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Ocorrência Sazonal de Myzus persicae (Sulzer) e Solenopsis sp em cultura de berinjela, cultivar Napoli, na região de Ilha Solteira - SP
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O estudo teve como objetivo avaliar a ocorrência sazonal do pulgão Myzus persicae e da formiga Solenopsis sp. na cultura de berinjela, cultivar Napoli, desde o transplante até o final do desenvolvimento da cultura, na região de Ilha Solteira – SP. O experimento foi conduzido na Fazenda de Ensino, Pesquisa e Extensão da FEIS/UNESP, utilizando 180 mudas transplantadas para o campo. As avaliações foram realizadas semanalmente, a partir de 33 dias após o transplante, com amostragem aleatória de 20 plantas por semana. Cada planta foi dividida em terços (superior, médio e inferior) para contagem de pulgões e formigas, sendo os pulgões quantificados em áreas padronizadas da face inferior das folhas e as formigas contadas em folhas e ramos. Os resultados mostraram que a maior população de Myzus persicae ocorreu entre 54 e 89 dias após o transplante, com pico aos 68 dias (média de 9,7 pulgões por 4 cm²), predominando no terço inferior das plantas. As condições climáticas nesse período variaram entre 19 e 29°C e 47 a 91% de umidade relativa. Para Solenopsis sp., os maiores picos populacionais ocorreram entre 54 e 75 dias e entre 126 e 141 dias após o transplante, com maior densidade aos 126 dias (média de 54 formigas por planta), também concentradas no terço inferior. No início do ciclo da cultura, as formigas atacaram os ponteiros e formaram ninhos no colo das plantas, abrindo galerias no caule e nos ramos. Na fase reprodutiva, atacaram os frutos, causando deformações e prejuízos comerciais. Observou-se ainda correlação entre a presença das formigas e as excreções açucaradas (honeydew) produzidas pelos pulgões, que servem de alimento para as formigas. Conclui-se que tanto o pulgão quanto a formiga apresentam maior incidência no terço inferior das plantas, com períodos críticos distintos ao longo do ciclo da cultura, e que existe associação ecológica entre as duas espécies, potencializando os danos à berinjela.
Title: Ocorrência Sazonal de Myzus persicae (Sulzer) e Solenopsis sp em cultura de berinjela, cultivar Napoli, na região de Ilha Solteira - SP
Description:
O estudo teve como objetivo avaliar a ocorrência sazonal do pulgão Myzus persicae e da formiga Solenopsis sp.
na cultura de berinjela, cultivar Napoli, desde o transplante até o final do desenvolvimento da cultura, na região de Ilha Solteira – SP.
O experimento foi conduzido na Fazenda de Ensino, Pesquisa e Extensão da FEIS/UNESP, utilizando 180 mudas transplantadas para o campo.
As avaliações foram realizadas semanalmente, a partir de 33 dias após o transplante, com amostragem aleatória de 20 plantas por semana.
Cada planta foi dividida em terços (superior, médio e inferior) para contagem de pulgões e formigas, sendo os pulgões quantificados em áreas padronizadas da face inferior das folhas e as formigas contadas em folhas e ramos.
Os resultados mostraram que a maior população de Myzus persicae ocorreu entre 54 e 89 dias após o transplante, com pico aos 68 dias (média de 9,7 pulgões por 4 cm²), predominando no terço inferior das plantas.
As condições climáticas nesse período variaram entre 19 e 29°C e 47 a 91% de umidade relativa.
Para Solenopsis sp.
, os maiores picos populacionais ocorreram entre 54 e 75 dias e entre 126 e 141 dias após o transplante, com maior densidade aos 126 dias (média de 54 formigas por planta), também concentradas no terço inferior.
No início do ciclo da cultura, as formigas atacaram os ponteiros e formaram ninhos no colo das plantas, abrindo galerias no caule e nos ramos.
Na fase reprodutiva, atacaram os frutos, causando deformações e prejuízos comerciais.
Observou-se ainda correlação entre a presença das formigas e as excreções açucaradas (honeydew) produzidas pelos pulgões, que servem de alimento para as formigas.
Conclui-se que tanto o pulgão quanto a formiga apresentam maior incidência no terço inferior das plantas, com períodos críticos distintos ao longo do ciclo da cultura, e que existe associação ecológica entre as duas espécies, potencializando os danos à berinjela.
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