação de atores descentralizados nas integrações regionais tem ganhado um papel relevante não somente na tomada de decisões dentro da instituição ao longo dos anos, mas tem também chamado a atenção de parte da comunidade acadêmica. O desenvolvimento da sociedade civil tomou forma de sindicatos, ONG’s, OI’s, associações, entre outros, que encontraram através da organização formal uma maneira de se infiltrar e institucionalizar sua influência e participação dentro dos mecanismos das integrações regionais. Tendo como principais órgãos de representação de nível subnacional o Comitê das Regiões (CdR) e da participação civil o Comitê Econômico e Social Europeu (CES), o presente artigo busca investigar qual o papel das ações desses órgãos junto ao conjunto da União Europeia. No caso do MERCOSUL, serão analisados o Foro Consultivo de Municípios, Estados Federados, Províncias e Departamentos do MERCOSUL (FCCR) e o Foro Consultivo Econômico e Social (FCES). Para isso, utilizamos uma tipologia que define a sociedade civil em quatro papeis: parceira, legitimadora, manipuladora e contestadora. A primeira sessão do artigo define e explora essas tipologias, enquanto as seções seguintes buscam investigar a origem, principais atores, e o grau de autonomia dos órgãos supracitados. Nas considerações finais busca-se, a partir das características levantadas sobre as instituições, associá-las às tipologias afim de refletir quais interações e pressões dessas agências sobre a União Europeia e o MERCOSUL.
Title: O papel da governança das instituições consultivas: União Europeia e MERCOSUL
Description:
A participação de atores descentralizados nas integrações regionais tem ganhado um papel relevante não somente na tomada de decisões dentro da instituição ao longo dos anos, mas tem também chamado a atenção de parte da comunidade acadêmica.
O desenvolvimento da sociedade civil tomou forma de sindicatos, ONG’s, OI’s, associações, entre outros, que encontraram através da organização formal uma maneira de se infiltrar e institucionalizar sua influência e participação dentro dos mecanismos das integrações regionais.
Tendo como principais órgãos de representação de nível subnacional o Comitê das Regiões (CdR) e da participação civil o Comitê Econômico e Social Europeu (CES), o presente artigo busca investigar qual o papel das ações desses órgãos junto ao conjunto da União Europeia.
No caso do MERCOSUL, serão analisados o Foro Consultivo de Municípios, Estados Federados, Províncias e Departamentos do MERCOSUL (FCCR) e o Foro Consultivo Econômico e Social (FCES).
Para isso, utilizamos uma tipologia que define a sociedade civil em quatro papeis: parceira, legitimadora, manipuladora e contestadora.
A primeira sessão do artigo define e explora essas tipologias, enquanto as seções seguintes buscam investigar a origem, principais atores, e o grau de autonomia dos órgãos supracitados.
Nas considerações finais busca-se, a partir das características levantadas sobre as instituições, associá-las às tipologias afim de refletir quais interações e pressões dessas agências sobre a União Europeia e o MERCOSUL.
Related Results
Arquétipo de governança para sistema de esgotamento sanitário adequado
Arquétipo de governança para sistema de esgotamento sanitário adequado
O Serviço de Esgotamento Sanitário (SES), para além da infraestrutura necessária, requer instituições capazes de garantir o fornecimento adequado dos serviços. Para tanto, o tema d...
Democracia, institucionalidade e processos decisórios no MERCOSUL e na União Europeia
Democracia, institucionalidade e processos decisórios no MERCOSUL e na União Europeia
O presente artigo apresenta reflexões sobre os processos de decisão do Mercosul e da União Europeia, tendo em vista a correlação destes processos com a institucionalidade e a norma...
INTERNACIONALIZAÇÃO E GOVERNANÇA NAS MAIORES COMPANHIAS ABERTAS DO BRASIL
INTERNACIONALIZAÇÃO E GOVERNANÇA NAS MAIORES COMPANHIAS ABERTAS DO BRASIL
O estudo examina em que medida a internacionalização das 100 maiores companhias abertas do Brasil afeta a qualidade de seus mecanismos de governança corporativa. A internacionaliza...
Governança Corporativa no Âmbito da Administração Pública
Governança Corporativa no Âmbito da Administração Pública
A governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de ...
Associação da Governança Corporativa com a Remuneração e a Opinião dos Auditores em Bancos Brasileiros
Associação da Governança Corporativa com a Remuneração e a Opinião dos Auditores em Bancos Brasileiros
Este estudo teve por objetivo avaliar a associação dos níveis de governança corporativa nos bancos brasileiros com a remuneração dos auditores, considerando os efeitos risco ou dem...
A inadequação das teorias integracionistas eurocêntricas para analisar o MERCOSUL
A inadequação das teorias integracionistas eurocêntricas para analisar o MERCOSUL
Cada projeto de integração regional possui um embasamento histórico, político e econômico muito específico. A experiência integracionista europeia é única. Do mesmo modo é o caso d...
Governança que transforma: estratégias de governança para as micro, pequenas e médias empresas em Pernambuco
Governança que transforma: estratégias de governança para as micro, pequenas e médias empresas em Pernambuco
Objetivo: Este artigo tem como objetivo analisar as práticas de governança adotadas pelas pequenas empresas que compõem o Arranjo Produtivo Local de Confecções do Agreste de Pernam...
Gastos indiretos da União: relevância na gestão da Política Fiscal, evolução recente e perspectivas de aprimoramento da governança
Gastos indiretos da União: relevância na gestão da Política Fiscal, evolução recente e perspectivas de aprimoramento da governança
O presente trabalho tem por objetivo evidenciar a estrutura dual de financiamento de políticas públicas da União e, nesse contexto, sua relevância para a gestão da política fiscal....

