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Mixoma ovariano em paciente pós-menopausa: relato de caso

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Introdução: O mixoma ovariano é um tumor mesenquimal, raro, benigno, que pode ser localmente invasivo, com apenas 16 casos relatados em literatura. É descrito como massa anexial unilateral em pacientes em idade reprodutiva, entre 16 e 50 anos. Há autores que consideram que os mixomas ovarianos são uma variedade do grupo dos fibromas-tecomas, tumores do estroma ovariano, devido às suas características histológicas. Sem relatos em pacientes pós-menopausa. Os fatores de risco são semelhantes aos dos demais tumores ovarianos. Relato do caso: M.M.D.O., 70 anos, hipertensa, tabagista, duas gestações anteriores com dois partos vaginais, menopausa aos 48 anos, admitida no serviço de ginecologia em 29/01/24 por massa abdomino-pélvica expansiva. Exame físico evidencia abdome flácido, indolor, com massa palpável pouco móvel, endurecida e que se estende até 3 cm abaixo de cicatriz umbilical. Segue-se investigação diagnóstica com ultrassonografia transvaginal cujo diagnóstico foi formação expansiva ovalar, sólida, de contorno perilesional com IR de 0,57 em localização pélvica mediana e suprauterina, havendo plano de clivagem com o útero. Realizou ressonância magnética que evidencia em consonância volumosa formação expansiva, bem delimitada, de aspecto cístico, ocupando o compartimento anterior da pelve, centrado, medindo 120x90x100 mm; além de útero rechaçado posteriormente e pequeno sinal heterogêneo devido a espessamento irregular de zona juncional. Exames laboratoriais com marcadores tumorais: LDH: 372.8; HCG: 4.0; CEA: 4.6; CA 125: 24.3; AFP: 4.4; CA 19.9: 9.3. Todos dentro da normalidade. Submetida à histerectomia total abdominal com anexectomia bilateral, omentectomia e biópsia de goteiras parietocólicas em 02/03/24. Evoluiu bem no pós-operatório, tendo alta em 05/03/2024. Retorna ao ambulatório para laudo anatomopatológico que evidencia neoplasia pouco diferenciada de ovário direito constituída por proliferação de células fusiformes e estreladas de baixo grau, ocupando toda a cavidade ovariana. Serosa ovariana livre, bem como ausência de invasão angiolinfática e perineural. Linfonodos livres. Não havendo figuras de necrose ou mitoses. Solicitada imuno-histoquímica que revela o perfil de imunoexpressão associado aos aspectos morfológicos, compatível com o diagnóstico de mixoma ovariano no material em estudo, não sendo necessário tratamento complementar como rádio e quimioterapia; apenas seguimento ambulatorial oncológico, que será feito no mesmo hospital. Conclusão: A importância deste relato está no diagnóstico de um tumor ovariano raro, típico do menacme, em paciente 20 anos pós-menopausa. Pode este ser um caso pontual. Porém, tendo em vista a relevância e pouco estudo de tal tipo histológico, principalmente em pacientes fora de idade reprodutiva, conclui-se como é relevante o estudo sobre imuno-histoquímica para elucidação e seguimento oncológico.
Title: Mixoma ovariano em paciente pós-menopausa: relato de caso
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Introdução: O mixoma ovariano é um tumor mesenquimal, raro, benigno, que pode ser localmente invasivo, com apenas 16 casos relatados em literatura.
É descrito como massa anexial unilateral em pacientes em idade reprodutiva, entre 16 e 50 anos.
Há autores que consideram que os mixomas ovarianos são uma variedade do grupo dos fibromas-tecomas, tumores do estroma ovariano, devido às suas características histológicas.
Sem relatos em pacientes pós-menopausa.
Os fatores de risco são semelhantes aos dos demais tumores ovarianos.
Relato do caso: M.
M.
D.
O.
, 70 anos, hipertensa, tabagista, duas gestações anteriores com dois partos vaginais, menopausa aos 48 anos, admitida no serviço de ginecologia em 29/01/24 por massa abdomino-pélvica expansiva.
Exame físico evidencia abdome flácido, indolor, com massa palpável pouco móvel, endurecida e que se estende até 3 cm abaixo de cicatriz umbilical.
Segue-se investigação diagnóstica com ultrassonografia transvaginal cujo diagnóstico foi formação expansiva ovalar, sólida, de contorno perilesional com IR de 0,57 em localização pélvica mediana e suprauterina, havendo plano de clivagem com o útero.
Realizou ressonância magnética que evidencia em consonância volumosa formação expansiva, bem delimitada, de aspecto cístico, ocupando o compartimento anterior da pelve, centrado, medindo 120x90x100 mm; além de útero rechaçado posteriormente e pequeno sinal heterogêneo devido a espessamento irregular de zona juncional.
Exames laboratoriais com marcadores tumorais: LDH: 372.
8; HCG: 4.
0; CEA: 4.
6; CA 125: 24.
3; AFP: 4.
4; CA 19.
9: 9.
3.
Todos dentro da normalidade.
Submetida à histerectomia total abdominal com anexectomia bilateral, omentectomia e biópsia de goteiras parietocólicas em 02/03/24.
Evoluiu bem no pós-operatório, tendo alta em 05/03/2024.
Retorna ao ambulatório para laudo anatomopatológico que evidencia neoplasia pouco diferenciada de ovário direito constituída por proliferação de células fusiformes e estreladas de baixo grau, ocupando toda a cavidade ovariana.
Serosa ovariana livre, bem como ausência de invasão angiolinfática e perineural.
Linfonodos livres.
Não havendo figuras de necrose ou mitoses.
Solicitada imuno-histoquímica que revela o perfil de imunoexpressão associado aos aspectos morfológicos, compatível com o diagnóstico de mixoma ovariano no material em estudo, não sendo necessário tratamento complementar como rádio e quimioterapia; apenas seguimento ambulatorial oncológico, que será feito no mesmo hospital.
Conclusão: A importância deste relato está no diagnóstico de um tumor ovariano raro, típico do menacme, em paciente 20 anos pós-menopausa.
Pode este ser um caso pontual.
Porém, tendo em vista a relevância e pouco estudo de tal tipo histológico, principalmente em pacientes fora de idade reprodutiva, conclui-se como é relevante o estudo sobre imuno-histoquímica para elucidação e seguimento oncológico.

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