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ASPECTOS DA HISTÓRIA NATURAL DE POTAMOTRYGON LEOPOLDI CASTEX E CASTELLO 1970 (MYLIOBATIFORMES: POTAMOTRYGONIDAE): ARRAIA ENDÊMICA DO RIO XINGU, AMAZÔNIA BRASILEIRA

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Introdução: A arraia-de-fogo Potamotrygon leopoldi (Castex e Castello 1970), é uma arraia pertencente a ordem dos Myliobatiformes, família Potamotrygonidae, tipicamente de água doce. Objetivo: O estudo teve como objetivo descrever alguns aspectos da história natural da arraia-de-fogo, através de revisão bibliográfica. Metodologia: Levantamentos bibliográficos foram realizados em plataformas de periódicos acadêmicos e repositórios institucionais, como: Google Scholar, Web of Science, Science Direct, PubMed, ICMBio e IUCN. As palavras-chave utilizadas foram: “Potamotrygon”, “Potamotrygon leopoldi”, “Potamotrygonidae”, “arraia-de-fogo” e “Xingu river ray”. Resultados: Essa espécie é endêmica do rio Xingu, ocorrendo em toda a bacia, e apresenta um importante papel no mercado ornamental internacional. A arraia-de-fogo apresenta hábito bentônico, podendo ser encontrada em ambientes de águas rasas, em substrato arenoso e rochoso. Sua dieta é baseada em peixes de pequeno porte e invertebrados; apresentando clara preferência por gastrópodes. O dimorfismo sexual é bem aparente pela presença do clásper em machos, mas também no padrão de crescimento (i.e., fêmeas apresentam disco mais largo), na maturidade sexual (i.e., machos estão aptos a reprodução entre 4-5 anos e fêmeas entre 6-7 anos) e longevidade (i.e., fêmeas vivem em média até 28 anos, enquanto machos, em média 15 anos). Elas reproduzem por viviparidade trofodérmica-matrotrófica, com período de gestação de 5 a 6 meses e fecundidade mediana. Sua reprodução é diretamente influenciada pelo ciclo hidrológico do rio Xingu, com nascimentos ocorrendo principalmente na estação chuvosa. Sua reprodução em cativeiro em larga escala já é dominada, principalmente nos países asiáticos. Como na maioria das arraias, apresenta escamas modificadas num ferrão venenoso em sua cauda. Ao longo da sua vida há a diminuição da toxicidade do veneno, porém sem alterações na sua composição, provavelmente devido a diminuição da pressão de predação de adultos. Conclusão: Atualmente a Potamotrygon leopoldi encontra-se categorizada pelo ICMBio como quase ameaçada (NT). O principal motivo pela diminuição de sua população são os impactos advindos da degradação e perda de habitat, como barramentos hidrelétricos. Existem apontamentos de impacto por coleta para fins ornamentais, mas estudos mais precisos para confirmar esse fato se fazem necessários.
Title: ASPECTOS DA HISTÓRIA NATURAL DE POTAMOTRYGON LEOPOLDI CASTEX E CASTELLO 1970 (MYLIOBATIFORMES: POTAMOTRYGONIDAE): ARRAIA ENDÊMICA DO RIO XINGU, AMAZÔNIA BRASILEIRA
Description:
Introdução: A arraia-de-fogo Potamotrygon leopoldi (Castex e Castello 1970), é uma arraia pertencente a ordem dos Myliobatiformes, família Potamotrygonidae, tipicamente de água doce.
Objetivo: O estudo teve como objetivo descrever alguns aspectos da história natural da arraia-de-fogo, através de revisão bibliográfica.
Metodologia: Levantamentos bibliográficos foram realizados em plataformas de periódicos acadêmicos e repositórios institucionais, como: Google Scholar, Web of Science, Science Direct, PubMed, ICMBio e IUCN.
As palavras-chave utilizadas foram: “Potamotrygon”, “Potamotrygon leopoldi”, “Potamotrygonidae”, “arraia-de-fogo” e “Xingu river ray”.
Resultados: Essa espécie é endêmica do rio Xingu, ocorrendo em toda a bacia, e apresenta um importante papel no mercado ornamental internacional.
A arraia-de-fogo apresenta hábito bentônico, podendo ser encontrada em ambientes de águas rasas, em substrato arenoso e rochoso.
Sua dieta é baseada em peixes de pequeno porte e invertebrados; apresentando clara preferência por gastrópodes.
O dimorfismo sexual é bem aparente pela presença do clásper em machos, mas também no padrão de crescimento (i.
e.
, fêmeas apresentam disco mais largo), na maturidade sexual (i.
e.
, machos estão aptos a reprodução entre 4-5 anos e fêmeas entre 6-7 anos) e longevidade (i.
e.
, fêmeas vivem em média até 28 anos, enquanto machos, em média 15 anos).
Elas reproduzem por viviparidade trofodérmica-matrotrófica, com período de gestação de 5 a 6 meses e fecundidade mediana.
Sua reprodução é diretamente influenciada pelo ciclo hidrológico do rio Xingu, com nascimentos ocorrendo principalmente na estação chuvosa.
Sua reprodução em cativeiro em larga escala já é dominada, principalmente nos países asiáticos.
Como na maioria das arraias, apresenta escamas modificadas num ferrão venenoso em sua cauda.
Ao longo da sua vida há a diminuição da toxicidade do veneno, porém sem alterações na sua composição, provavelmente devido a diminuição da pressão de predação de adultos.
Conclusão: Atualmente a Potamotrygon leopoldi encontra-se categorizada pelo ICMBio como quase ameaçada (NT).
O principal motivo pela diminuição de sua população são os impactos advindos da degradação e perda de habitat, como barramentos hidrelétricos.
Existem apontamentos de impacto por coleta para fins ornamentais, mas estudos mais precisos para confirmar esse fato se fazem necessários.

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