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O riso e a ironia no relato de Marcos 5.1-20
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Os estudos bíblicos avançaram muito sobre a seara da crítica literária nos últimos tempos. As funções narrativas do texto, bem como a diversidade de gêneros literários que os compõe, foram analisadas sob diversos prismas. A utilização de ferramentas da crítica literária moderna colabora para a imersão em níveis mais profundos daquilo que pode ser motivador na feitura do texto, que vão desde a construção mítica do arquétipo do herói, passando pela influência de outras culturas, até a presença da cultura popular. Poucas são as pesquisas que se debruçaram sobre as características do risível presente nessas construções narrativas.O presente estudo não tem a pretensão de exaurir todas as questões sobre o tema do riso em textos sagrados. Antes, procura relacionar a presença clara de aspectos do riso e do risível, da ironia e do sarcasmo como constantes no Evangelho de Marcos 5.1-20, evidenciando aquilo que, para alguns críticos do riso (Henri Bergson, Georges Minois, Quintiliano, entre outros), denota a presença da ironia, do chiste e do risível como elementos narrativos. A dicotomia imposta pelos estudos clássicos dificulta a interconexão de estilos como sério e risonho, e pode ser justificada por outra dicotomia que divide o mundo entre sagrado e profano. Neste artigo, busca-se refletir que nos ambientes criativos essas divisões são artificiais e esvaziadas de sentido.
Title: O riso e a ironia no relato de Marcos 5.1-20
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Os estudos bíblicos avançaram muito sobre a seara da crítica literária nos últimos tempos.
As funções narrativas do texto, bem como a diversidade de gêneros literários que os compõe, foram analisadas sob diversos prismas.
A utilização de ferramentas da crítica literária moderna colabora para a imersão em níveis mais profundos daquilo que pode ser motivador na feitura do texto, que vão desde a construção mítica do arquétipo do herói, passando pela influência de outras culturas, até a presença da cultura popular.
Poucas são as pesquisas que se debruçaram sobre as características do risível presente nessas construções narrativas.
O presente estudo não tem a pretensão de exaurir todas as questões sobre o tema do riso em textos sagrados.
Antes, procura relacionar a presença clara de aspectos do riso e do risível, da ironia e do sarcasmo como constantes no Evangelho de Marcos 5.
1-20, evidenciando aquilo que, para alguns críticos do riso (Henri Bergson, Georges Minois, Quintiliano, entre outros), denota a presença da ironia, do chiste e do risível como elementos narrativos.
A dicotomia imposta pelos estudos clássicos dificulta a interconexão de estilos como sério e risonho, e pode ser justificada por outra dicotomia que divide o mundo entre sagrado e profano.
Neste artigo, busca-se refletir que nos ambientes criativos essas divisões são artificiais e esvaziadas de sentido.
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