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Imaginários sociodiscursivos sobre guerra e feminilidades: uma análise discursiva “A guerra não tem rosto de mulher”, de Svetlana Aleksiévitch

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Esta dissertação tem como foco a análise discursiva do livro A guerra não tem rosto de mulher, da autora ucraniana Svetlana Aleksiévitch (2016). A obra em questão confere uma reconstrução da história da Segunda Guerra Mundial, a partir da perspectiva de mulheres soviéticas que vivenciaram este acontecimento. Desse modo, buscamos identificar e analisar os imaginários sociodiscursivos relativos à guerra e feminilidades, construídos segundo os relatos de mulheres, que contam suas histórias em um contexto pós-guerra, entrecruzados por comentários romanceados de Svetlana. Sendo assim, nos apoiamos nos pressupostos teórico-metodológicos da Teoria Semiolinguística, de Patrick Charaudeau, de teorias do discurso que dialogam com esta e de contribuições da Literatura, a fim de prescrutar os principais temas evidenciados na obra e como as narrativas de vida encontradas naqueles relatos revelam indícios discursivos sobre a guerra e imaginários sobre mulheres. Nesse sentido, mobilizamos os conceitos de imaginários sociodiscursivos, contrato comunicacional e sujeitos da linguagem, além das categorias dos modos de organização do discurso (MOD) enunciativo e narrativo, que nos forneceram pistas para a realização da nossa análise tencionada. Desenvolvemos nossas investigações por meio de uma abordagem empírico-dedutiva, na qual realizamos fichamentos e tabelas de levantamento dos dados. Deste levantamento, executamos as análises e vimos a presença preponderante do comportamento enunciativo elocutivo, do tipo de conhecimento de experiência e do tipo de saber de crença de opinião comum. Finalmente identificamos que os imaginários referentes à guerra perpassam o domínio de um território de posse das masculinidades e os imaginários referentes às feminilidades são marcados por uma concepção enviesada do que é “ser mulher”, em um âmbito hegemônico, com imagens estereotipadas conforme atributos de sensibilidade, emotividade, delicadeza fragilidade e vaidade, por exemplo. Por fim, registramos que as vozes masculinas foram verificadas como constitutivas destes imaginários, que se fazem notar ao longo de toda a obra. Palavras-Chave: Análise do Discurso. Svetlana Aleksiévitch. Imaginários Sociodiscursivos. Guerra. Feminilidades.
Pro-Reitoria de Pesquisa e Pos-Graduacai - UFV
Title: Imaginários sociodiscursivos sobre guerra e feminilidades: uma análise discursiva “A guerra não tem rosto de mulher”, de Svetlana Aleksiévitch
Description:
Esta dissertação tem como foco a análise discursiva do livro A guerra não tem rosto de mulher, da autora ucraniana Svetlana Aleksiévitch (2016).
A obra em questão confere uma reconstrução da história da Segunda Guerra Mundial, a partir da perspectiva de mulheres soviéticas que vivenciaram este acontecimento.
Desse modo, buscamos identificar e analisar os imaginários sociodiscursivos relativos à guerra e feminilidades, construídos segundo os relatos de mulheres, que contam suas histórias em um contexto pós-guerra, entrecruzados por comentários romanceados de Svetlana.
Sendo assim, nos apoiamos nos pressupostos teórico-metodológicos da Teoria Semiolinguística, de Patrick Charaudeau, de teorias do discurso que dialogam com esta e de contribuições da Literatura, a fim de prescrutar os principais temas evidenciados na obra e como as narrativas de vida encontradas naqueles relatos revelam indícios discursivos sobre a guerra e imaginários sobre mulheres.
Nesse sentido, mobilizamos os conceitos de imaginários sociodiscursivos, contrato comunicacional e sujeitos da linguagem, além das categorias dos modos de organização do discurso (MOD) enunciativo e narrativo, que nos forneceram pistas para a realização da nossa análise tencionada.
Desenvolvemos nossas investigações por meio de uma abordagem empírico-dedutiva, na qual realizamos fichamentos e tabelas de levantamento dos dados.
Deste levantamento, executamos as análises e vimos a presença preponderante do comportamento enunciativo elocutivo, do tipo de conhecimento de experiência e do tipo de saber de crença de opinião comum.
Finalmente identificamos que os imaginários referentes à guerra perpassam o domínio de um território de posse das masculinidades e os imaginários referentes às feminilidades são marcados por uma concepção enviesada do que é “ser mulher”, em um âmbito hegemônico, com imagens estereotipadas conforme atributos de sensibilidade, emotividade, delicadeza fragilidade e vaidade, por exemplo.
Por fim, registramos que as vozes masculinas foram verificadas como constitutivas destes imaginários, que se fazem notar ao longo de toda a obra.
Palavras-Chave: Análise do Discurso.
Svetlana Aleksiévitch.
Imaginários Sociodiscursivos.
Guerra.
Feminilidades.

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