Javascript must be enabled to continue!
O princípio da participação e a criação e gestão das áreas protegidas na perspectiva do Direito Ambiental Global
View through CrossRef
O princípio da participação é um dos pilares do direito ambiental global e envolve, de um modo geral, a participação da sociedade na proteção do meio ambiente, conformando a boa governança ambiental. A criação e gestão de áreas protegidas não é exceção e depende, para sua efetividade na preservação de diversidade biológica, da participação dos grupos afetados, em especial de populações tradicionais residentes. A prática de instituição de espaços protegidos de cima para baixo, de forma autoritária, em geral não produz efeitos satisfatórios. No entanto, na contramão do direito ambiental global, o Brasil continua a utilizar, nessa seara, formas fracas de participação, consubstanciadas em consultas públicas, sem caráter vinculante, para a criação de unidades de conservação, e conselhos meramente consultivos para 10 das 12 categorias de manejo previstas pela Lei nº 9.985/2000. Na Austrália, ao contrário, a cogestão vem se desenhando como um instrumento capaz de alcançar níveis mais altos de participação na gestão de parques nacionais, o que conduz à implementação do princípio da participação, nos moldes propugnados pelo direito ambiental global. Esse instrumento deveria, assim, ser adotado em países que possuem populações tradicionais residentes em áreas protegidas restritivas (UICN categorias I e II) e que não possuem mecanismos que garantam a sua participação seja na criação, seja na gestão desses espaços.
Centro de Ensino Unificado de Brasilia
Title: O princípio da participação e a criação e gestão das áreas protegidas na perspectiva do Direito Ambiental Global
Description:
O princípio da participação é um dos pilares do direito ambiental global e envolve, de um modo geral, a participação da sociedade na proteção do meio ambiente, conformando a boa governança ambiental.
A criação e gestão de áreas protegidas não é exceção e depende, para sua efetividade na preservação de diversidade biológica, da participação dos grupos afetados, em especial de populações tradicionais residentes.
A prática de instituição de espaços protegidos de cima para baixo, de forma autoritária, em geral não produz efeitos satisfatórios.
No entanto, na contramão do direito ambiental global, o Brasil continua a utilizar, nessa seara, formas fracas de participação, consubstanciadas em consultas públicas, sem caráter vinculante, para a criação de unidades de conservação, e conselhos meramente consultivos para 10 das 12 categorias de manejo previstas pela Lei nº 9.
985/2000.
Na Austrália, ao contrário, a cogestão vem se desenhando como um instrumento capaz de alcançar níveis mais altos de participação na gestão de parques nacionais, o que conduz à implementação do princípio da participação, nos moldes propugnados pelo direito ambiental global.
Esse instrumento deveria, assim, ser adotado em países que possuem populações tradicionais residentes em áreas protegidas restritivas (UICN categorias I e II) e que não possuem mecanismos que garantam a sua participação seja na criação, seja na gestão desses espaços.
Related Results
OS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS
OS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS
I. Organização do funcionalismo municipal1. A Autonomia dos Municípios e a organização de seu funcionalismo — A Constituição Federal assegura, aos Municípios, a autonomia de autogo...
A participação social na construção do Direito Ambiental Global
A participação social na construção do Direito Ambiental Global
O direito ambiental global, conjunto de princípios jurídicos desenvolvido por sistemas regulatórios ambientais nacionais, internacionais e transnacionais para a proteção do meio am...
Direito em foco: perspectivas históricas e outras abordagens
Direito em foco: perspectivas históricas e outras abordagens
A obra “Direito em foco: História e outras abordagens” teve por finalidade dar visibilidade para o debate em torno do Direito e a sua História, isto é, busca-se discutir questões r...
Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas: a história dos 15 anos de ciência, resistência & construção da gestão na Amazônia
Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas: a história dos 15 anos de ciência, resistência & construção da gestão na Amazônia
No contexto da acelerada crise da biodiversidade, marcada pela sexta extinção em massa e pela pressão crescente dos sistemas socioeconômicos hegemônicos, a atuação eficaz das Áreas...
Estudos Avançados em Direito
Estudos Avançados em Direito
O Direito e seus meandros. Dinâmica pura. Nunca é só o Direito, muito menos é só a letra fria da lei. Interpretações, entendimentos, julgamentos, Cátedros e seus ensinamentos, dire...
O papel da Universidade Aberta à Terceira Idade na educação ambiental
O papel da Universidade Aberta à Terceira Idade na educação ambiental
Envelhecimento populacional e proteção ambiental vêm ganhando especial relevância, tendo em vista as recentes transformações econômicas, demográficas e sociais no conjunto da socie...
Direito humano ao trabalho digno
Direito humano ao trabalho digno
O Instituto Trabalho Digno lança a presente edição da Revista Laborare, que reúne artigos sobre estudos de casos relativos ao direito humano ao trabalho no Brasil. O Direito do Tra...
Interdisciplinaridade em Áreas Protegidas: usos e sustentabilidade
Interdisciplinaridade em Áreas Protegidas: usos e sustentabilidade
No Brasil as Áreas Protegidas são territórios demarcados e administrados com o intuito de conservar e preservar o patrimônio natural e cultural existentes em determinado local e no...

