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EDITORIAL

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Este volume do BPG oferece um conjunto de contribuições muito especiais para a evolução conceitual das geociências no Brasil, por envolver diferentes abordagens sobre a geodiversidade. Com um time de autores que reflete o estado da arte em boa parte do território brasileiro e com exemplos de outros países, revela-se um panorama consolidado sobre novos rumos na pesquisa geocientífica, que se aproxima das ciências sociais, oferecendo este conhecimento como aporte cultural necessário à cidadania plena e à inclusão.São notórias as consequências sociais, para o Brasil, da descoberta do petróleo e sua possibilidade de extração abaixo da camada de sal das bacias sedimentares costeiras e, por isso, dificilmente este assunto é ignorado, atualmente, em escolas, na mídia ou pela comunidade em geral. O interesse despertado pela geologia, em função do potencial econômico, trouxe em seu bojo a importância da divulgação científica e a necessidade de aumento na massa crítica para questões ligadas ao substrato geológico. Não se pode conduzir um país ignorando-se a geologia no gerenciamento do território e esta geologia não possui somente um valor econômico, mas outros valores que podem estar sujeitos a risco.                As ideias de patrimônio geológico ou de patrimônio mineiro são fruto de um amadurecimento científico e de uma consciência social que transcendeu os limites da ciência e abrange questões que tocam a todos os cidadãos deste século XXI. Inicialmente incentivado pela UNESCO, este novo segmento do pensamento geocientífico encontrou eco em vários países e vem se desenvolvendo no Brasil de forma vertiginosa. Não obstante as preocupações com conservação e divulgação da geodiversidade tenham exemplos mais antigos, foi no início dos anos 2000 que o chamado trinômio “geodiversidade-geoturismo-geoconservação” cravou suas raízes no Brasil. Desde então, houve uma difusão assombrosa deste novo paradigma entre geólogos, geógrafos e profissionais ligados ao meio-ambiente, turismo e órgãos de cultura. A geologia vem se tornando menos hermética para a população e participa mais incisivamente no processo de educação e inclusão social.                Em sintonia com as rápidas mudanças que acontecem nestes novos tempos, o Boletim Paranaense de Geociências abre suas portas para a publicação de artigos neste novo segmento de pesquisa, mantendo o espírito que norteou o seu surgimento e sua história como importante periódico no panorama nacional. Esperamos que o conteúdo deste volume inspire novas contribuições e que possa subsidiar novas pesquisas e avanços nesta área e em outras. Antonio LiccardoEditor-associado
Title: EDITORIAL
Description:
Este volume do BPG oferece um conjunto de contribuições muito especiais para a evolução conceitual das geociências no Brasil, por envolver diferentes abordagens sobre a geodiversidade.
Com um time de autores que reflete o estado da arte em boa parte do território brasileiro e com exemplos de outros países, revela-se um panorama consolidado sobre novos rumos na pesquisa geocientífica, que se aproxima das ciências sociais, oferecendo este conhecimento como aporte cultural necessário à cidadania plena e à inclusão.
São notórias as consequências sociais, para o Brasil, da descoberta do petróleo e sua possibilidade de extração abaixo da camada de sal das bacias sedimentares costeiras e, por isso, dificilmente este assunto é ignorado, atualmente, em escolas, na mídia ou pela comunidade em geral.
O interesse despertado pela geologia, em função do potencial econômico, trouxe em seu bojo a importância da divulgação científica e a necessidade de aumento na massa crítica para questões ligadas ao substrato geológico.
Não se pode conduzir um país ignorando-se a geologia no gerenciamento do território e esta geologia não possui somente um valor econômico, mas outros valores que podem estar sujeitos a risco.
                As ideias de patrimônio geológico ou de patrimônio mineiro são fruto de um amadurecimento científico e de uma consciência social que transcendeu os limites da ciência e abrange questões que tocam a todos os cidadãos deste século XXI.
Inicialmente incentivado pela UNESCO, este novo segmento do pensamento geocientífico encontrou eco em vários países e vem se desenvolvendo no Brasil de forma vertiginosa.
Não obstante as preocupações com conservação e divulgação da geodiversidade tenham exemplos mais antigos, foi no início dos anos 2000 que o chamado trinômio “geodiversidade-geoturismo-geoconservação” cravou suas raízes no Brasil.
Desde então, houve uma difusão assombrosa deste novo paradigma entre geólogos, geógrafos e profissionais ligados ao meio-ambiente, turismo e órgãos de cultura.
A geologia vem se tornando menos hermética para a população e participa mais incisivamente no processo de educação e inclusão social.
                Em sintonia com as rápidas mudanças que acontecem nestes novos tempos, o Boletim Paranaense de Geociências abre suas portas para a publicação de artigos neste novo segmento de pesquisa, mantendo o espírito que norteou o seu surgimento e sua história como importante periódico no panorama nacional.
Esperamos que o conteúdo deste volume inspire novas contribuições e que possa subsidiar novas pesquisas e avanços nesta área e em outras.
 Antonio LiccardoEditor-associado.

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