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Língua falada e língua escrita : Marcas da oralidade nas produções textuais em sala de aula.
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Pretende-se através deste trabalho destacar marcas da oralidade presentes nas produções textuais de alunos do Ensino Fundamental e Médio em duas turmas (9º. e 3º. anos) respectivamente, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Jornalista José Leal Ramos, situada no Município de São João do Cariri - PB. Mais particularmente, intenciona-se analisar essas marcas na produção de gêneros narrativos, considerando, de certo modo, que o gênero narrativo é um dos gêneros mais suscetíveis ao aparecimento de marcas da oralidade. Esse aspecto é decorrente de uma característica peculiar desse gênero, ou seja, a espontaneidade envolvida no ato de narrar sobre um fato ou acontecimento real ou imaginário, o que faz com que o aluno escreva de forma livre, solta, sem tanto rigor com relação às regras exigidas por outro tipo de gênero de texto ou por uma situação de comunicação específica. O mesmo ocorre em relação à escolha do vocabulário utilizado no gênero narrativo que acaba se aproximando mais das formas utilizadas na fala com abreviações de palavras, gírias, expressões populares, dentre outras características. Com isso, muitas vezes, há a tendência de se transferir características da fala para a expressão escrita de modo inconsciente ou, ainda, por falta de conhecimento acerca das diferenças entre as duas modalidades da língua, além, é óbvio, da forte influência que a fala exerce sobre a escrita. Sabe-se que a língua não segue um único padrão para todos os falantes, podendo variar dependendo da situação de comunicação em graus de formalidade que vão desde o coloquial ao culto. A língua culta e a língua coloquial podem ser definidas dependendo de vários fatores: sociais, econômicos, nível de escolaridade. Isso implica no fato de que um falante precisa dominar as duas modalidades da língua oral e escrita, bem como seus graus de formalidade ou informalidade, a fim de saber usá-las quando for necessário, no ambiente em que estiver inserido. É de grande importância o trabalho com a fala e a escrita nas escolas, pois é possível encontrar muitos alunos que não conhecem as variações linguísticas, e não sabem diferenciar as variedades da língua presentes tanto na fala como na escrita. As produções de textos sejam estes orais ou escritos e os exercícios de reescrita de textos auxiliam no que diz respeito ao treinamento da fala e da escrita dos alunos, fazendo com que eles saibam empregar cada modalidade, considerando suas particularidades e a situação de comunicação. Assim, espera-se não apenas fazer um levantamento das marcas da oralidade presentes nos textos produzidos pelos alunos inseridos no âmbito da pesquisa, mas também mostrar as diferenças entre a fala e a escrita em seus usos formal (culto) ou informal (coloquial) e ainda as características do gênero narrativo, objeto de investigação das referidas marcas da oralidade.
Title: Língua falada e língua escrita : Marcas da oralidade nas produções textuais em sala de aula.
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Pretende-se através deste trabalho destacar marcas da oralidade presentes nas produções textuais de alunos do Ensino Fundamental e Médio em duas turmas (9º.
e 3º.
anos) respectivamente, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Jornalista José Leal Ramos, situada no Município de São João do Cariri - PB.
Mais particularmente, intenciona-se analisar essas marcas na produção de gêneros narrativos, considerando, de certo modo, que o gênero narrativo é um dos gêneros mais suscetíveis ao aparecimento de marcas da oralidade.
Esse aspecto é decorrente de uma característica peculiar desse gênero, ou seja, a espontaneidade envolvida no ato de narrar sobre um fato ou acontecimento real ou imaginário, o que faz com que o aluno escreva de forma livre, solta, sem tanto rigor com relação às regras exigidas por outro tipo de gênero de texto ou por uma situação de comunicação específica.
O mesmo ocorre em relação à escolha do vocabulário utilizado no gênero narrativo que acaba se aproximando mais das formas utilizadas na fala com abreviações de palavras, gírias, expressões populares, dentre outras características.
Com isso, muitas vezes, há a tendência de se transferir características da fala para a expressão escrita de modo inconsciente ou, ainda, por falta de conhecimento acerca das diferenças entre as duas modalidades da língua, além, é óbvio, da forte influência que a fala exerce sobre a escrita.
Sabe-se que a língua não segue um único padrão para todos os falantes, podendo variar dependendo da situação de comunicação em graus de formalidade que vão desde o coloquial ao culto.
A língua culta e a língua coloquial podem ser definidas dependendo de vários fatores: sociais, econômicos, nível de escolaridade.
Isso implica no fato de que um falante precisa dominar as duas modalidades da língua oral e escrita, bem como seus graus de formalidade ou informalidade, a fim de saber usá-las quando for necessário, no ambiente em que estiver inserido.
É de grande importância o trabalho com a fala e a escrita nas escolas, pois é possível encontrar muitos alunos que não conhecem as variações linguísticas, e não sabem diferenciar as variedades da língua presentes tanto na fala como na escrita.
As produções de textos sejam estes orais ou escritos e os exercícios de reescrita de textos auxiliam no que diz respeito ao treinamento da fala e da escrita dos alunos, fazendo com que eles saibam empregar cada modalidade, considerando suas particularidades e a situação de comunicação.
Assim, espera-se não apenas fazer um levantamento das marcas da oralidade presentes nos textos produzidos pelos alunos inseridos no âmbito da pesquisa, mas também mostrar as diferenças entre a fala e a escrita em seus usos formal (culto) ou informal (coloquial) e ainda as características do gênero narrativo, objeto de investigação das referidas marcas da oralidade.
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