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Modernização, riscos sociais e psicossociais
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O processo de modernização vivenciado, principalmente nas duas últimas décadas do século passado e nas décadas iniciais do século XXI, apresenta alguns riscos sociais e psicossociais que são fenôme-nos resultantes desse processo. Existem tentativas de minimizá-los de diferentes maneiras, mas nem todos os países conseguiram efetivamente minimizar os riscos pré-modernos, chamados de “visíveis” e os riscos “invisíveis” que estão muito atrelados ao desenvolvimento da tecnologia gerando desafios. Existem visões sobre os padrões culturais contemporâneos que apontam em sentidos diferentes: ou de valores de autoexpressão, ou de sentimento de luto. O objetivo do presente estudo é identificar se existem efeitos nos valores de autoexpressão e no sentimento de luto como desdobramentos culturais à modernização contemporânea, que não são opostos, mas complementares. Para tanto, foram realiza-das uma revisão teórica e uma testagem empírica sobre a relação entre os riscos sociais e psicossociais - a partir da obra de Beck (2010) – e o sentimento de luto - identificado na obra de Zizek (2010) -, e uma análise quantitativa a partir dos dados da sétima rodada (2017/2020) da Pesquisa Mundial de Valores, para a testagem empírica de valores de autoexpressão e sobrevivência identificados por In-glehart e Wezel (2009). A hipótese é que tais valores, de autoexpressão e sobrevivência, materializam culturalmente a dicotomia entre os riscos e o luto, especialmente num mundo em mudança e que há grande oscilação entre perspectivas otimistas e pessimistas sobre os efeitos da modernização. O mun-do vem passando por profundas mudanças tecnológicas, econômicas e sociais que podem ser medidas de forma quantitativa, em índices e indicadores de desenvolvimento humano e social, mas também de formação de valores. A modernização dos últimos séculos trouxe alento para vastas camadas da po-pulação, mas também trouxe desesperança e medo. O medo já foi relacionado aos valores de sobrevi-vência, mas ele também pode estar, como sentimento de luto, relacionado aos valores de autoexpres-são, numa espécie de cansaço que as pessoas estão tendo com esse apelo todo por felicidade, autoa-juda, segurança e conforto.
APESC - Associacao Pro-Ensino em Santa Cruz do Sul
Title: Modernização, riscos sociais e psicossociais
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O processo de modernização vivenciado, principalmente nas duas últimas décadas do século passado e nas décadas iniciais do século XXI, apresenta alguns riscos sociais e psicossociais que são fenôme-nos resultantes desse processo.
Existem tentativas de minimizá-los de diferentes maneiras, mas nem todos os países conseguiram efetivamente minimizar os riscos pré-modernos, chamados de “visíveis” e os riscos “invisíveis” que estão muito atrelados ao desenvolvimento da tecnologia gerando desafios.
Existem visões sobre os padrões culturais contemporâneos que apontam em sentidos diferentes: ou de valores de autoexpressão, ou de sentimento de luto.
O objetivo do presente estudo é identificar se existem efeitos nos valores de autoexpressão e no sentimento de luto como desdobramentos culturais à modernização contemporânea, que não são opostos, mas complementares.
Para tanto, foram realiza-das uma revisão teórica e uma testagem empírica sobre a relação entre os riscos sociais e psicossociais - a partir da obra de Beck (2010) – e o sentimento de luto - identificado na obra de Zizek (2010) -, e uma análise quantitativa a partir dos dados da sétima rodada (2017/2020) da Pesquisa Mundial de Valores, para a testagem empírica de valores de autoexpressão e sobrevivência identificados por In-glehart e Wezel (2009).
A hipótese é que tais valores, de autoexpressão e sobrevivência, materializam culturalmente a dicotomia entre os riscos e o luto, especialmente num mundo em mudança e que há grande oscilação entre perspectivas otimistas e pessimistas sobre os efeitos da modernização.
O mun-do vem passando por profundas mudanças tecnológicas, econômicas e sociais que podem ser medidas de forma quantitativa, em índices e indicadores de desenvolvimento humano e social, mas também de formação de valores.
A modernização dos últimos séculos trouxe alento para vastas camadas da po-pulação, mas também trouxe desesperança e medo.
O medo já foi relacionado aos valores de sobrevi-vência, mas ele também pode estar, como sentimento de luto, relacionado aos valores de autoexpres-são, numa espécie de cansaço que as pessoas estão tendo com esse apelo todo por felicidade, autoa-juda, segurança e conforto.
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