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Le Cocq e Cara de Cavalo: iconofilia, iconoclastia e disputas de memória

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As histórias de vida e morte do detetive Milton Le Cocq D’Oliveira e do bandido Manoel Moreira, vulgo Cara de Cavalo, são algumas das narrativas mais conhecidas da crônica policial carioca do século XX. A condição cambiável de protagonista-antagonista desses personagens em diferentes discursos, que se formulam e reformulam desde a década de 1960, resultou na proliferação de narrativas e memórias diferencialmente enquadradas que circulam e se replicam a partir de variados meios e públicos. Neste trabalho, apresentamos certas histórias sobre Le Cocq e Manoel Moreira. Com base nelas, demonstramos como diferentes enquadramentos de memórias sobre suas trajetórias entram em disputa e colisão, criando uma espécie de fluxo ou circulação de gestos iconofílicos e iconoclásticos opostos e recíprocos, conforme estruturas narrativas que posicionam os personagens em polos antagônicos. Isso também serve à diferenciação de grupos sociais e ao estabelecimento de nichos de memória e artefatos culturais.
PPUFU - Portal de Periódicos da Universidade Federal de Uberlândia
Title: Le Cocq e Cara de Cavalo: iconofilia, iconoclastia e disputas de memória
Description:
As histórias de vida e morte do detetive Milton Le Cocq D’Oliveira e do bandido Manoel Moreira, vulgo Cara de Cavalo, são algumas das narrativas mais conhecidas da crônica policial carioca do século XX.
A condição cambiável de protagonista-antagonista desses personagens em diferentes discursos, que se formulam e reformulam desde a década de 1960, resultou na proliferação de narrativas e memórias diferencialmente enquadradas que circulam e se replicam a partir de variados meios e públicos.
Neste trabalho, apresentamos certas histórias sobre Le Cocq e Manoel Moreira.
Com base nelas, demonstramos como diferentes enquadramentos de memórias sobre suas trajetórias entram em disputa e colisão, criando uma espécie de fluxo ou circulação de gestos iconofílicos e iconoclásticos opostos e recíprocos, conforme estruturas narrativas que posicionam os personagens em polos antagônicos.
Isso também serve à diferenciação de grupos sociais e ao estabelecimento de nichos de memória e artefatos culturais.

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