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Uso de plantas medicinais no tratamento de Osteoartrite: uma revisão

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Introdução: A osteoartrite (OA) é uma condição degenerativa debilitante que afeta as articulações e envolve inflamação, levando à degradação da cartilagem e ao comprometimento articular. Essa doença pode causar dor, desconforto e diminuição gradual da função articular. De acordo com a National Health and Nutrition Examination Survey, aproximadamente 37% das pessoas com mais de 60 anos têm osteoartrite no joelho nos EUA. No Brasil, a OA afeta 80% da população acima de 60 anos, sendo mais comum entre aqueles com idades entre 70 e 79 anos, e cerca de 33,7% apresentam OA no joelho. Devido à sua prevalência entre idosos, várias abordagens terapêuticas surgiram para tratar a OA. Geralmente, o tratamento envolve medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. Também são usados inibidores específicos da COX-2 ou anti-inflamatórios não hormonais (AINHs) não seletivos. No entanto, esses medicamentos podem ter efeitos colaterais que afetam a qualidade de vida e a adesão ao tratamento. Portanto, o uso de fitoterápicos se tornou uma alternativa para aliviar a dor em pacientes com OA, visando reduzir a dependência de medicamentos. Objetivos: Revisar a literatura sobre a ação de medicamentos fitoterápicos mais utilizados para tratamento de OA e identificar comprovações científicas no período posterior à criação da renisus. Material e Método: Realizou-se um levantamento bibliográfico de artigos científicos publicados entre 2010 a 2017 nas bases de dados do Google Acadêmico e PubMed. A pesquisa teve como foco os fitoterápicos com propriedades antiartríticas, analgésicas ou antiinflamatórias, destinados ao tratamento da osteoartrite (OA) em seres humanos e animais. Foram selecionados os fitoterápicos mais mencionados, incluídos na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (RENISUS). Resultados: Foram analisados artigos que destacaram os seguintes diferentes contextos clínicos. fitoterápicos como os mais empregados para tratar sinais e sintomas relacionados à OA: Curcuma longa: A curcumina exibiu propriedades antiinflamatórias e analgésicas tanto em estudos com animais quanto em ensaios clínicos, com potencial de alívio da dor. A substância está associada à redução de diversos sinais inflamatórios. Boswellia serrata: Contém ácidos boswellicos, que se mostraram potentes inibidores da enzima 5-lipoxigenase. Harpagophytum procumbens: O harpagosideo, um glicosídeo presente nessa planta, atua inibindo precursores inflamatórios, como a cicloxigenase 2 (COX-2). Esse composto exerce um efeito anti-inflamatório em condições patológicas associadas à osteoartrite. Uncaria tomentosa: Contém mitrafilines e isomitrafilines, bioativos que demonstraram propriedades anti-inflamatórias, inibindo a liberação de citocinas por células imunes ativadas. Salix alba: Padronizado pelo seu conteúdo de salicina, esse fitoterápico tem sido amplamente usado para tratar condições ligadas à dor, inflamação e febre. Evidências indicam reduções significativas na dor articular. Chenopodium ambrosioides: Contendo ascaridol, um composto com possíveis efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, essa planta também exibe propriedades cicatrizantes em feridas. Discussão e Conclusões: Esses fitoterápicos mostraram potencial para reduzir a dor e melhorar a função física em pacientes com osteoartrite (OA). No entanto, são necessárias mais pesquisas para avaliar sua eficácia, dosagens adequadas e possíveis efeitos colaterais. Os fitoterápicos podem ser considerados como opções terapêuticas complementares ou alternativas aos medicamentos convencionais para o tratamento da osteoartrite, mas seu uso deve ser avaliado individualmente e sob orientação médica.
Title: Uso de plantas medicinais no tratamento de Osteoartrite: uma revisão
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Introdução: A osteoartrite (OA) é uma condição degenerativa debilitante que afeta as articulações e envolve inflamação, levando à degradação da cartilagem e ao comprometimento articular.
Essa doença pode causar dor, desconforto e diminuição gradual da função articular.
De acordo com a National Health and Nutrition Examination Survey, aproximadamente 37% das pessoas com mais de 60 anos têm osteoartrite no joelho nos EUA.
No Brasil, a OA afeta 80% da população acima de 60 anos, sendo mais comum entre aqueles com idades entre 70 e 79 anos, e cerca de 33,7% apresentam OA no joelho.
Devido à sua prevalência entre idosos, várias abordagens terapêuticas surgiram para tratar a OA.
Geralmente, o tratamento envolve medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos.
Também são usados inibidores específicos da COX-2 ou anti-inflamatórios não hormonais (AINHs) não seletivos.
No entanto, esses medicamentos podem ter efeitos colaterais que afetam a qualidade de vida e a adesão ao tratamento.
Portanto, o uso de fitoterápicos se tornou uma alternativa para aliviar a dor em pacientes com OA, visando reduzir a dependência de medicamentos.
Objetivos: Revisar a literatura sobre a ação de medicamentos fitoterápicos mais utilizados para tratamento de OA e identificar comprovações científicas no período posterior à criação da renisus.
Material e Método: Realizou-se um levantamento bibliográfico de artigos científicos publicados entre 2010 a 2017 nas bases de dados do Google Acadêmico e PubMed.
A pesquisa teve como foco os fitoterápicos com propriedades antiartríticas, analgésicas ou antiinflamatórias, destinados ao tratamento da osteoartrite (OA) em seres humanos e animais.
Foram selecionados os fitoterápicos mais mencionados, incluídos na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (RENISUS).
Resultados: Foram analisados artigos que destacaram os seguintes diferentes contextos clínicos.
fitoterápicos como os mais empregados para tratar sinais e sintomas relacionados à OA: Curcuma longa: A curcumina exibiu propriedades antiinflamatórias e analgésicas tanto em estudos com animais quanto em ensaios clínicos, com potencial de alívio da dor.
A substância está associada à redução de diversos sinais inflamatórios.
Boswellia serrata: Contém ácidos boswellicos, que se mostraram potentes inibidores da enzima 5-lipoxigenase.
Harpagophytum procumbens: O harpagosideo, um glicosídeo presente nessa planta, atua inibindo precursores inflamatórios, como a cicloxigenase 2 (COX-2).
Esse composto exerce um efeito anti-inflamatório em condições patológicas associadas à osteoartrite.
Uncaria tomentosa: Contém mitrafilines e isomitrafilines, bioativos que demonstraram propriedades anti-inflamatórias, inibindo a liberação de citocinas por células imunes ativadas.
Salix alba: Padronizado pelo seu conteúdo de salicina, esse fitoterápico tem sido amplamente usado para tratar condições ligadas à dor, inflamação e febre.
Evidências indicam reduções significativas na dor articular.
Chenopodium ambrosioides: Contendo ascaridol, um composto com possíveis efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, essa planta também exibe propriedades cicatrizantes em feridas.
Discussão e Conclusões: Esses fitoterápicos mostraram potencial para reduzir a dor e melhorar a função física em pacientes com osteoartrite (OA).
No entanto, são necessárias mais pesquisas para avaliar sua eficácia, dosagens adequadas e possíveis efeitos colaterais.
Os fitoterápicos podem ser considerados como opções terapêuticas complementares ou alternativas aos medicamentos convencionais para o tratamento da osteoartrite, mas seu uso deve ser avaliado individualmente e sob orientação médica.

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