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Indústria 4.0 no Brasil: perspectivas e desafios

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As Revoluções Industriais apresentam formas disruptivas, trazendo mudanças de paradigmas que impactam as mais variadas áreas da sociedade, transformando, principalmente, a forma como a matéria é processada para a fabricação dos bens de consumo. Segundo Viana (2022), Durante a Primeira Revolução Industrial, as instalações de produção mecânica foram desenvolvidas com a ajuda de fontes de água e vapor. Durante a Segunda Revolução Industrial, a produção em massa foi realizada com a ajuda de energia elétrica. Durante a Terceira Revolução Industrial, as tecnologias eletrônicas e de informação foram introduzidas, promovendo a automação da produção. Durante a Quarta Revolução Industrial, o uso de sistemas ciberfísicos (CPS) desencadeou uma mudança de paradigma nas indústrias, em particular no setor de manufatura. Impulsionada pelo crescente desenvolvimento da tecnologia, principalmente das IoT (Internet of Things) e dos Sistemas Ciberfísicos (CPS), a quarta Revolução Industrial trouxe uma nova forma de processamento da matéria prima, possibilitando a aplicação da tecnologia na indústria, que passou a ser considerada como Indústria 4.0. Ela é respaldada por 6 princípios, sendo eles: Interoperabilidade: a capacidade de máquinas, dispositivos, sensores e pessoas de conectar e comunicar através da Internet das Coisas (IoT) e Computação em Nuvem. Descentralização: a habilidade de sistemas ciber-físicos de tomar decisões por conta própria e executar tarefas da forma mais autônoma possível. Orientação ao serviço: a habilidade de sistemas ciber-físicos de ajudar humanos ao agregar e visualizar informações sobre a fábrica e, então, sugerir soluções. Além da capacidade de apoiar fisicamente os seres humanos em tarefas exaustivas ou inseguras. Virtualização: a habilidade de sistemas de informação de criar cópias virtuais das fábricas inteligentes, permitindo a rastreabilidade e monitoramento remoto de todos os processos. Capacidade em tempo real: coleta e análise de dados e entrega de conhecimento de forma instantânea, permitindo a tomada de decisões em tempo real. Modularidade: adaptação flexível das fábricas inteligentes para requisitos mutáveis através da reposição ou expansão de módulos individuais (TAKAYAMA e PANHAN, 2022). Entretanto, sabe-se que a implementação deste modelo industrial no Brasil perpassa por muitos desafios. Dentre eles, pode-se citar: a facilidade de ataques cibernéticos, devido à falta de estrutura e equipamentos adequados; a baixa escolaridade dos funcionários; o alto investimento para implementação; a dificuldade de se estabelecer uma padronização na comunicação entre os sistemas, equipamentos ou entre a máquina e o operador; alto consumo de energia elétrica; a falta de capacitação dos fornecedores da cadeia produtiva, entre outros (PACCHINI et al., 2020). Nesse contexto, este capítulo tem como objetivo trazer uma breve reflexão sobre as perspectivas e os desafios para a implementação da indústria 4.0 no Brasil. Para isso, realizou-se uma revisão de literatura, selecionando apenas artigos científicos publicados nos últimos 2 anos, ou seja, de 2020 a 2022.
Title: Indústria 4.0 no Brasil: perspectivas e desafios
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As Revoluções Industriais apresentam formas disruptivas, trazendo mudanças de paradigmas que impactam as mais variadas áreas da sociedade, transformando, principalmente, a forma como a matéria é processada para a fabricação dos bens de consumo.
Segundo Viana (2022), Durante a Primeira Revolução Industrial, as instalações de produção mecânica foram desenvolvidas com a ajuda de fontes de água e vapor.
Durante a Segunda Revolução Industrial, a produção em massa foi realizada com a ajuda de energia elétrica.
Durante a Terceira Revolução Industrial, as tecnologias eletrônicas e de informação foram introduzidas, promovendo a automação da produção.
Durante a Quarta Revolução Industrial, o uso de sistemas ciberfísicos (CPS) desencadeou uma mudança de paradigma nas indústrias, em particular no setor de manufatura.
Impulsionada pelo crescente desenvolvimento da tecnologia, principalmente das IoT (Internet of Things) e dos Sistemas Ciberfísicos (CPS), a quarta Revolução Industrial trouxe uma nova forma de processamento da matéria prima, possibilitando a aplicação da tecnologia na indústria, que passou a ser considerada como Indústria 4.
Ela é respaldada por 6 princípios, sendo eles: Interoperabilidade: a capacidade de máquinas, dispositivos, sensores e pessoas de conectar e comunicar através da Internet das Coisas (IoT) e Computação em Nuvem.
Descentralização: a habilidade de sistemas ciber-físicos de tomar decisões por conta própria e executar tarefas da forma mais autônoma possível.
Orientação ao serviço: a habilidade de sistemas ciber-físicos de ajudar humanos ao agregar e visualizar informações sobre a fábrica e, então, sugerir soluções.
Além da capacidade de apoiar fisicamente os seres humanos em tarefas exaustivas ou inseguras.
Virtualização: a habilidade de sistemas de informação de criar cópias virtuais das fábricas inteligentes, permitindo a rastreabilidade e monitoramento remoto de todos os processos.
Capacidade em tempo real: coleta e análise de dados e entrega de conhecimento de forma instantânea, permitindo a tomada de decisões em tempo real.
Modularidade: adaptação flexível das fábricas inteligentes para requisitos mutáveis através da reposição ou expansão de módulos individuais (TAKAYAMA e PANHAN, 2022).
Entretanto, sabe-se que a implementação deste modelo industrial no Brasil perpassa por muitos desafios.
Dentre eles, pode-se citar: a facilidade de ataques cibernéticos, devido à falta de estrutura e equipamentos adequados; a baixa escolaridade dos funcionários; o alto investimento para implementação; a dificuldade de se estabelecer uma padronização na comunicação entre os sistemas, equipamentos ou entre a máquina e o operador; alto consumo de energia elétrica; a falta de capacitação dos fornecedores da cadeia produtiva, entre outros (PACCHINI et al.
, 2020).
Nesse contexto, este capítulo tem como objetivo trazer uma breve reflexão sobre as perspectivas e os desafios para a implementação da indústria 4.
0 no Brasil.
Para isso, realizou-se uma revisão de literatura, selecionando apenas artigos científicos publicados nos últimos 2 anos, ou seja, de 2020 a 2022.

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