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O PROTAGONISTA PÍCARO DO ROMANCE EL MUNDO ALUCINANTE, DE REINALDO ARENAS
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A picaresca clássica espanhola é constituída por um conjunto de três obras: Lazarillo de Tormes (1553), romance anônimo, Guzmán de Alfarache (1599-1604), de Mateo Alemán e El Buscón (1626), de Francisco de Quevedo. Nesses livros, o personagem central é um pícaro, que tenta ascender socialmente e, em síntese, abandonar a sua condição de personagem marginalizado, para integrar-se à sociedade que o rodeia e o repele. Levando em conta o exposto, o nosso propósito é analisar o protagonista do romance El mundo alucinante, Servando Teresa de Mier, do cubano Reinaldo Arenas, ressaltando elementos de sua construção que o aproximam do pícaro espanhol. Nesse sentido, verificamos que Servando, ao longo das peripécias narrativas, assume comportamentos e atitudes próprias dos pícaros e, dessa maneira, ele pode ser considerado como um personagem que apresenta traços dos pícaros espanhóis em suas ações e no confronto que se estabelece entre ele e a sociedade que o rodeia. Como suporte para análise pretendida, pautar-nos-emos pelos estudos críticos de Bakhtin (1981), Barthes (1978), Eco (1985), González (1994), Hutcheon (1989).
Title: O PROTAGONISTA PÍCARO DO ROMANCE EL MUNDO ALUCINANTE, DE REINALDO ARENAS
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A picaresca clássica espanhola é constituída por um conjunto de três obras: Lazarillo de Tormes (1553), romance anônimo, Guzmán de Alfarache (1599-1604), de Mateo Alemán e El Buscón (1626), de Francisco de Quevedo.
Nesses livros, o personagem central é um pícaro, que tenta ascender socialmente e, em síntese, abandonar a sua condição de personagem marginalizado, para integrar-se à sociedade que o rodeia e o repele.
Levando em conta o exposto, o nosso propósito é analisar o protagonista do romance El mundo alucinante, Servando Teresa de Mier, do cubano Reinaldo Arenas, ressaltando elementos de sua construção que o aproximam do pícaro espanhol.
Nesse sentido, verificamos que Servando, ao longo das peripécias narrativas, assume comportamentos e atitudes próprias dos pícaros e, dessa maneira, ele pode ser considerado como um personagem que apresenta traços dos pícaros espanhóis em suas ações e no confronto que se estabelece entre ele e a sociedade que o rodeia.
Como suporte para análise pretendida, pautar-nos-emos pelos estudos críticos de Bakhtin (1981), Barthes (1978), Eco (1985), González (1994), Hutcheon (1989).
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